BRAÇO FORTE MÃO AMIGA

sábado, 24 de dezembro de 2011

OS INFANTES TRÊS PODERES - Gen.Bda.Rfm.Valmir Fonseca Azevedo Peraira

Montesquieu elaborou uma teoria política em sua obra mais famosa, o “O Espírito das Leis (L'Esprit des Lois, 1748), que se tornou a fonte das doutrinas constitucionais liberais.

Num frágil tripé, o filósofo estabeleceu o sonhado equilíbrio baseado na separação dos três Poderes.

Executivo, responsável pela administração do território; o Legislativo, pela elaboração das leis e representado pelas Câmaras de parlamentares; o Judiciário pela fiscalização do cumprimento das leis e exercido por juízes e magistrados.

Para muitos a fragilidade do periclitante tripé apontava a necessidade de um quarto suporte, seria o Poder Moderador. Como não interessava aos outros três, ficaram apenas eles.

Partiu - se da premissa, que por sua independência, se por ilicitudes dois se juntassem, o terceiro evitaria os abusos e, se um extrapolasse, os outros cortariam as suas asinhas.

Nesta titubeante estabilidade, o Ocidente vai indo, e às vezes tropeça, mas se apruma, e segue em frente, inclusive em nossas plagas, até o PT descobrir o Brasil.

Obviamente, a possibilidade de manipulação e os interesses imediatos que cercam o Executivo e o Legislativo, tornam aqueles poderes mais suscetíveis às injunções e aos interesses nem sempre honestos.

Aqui, preexiste, atualmente, um acordo tácito apoiado na ideologia lulo - petista, com o Executivo pairando sobre os demais, aliciando por maiorias ou por nomeações os outros dois, e prosseguindo impoluto rumo à tiranização do poder, com os seus coirmãos fazendo vista grossa e, por vezes, atuando decisivamente para a sua concretização.

Em troca, nenhum mexe com o outro. O acordo tem dado certo.

Quanto ao Judiciário, pela alta missão dos seus juízes e magistrados, que prescindem de profundos conhecimentos para o exercício de suas funções, tanto intelectuais como morais, e até filosóficos, deveriam ser imparciais, pois estribam - se na aplicação da justiça.

Porem, impossível evitar a contaminação. No reino da patifaria, do levar vantagem, do abocanhar o que é meu, do eu também quero, a proliferação da canalhice é um fato berrante.

Portanto, neste pernicioso contexto, nada a estranhar quando surgem inquestionáveis indícios sobre a corrupção e a parcialidade de diversos agentes do Poder Judiciário.

Durante algum tempo, o Judiciário limitou - se a cumprir ordens, a atender aos mais esdrúxulos pedidos, em especial do Executivo, mas, lentamente, com desenxabidas justificativas foi se desviando do que deveria ser uma conduta ilibada, e de uma imparcialidade que sublinharia a sua obediência aos ditames das leis.

As recentes e estapafúrdias decisões das mais altas cortes de justiça nacionais foram de tal monta que causaram espanto aos letrados no espírito das leis, e nos leigos e iletrados, apoiados no simplório bom senso.

Pelo mau cheiro espalhado pelo País, era evidente que havia algo de podre no reino da justiça.

Eis que, os nobres magistrados, cansados de serem patifes pelos outros e sabedores que eram a própria espada da lei, decidiram por fundamentadas razões, arrancar o seu quinhão, pois o Brasil é de todos e, quem pode, pode, quem não pode se sacode.

Daí, não foi preciso muita chafurdação da imprensa investigativa para aflorar um verdadeiro dilúvio de desmandos, vergonhosos cambalachos e corrupções envolvendo juízes e magistrados.

Parece que o modo petista de ser espalhou - se como um vírus e conspurcou os demais poderes, e o Judiciário como o Legislativo tornou - se mais um paciente terminal. Ou seja, terminou por perder a sua imunização contra o vírus da imoralidade.

Neste ritmo de Sodoma e Gomorra, é fechar o País e jogar a chave fora, ou esperar sentado a ira do Divino.

Brasília, DF, 24 de dezembro de 2011

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo
Dilma Rousseff bate recorde de aprovação popular, batendo até o antecessor tido como imbatível. Consolida, assim, o crescimento da hegemonia governo/petista que se expandiu do Congresso para a sociedade e aumenta gradativamente desde a eleição de Luiz Inácio da Silva em 2002.

A última pesquisa Ibope mostra Dilma com índices de popularidade inéditos na comparação com os primeiros anos dos dois mandatos de Lula e de Fernando Henrique e carrega consigo duas notícias.
A boa é que a maioria se sente bem e isso é ótimo. A má é que com números tão robustos o governo se sente no direito de tocar o barco em frente sem prestar atenção ao que de positivo o contraditório contém como material de trabalho para avançar por terrenos onde hoje viceja o atraso.
Popularidade é bom e todo mundo gosta. Rende votos, vitórias eleitorais, aumenta a perspectiva de poder, infla egos, mas cria cacoete de comportamento, alimenta vocações autoritárias e, por isso, o ideal é que seja usada em prol do coletivo e não do projeto de um só partido.
Evidentemente, não se propõe que o governo divida suas glórias com a oposição, muito menos que não faça uso eleitoral da vantagem que detém. O jogo democrático, óbvio, tem na disputa política sua preliminar.
Mas, não precisa necessariamente limitar-se a esse objetivo.

Até porque popularidade não é atributo que tenha por si garantia de permanência. Como vem, vai.
Se há espírito público, o ideal é que no momento do auge essa força seja usada como instrumento de transformação. Uma arma de aperfeiçoamento, cujo manejo leve em conta uma velha lição: quanto mais poderoso é o poder mais o governante deve compartilhá-lo com seus governados.
Do contrário, o mandatário altamente popular tende a ouvir só o que lhe interessa e a dizer só o que lhe convém, sem se considerar na obrigação de conferir substância e coerência às suas palavras.
Foi o que aconteceu na entrevista que a presidente deu na sexta-feira. Para começo de conversa, previu um crescimento de 5% no PIB para 2012. Qual o raciocínio utilizado para chegar à conclusão? Nenhum.
"Meu cenário é otimista", afirmou Dilma, reduzindo sua tese a mera conjectura. Algo autoritário, porque parte do pressuposto de que uma frase presidencial tenha o condão de conduzir uma realidade.
A presidente tampouco foi fiel aos fatos ao comentar o caso do ministro Fernando Pimentel que, segundo ela, "não tem nada a ver com o governo". Teria a ver com o quê, então?

Posta diante da comparação com o episódio envolvendo Antonio Palocci, fantasiou: "Ele quis sair".
Não quis, resistiu por 23 dias, saiu quando já era impossível ficar e foi incorporado à dita "faxina" como indicativo da intolerância da presidente em relação a "malfeitos".
Mas, se for verdade que Palocci só saiu porque quis, chega-se à conclusão de que por vontade de Dilma teria ficado. Onde coerência da intolerante?
Com a mesma superficialidade própria dos que estão com a vida ganha e, portanto, não se acham devedores de conferir maturidade ao diálogo com o País, a presidente falou sobre a reforma ministerial.
Rechaçou a hipótese de reduzir o número de ministérios - "não me venham com essa conversa, não é isso que faz a diferença no governo" -, choveu no molhado - "não tenho compromisso com qualquer prática inadequada" - e não disse o que pensa mesmo sobre o modus operandi da coalizão.
Avisou apenas que todos terão "uma surpresa". Um sinal de qual seria o rumo? Não deu. Um vislumbre de que haveria mudança de critérios para nomeação de ministros?

De novo a afirmação carente de substância: "Quero que cada vez mais os critérios de governança sejam os critérios internos do governo, que nenhum partido interfira em questões internas".
E quais são os "critérios de governança"? Por enquanto, o único visível disse respeito ao direito de todos os partidos cujos ministros caíram em meio a escândalos de corrupção, tiveram de indicar os substitutos.
Pode ser que a presidente altere essa lógica e resida aí a "surpresa" anunciada. Se for isso, terá finalmente dado à sua imensa popularidade uma boa utilidade pública.

PRESIDENTE do STF CONTESTA VERSÃO DE ACORDO POLÍTICO COM PMDB

Do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro César Peluzo, recebi a carta abaixo contestando o artigo ” Voto de minerva polêmico” publicado da coluna “Direto de Brasília”,  ontem, domingo, no jornal O Estado de S.Paulo. O ministro critica o artigo, que considerou ofensivo à sua biografia e, por extensão, ao STF.
Divulgo a íntegra da carta,  publicada hoje pelo jornal, cujo editorial sobre o tema também mereceu críticas do magistrado. Na seqüência, a resposta igualmente publicada pelo jornal.
A Carta
Senhor jornalista:
A respeito do seu artigo “Voto de minerva polêmico”, tomo a liberdade de prestar-lhe alguns esclarecimentos a respeito da decisão sobre a posse do sr. Jader Barbalho, não apenas para tentar concorrer para que seus juízos a respeito do caráter das pessoas possam, até para tranquilidade de sua consciência, basear-se em todas as circunstâncias relevantes de fatos comentados, mas sobretudo para restabelecer a verdade destes e desfazer conjecturas gratuitas que me escuso de qualificar.
Receio que sua “especulação” não tenha fundamento em nenhuma das supostas “brechas” entrevistas no seu artigo, onde encontro velada, mas nítida crítica de ter sido contraditório e pouco ético nos meus comportamentos como magistrado do STF.
Se V. Sª tivesse assistido à primeira sessão de julgamento sobre a chamada “Ficha Limpa”, quando me recusei a desempatar o julgamento, ou, se tendo a ela assistido, se houvesse lembrado do debate sonoro e claro a respeito (coisa que ainda pode fazer em consulta a link do STF no You Tube), ou se se tivesse mais bem inteirado a respeito, teria visto e ouvido que, naquela oportunidade, me recusei a fazê-lo, simplesmente porque, apaixonada pela discussão, a maioria dos ministros presentes não concordou com a aplicação da regra regimental! Se a maioria decide – e este é o verbo juridicamente correto – que não pode ser aplicada certa norma, eu só poderia aplicá-la por ato de força, em verdadeiro despotismo e mediante pronúncia contestável de todos os pontos de vista, senão também ineficaz do ângulo jurídico. O respeito aos colegas e à própria instituição, o qual também me move a estes esclarecimentos,  não me pedia outr a coisa. É só ver e ouvir a gravação da sessão.
No caso de Jader Barbalho, porém – e aqui também conviria ver e ouvir a gravação da sessão -, todos os ministros presentes, todos, inclusive os que tinham antes votado em sentido contrário, decidiram aplicar a regra regimental, permitindo fosse ultimado o julgamento segundo o teor do voto de qualidade do presidente, e concordaram, alto e bom som, com a proposta de deferir o requerimento formal do interessado. Tratou-se de evidentíssima decisão do Plenário, que, como o sabe toda a gente, é ato colegiado, não decisão minha ou de qualquer dos ministros individualmente considerado. Dizer ou insinuar, portanto, que eu como presidente teria decidido a causa, porque “julgou natural usar da prerrogativa” (sic), é, quando menos, grave erro factual ou propositada distorção dos fatos, tanto menos escusável quando o jornal “Folha de São Paulo” já havia publicado, ontem, no “Paine l dos Leitor”, cabal explicação a respeito (p. A3).
E o Plenário decidiu, não porque eu, como presidente, tivesse o dom de mudar, drástica e rapidamente, o convencimento dos meus pares, induzindo-os com base em fantasioso acordo com partido político em troca de aumento que não foi aprovado e nada indica que o será, , mas – e a verdade é, deveras, quase sempre, muito mais simples do que a julgam ou inventam as pessoas – apenas porque todos os ministros já estavam convencidos da legitimidade e da justiça da decisão adotada, como, aliás, vários e probos jornalistas o reconheceram. Simples e verdadeiro, não é? V. Sª não conseguirá provar, em juízo ou fora dele, tenha existido tal acordo, pela curtíssima razão de que nunca existiu! Jogar tal “especulação” à responsabilidade inodora da “convicção do governo” (sic) é modo pouco sutil de disfarçar convicção própria.
Para seu governo íntimo, em 44 anos de magistratura impoluta, jamais firmei “acordo” para julgar (afirmação ou suposição contrária é mais do que leviandade, é aleivosia de prevaricação), nem cedi a pressão de quem quer que seja, pela boa razão de que jamais alguém ousou fazer-me, de modo direto ou indireto, pressão em julgamento, nem sequer o presidente da República que me nomeou, como ficou claríssimo no julgamento do famoso caso “Batisti”. Por que iriam fazê-lo parlamentares, e num caso em que já nem era preciso tentar convencer os ministros?
E, por fim, noticio-lhe, não obstante jornais já o hajam noticiado, que, poucas semanas antes, havia recebido, como é de meu dever institucional, parlamentares do PSDB, em caso idêntico, de interesse do sr. João Capiberibe! Por que não cogitou V. Sª ter havido aí outro pretenso “acordo”? Todos os presidentes e ministros recebem advogados e parlamentares a respeito de causas pendentes, em prática tradicional e equânime, que, embora não me agrade, como já assentei em entrevista à revista “Veja”, não consigo mudar. Mas daí a supor que cedam a pressões ou cometam crime de prevaricação, vai uma distância que só dolo e má-fé conseguem transpor.
Na expectativa, pois, de que, como jornalista atento ao dever de ser fiel à verdade, desfaça a tempo os equívocos propalados, subscrevo-me
Atenciosamente,
Min. CEZAR PELUSO
A Resposta
O artigo não ofende o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro César Peluzo. Limita-se  a analisar versão corrente nos meios políticos, inclusive no governo, envolvendo a questão do aumento salarial do Poder Judiciário.
O foco da abordagem está no chamado voto de Minerva – aquele que desempata um julgamento e que, portanto, não pode ser condicionado a um consenso do plenário. Se na votação do mérito da Lei da Ficha Limpa o ministro César Peluso declinou da prerrogativa intransferível, coerente seria repetir a decisão pessoal de não usá-la, em caso correlato.
A frase do senador Jáder Barbalho, após a vitória no tribunal, não deixa dúvida quanto à visão do episódio, pelo menos no âmbito do PMDB: “Quando vi que o jogo não era jurídico, mas político, acionei o partido” – disse o senador, durante jantar em que comemorou com o partido a decisão do STF.
O que se pode extrair do texto é a crítica à decisão do STF, jamais o endosso à interpretação, apenas noticiada. 

                                                        João Bosco Rabello      O Estado de São Paulo

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

João Bosco Rabello O ESTADO DE SÃO PAULO

Do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro César Peluzo, recebi a carta abaixo contestando o artigo ” Voto de minerva polêmico” publicado da coluna “Direto de Brasília”,  ontem, domingo, no jornal O Estado de S.Paulo. O ministro critica o artigo, que considerou ofensivo à sua biografia e, por extensão, ao STF.
Divulgo a íntegra da carta,  publicada hoje pelo jornal, cujo editorial sobre o tema também mereceu críticas do magistrado. Na seqüência, a resposta igualmente publicada pelo jornal.
A Carta
Senhor jornalista:
A respeito do seu artigo “Voto de minerva polêmico”, tomo a liberdade de prestar-lhe alguns esclarecimentos a respeito da decisão sobre a posse do sr. Jader Barbalho, não apenas para tentar concorrer para que seus juízos a respeito do caráter das pessoas possam, até para tranquilidade de sua consciência, basear-se em todas as circunstâncias relevantes de fatos comentados, mas sobretudo para restabelecer a verdade destes e desfazer conjecturas gratuitas que me escuso de qualificar.
Receio que sua “especulação” não tenha fundamento em nenhuma das supostas “brechas” entrevistas no seu artigo, onde encontro velada, mas nítida crítica de ter sido contraditório e pouco ético nos meus comportamentos como magistrado do STF.
Se V. Sª tivesse assistido à primeira sessão de julgamento sobre a chamada “Ficha Limpa”, quando me recusei a desempatar o julgamento, ou, se tendo a ela assistido, se houvesse lembrado do debate sonoro e claro a respeito (coisa que ainda pode fazer em consulta a link do STF no You Tube), ou se se tivesse mais bem inteirado a respeito, teria visto e ouvido que, naquela oportunidade, me recusei a fazê-lo, simplesmente porque, apaixonada pela discussão, a maioria dos ministros presentes não concordou com a aplicação da regra regimental! Se a maioria decide – e este é o verbo juridicamente correto – que não pode ser aplicada certa norma, eu só poderia aplicá-la por ato de força, em verdadeiro despotismo e mediante pronúncia contestável de todos os pontos de vista, senão também ineficaz do ângulo jurídico. O respeito aos colegas e à própria instituição, o qual também me move a estes esclarecimentos,  não me pedia outra coisa. É só ver e ouvir a gravação da sessão.
No caso de Jader Barbalho, porém – e aqui também conviria ver e ouvir a gravação da sessão -, todos os ministros presentes, todos, inclusive os que tinham antes votado em sentido contrário, decidiram aplicar a regra regimental, permitindo fosse ultimado o julgamento segundo o teor do voto de qualidade do presidente, e concordaram, alto e bom som, com a proposta de deferir o requerimento formal do interessado. Tratou-se de evidentíssima decisão do Plenário, que, como o sabe toda a gente, é ato colegiado, não decisão minha ou de qualquer dos ministros individualmente considerado. Dizer ou insinuar, portanto, que eu como presidente teria decidido a causa, porque “julgou natural usar da prerrogativa” (sic), é, quando menos, grave erro factual ou propositada distorção dos fatos, tanto menos escusável quando o jornal “Folha de São Paulo” já havia publicado, ontem, no “Painel dos Leitor”, cabal explicação a respeito (p. A3).
E o Plenário decidiu, não porque eu, como presidente, tivesse o dom de mudar, drástica e rapidamente, o convencimento dos meus pares, induzindo-os com base em fantasioso acordo com partido político em troca de aumento que não foi aprovado e nada indica que o será, , mas – e a verdade é, deveras, quase sempre, muito mais simples do que a julgam ou inventam as pessoas – apenas porque todos os ministros já estavam convencidos da legitimidade e da justiça da decisão adotada, como, aliás, vários e probos jornalistas o reconheceram. Simples e verdadeiro, não é? V. Sª não conseguirá provar, em juízo ou fora dele, tenha existido tal acordo, pela curtíssima razão de que nunca existiu! Jogar tal “especulação” à responsabilidade inodora da “convicção do governo” (sic) é modo pouco sutil de disfarçar convicção própria.
Para seu governo íntimo, em 44 anos de magistratura impoluta, jamais firmei “acordo” para julgar (afirmação ou suposição contrária é mais do que leviandade, é aleivosia de prevaricação), nem cedi a pressão de quem quer que seja, pela boa razão de que jamais alguém ousou fazer-me, de modo direto ou indireto, pressão em julgamento, nem sequer o presidente da República que me nomeou, como ficou claríssimo no julgamento do famoso caso “Batisti”. Por que iriam fazê-lo parlamentares, e num caso em que já nem era preciso tentar convencer os ministros?
E, por fim, noticio-lhe, não obstante jornais já o hajam noticiado, que, poucas semanas antes, havia recebido, como é de meu dever institucional, parlamentares do PSDB, em caso idêntico, de interesse do sr. João Capiberibe! Por que não cogitou V. Sª ter havido aí outro pretenso “acordo”? Todos os presidentes e ministros recebem advogados e parlamentares a respeito de causas pendentes, em prática tradicional e equânime, que, embora não me agrade, como já assentei em entrevista à revista “Veja”, não consigo mudar. Mas daí a supor que cedam a pressões ou cometam crime de prevaricação, vai uma distância que só dolo e má-fé conseguem transpor.
Na expectativa, pois, de que, como jornalista atento ao dever de ser fiel à verdade, desfaça a tempo os equívocos propalados, subscrevo-me
Atenciosamente,
Min. CEZAR PELUSO
A Resposta
O artigo não ofende o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro César Peluzo. Limita-se  a analisar versão corrente nos meios políticos, inclusive no governo, envolvendo a questão do aumento salarial do Poder Judiciário.
O foco da abordagem está no chamado voto de Minerva – aquele que desempata um julgamento e que, portanto, não pode ser condicionado a um consenso do plenário. Se na votação do mérito da Lei da Ficha Limpa o ministro César Peluso declinou da prerrogativa intransferível, coerente seria repetir a decisão pessoal de não usá-la, em caso correlato.
A frase do senador Jáder Barbalho, após a vitória no tribunal, não deixa dúvida quanto à visão do episódio, pelo menos no âmbito do PMDB: “Quando vi que o jogo não era jurídico, mas político, acionei o partido” – disse o senador, durante jantar em que comemorou com o partido a decisão do STF.
O que se pode extrair do texto é a crítica à decisão do STF, jamais o endosso à interpretação, apenas noticiada. 

domingo, 11 de dezembro de 2011

DISVIRTUANDO ATÉ IDEOLOGIA Gen.Bda.Rfm. Valmir Fonseca Azevedo Pereira

DESVIRTUANDO ATÉ IDEOLOGIAS
Acreditar ou não, ser ou não ser, a favor ou contra, estas questões afloram na cabeça dos indivíduos, pelo menos, de alguns, visto que em geral a maioria não se preocupa com nada, e vai de preferência na onda.
Os dilemas se aplicam às escolhas, sexuais, políticas, religiosas e ideológicas, entre outras. Comunista, socialista, democrata, budista, sadomasoquista ou qualquer outra questão, os indivíduos vivem, e alguns optam por uma ou mais tendências ou simpatias.
Nesta linha de raciocínio, em 1922, quando foi fundado o então denominado "Partido Comunista do Brasil", surgiram por aqui os primeiros admiradores do regime comunista.
A seguir, uma serie de mudanças, que interessando aos seus ícones russos, levou os comunistas a enfrentarem questões que provocaram uma, duas, varias dicotomias em suas convicções.
Linha russa, a trotskista, a rural, a do Fidel, a chinesa, a urbana, e surgiram, conforme as conveniências, uma montoeira de “o melhor caminho”, que dividiram os comunas nacionais.
Contudo, a dissidência maior, além da linha a seguir, pois uns achavam “isso” e outros “aquilo”, era a permanente vaidade, a satisfação do ego, que predominava quando conveniente para um individuo que se bandeava para um lado ou outro.
A proliferação de organizações comunistas que inundaram este País demonstra como eles eram divididos, em especial por interesses pessoais. Ou seja, desde aquela época, a sua ideologia era o pano de fundo para ambições e interesses pessoais.
Em outras palavras, o brasileiro é o mesmo, seja comunista, socialista, ou de outro credo, sempre quer levar vantagem, e muda de camisa e, se for o caso, divide o seu grupo em seu beneficio.
Hoje, encontramos esta jovem nação comunista-socialista, mergulhada em patifarias. Os mais intelectualizados analistas sentenciam que o PT está levando o País à bancarrota moral, que está arrastando, propositadamente, ao fundo do poço, o legislativo e o judiciário, pois pretende numa reviravolta, assumir o poder total.
Bom, é inegável que está em curso uma desmoralização geral da sociedade. A promoção de dicotomias antes inimagináveis ocorre célere, e sabemos quem promove esta esbórnia em todos os campos – a ideologia lulo –petista. Não é marxista, não é trotskista, não é ...
Nós, do alto de nossa descrença, e conhecendo o povinho desta terra, chegamos à seguinte conclusão: o PT de há muito abandonou qualquer resquício ideológico, afirmamos que a tal ideologia foi esfacelada, e o que persiste de fato é o uso do instrumento, de um disfarce para a tomada do poder.
E esqueçam - se de qualquer base ideológica, o que transparece realmente é a maneira da cúpula do partido adonar - se do poder.
 É duro alguém de sã consciência imaginar que o metamorfose seja praticante de qualquer ideologia (será que ele já leu algum livro sobre o tema ideológico?), e que as sua ideologia é o seu desejo de mando. Mas ele deitou cátedra. Esqueçam Marx, Lênin e adjacências. Em breve erigirão uma estatua do LULA.
A turma quer mesmo é morrer abraçada ao poder e nos seus benefícios, a tudo que os conduza ao que é do bom e do melhor. O poder institucionalizado de mandar sem questionamentos, a riqueza, a mordomia, e a tranqüilidade de decidir sem oposições.
Pode ser que os ingênuos ainda vislumbrem, firmes posições e crenças ideológicas, contudo, basta olharmos a corrupção, o amealhamento de fortunas, a maneira como eles se lambuzam no poder, criando dicotomias para dividir, e sempre sendo beneficiados, para perceber que o viés ideológico, existe apenas para engabelar, para enfraquecer os falidos oponentes, pois de fato ele não existe mais.
Nem eles acreditam.
De fato, acreditamos que exista um pensamento, uma convicção de que eles são especiais, e nós somos o resto; eles os predestinados, que nasceram para dominar, para ditar regras como iluminados do século XXI, e nós fomos paridos para serví – los, e basta que eles nos alimentem migalhas de pão e deleitem com joguinhos de futebol e estaremos maravilhosamente satisfeitos.
O duro é que parece que eles têm razão.
Brasília, DF, 11 de dezembro de 2011
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

sábado, 10 de dezembro de 2011

Linha Carretel!!!!!!!

DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior chega ao fim da semana mais enrolado do que quando começou a se explicar sobre suas atividades como consultor no período entre o fim da gestão como prefeito de Belo Horizonte e a eleição de Dilma Rousseff.

Sobre o caso Fernando Pimentel incidem basicamente duas dúvidas: se houve tráfico de influência e qual a natureza precisa dos serviços prestados em consultoria.
Até agora nenhuma delas foi dirimida. Ao contrário: quanto mais o tempo passa, quanto mais se fala, mais aparecem novos aspectos, mais se complica a situação do ministro que à primeira vista não parecia assim tão complicada.
Hoje, a avaliação no governo e nos partidos aliados é a de que o cenário da fragilização de Pimentel está irremediavelmente posto. Alvo da desconfiança de ter sido favorecido e de ter favorecido empresários, perdeu as cordas vocais para atuar como interlocutor desse setor.
O fato de o governo ter orientado sua base parlamentar a rejeitar convocação do ministro para falar na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara não ajudou a desanuviar o ambiente.
Aqui, de novo, deu-se o oposto: alimentou-se a impressão de que o caso de Pimentel guarda desconfortável semelhança com o de Antônio Palocci.

O então chefe da Casa Civil resistiu por 23 dias sem informar o nome dos clientes, sendo protegido de todas as formas pela base governista. O titular do Desenvolvimento disse logo de início quem eram alguns de seus clientes, mas a julgar pelos detalhes que vão sendo revelados ao ritmo de conta-gotas, contou da missa menos da metade.
Se é verdade que desde o primeiro momento a presidente recomendou ao amigo transparência absoluta, não foi atendida.
Pego no exercício da meia-verdade, Fernando Pimentel deu início ao processo de sangramento. Sobre o destino dele existem duas versões. A mais fraca delas reza que estaria a salvo pelo fato de ser muito próximo à presidente, um nome - dos únicos, talvez o único - bancado por ela na composição do ministério.
A mais forte estima que exatamente por ser amigo de Dilma é que Pimentel tomará a iniciativa de sair tão logo chegue à conclusão de que já não dispõe de credenciais políticas e administrativas para continuar no cargo.
Não se deixaria crucificar por muito tempo em público porque, diferentemente de alguém como Carlos Lupi, tem uma reputação a zelar. Tem o que perder ficando além do aconselhável para si e para a própria presidente.
Nesse caso, a proximidade com Dilma funcionaria contra e não a favor da permanência.

Na encolha. Chama atenção nas hostes governistas e oposicionistas o silêncio do senador Aécio Neves sobre a crise ética que assola o governo e põe a presidente da República na contingência de se livrar de ministros praticamente à razão de um por mês, se considerarmos que a série foi aberta em maio por Antônio Palocci.
Em relação a Fernando Pimentel a explicação estaria na relação política que os dois construíram quando eram, respectivamente, prefeito de Belo Horizonte e governador de Minas Gerais.
Mas, para quem no início da legislatura apresentou-se em discurso no Senado como o principal líder da oposição, a ausência de Aécio no embate - notadamente da tribuna que em tese serviria para dar densidade à postulação da candidatura a presidente em 2014 - causa estranheza.
Paralisante. Diagnóstico de ex-ministro, integrante do governo Lula: a paralisia da máquina administrativa deve-se às sucessivas crises nos ministérios, mas deve-se principalmente ao temperamento da presidente Dilma Rousseff, que inibe a atuação dos ministros.
Na Esplanada é geral o medo de falar e visível o temor de agir para não desagradar à chefia.
No Twitter. @sandrovaia: "E que tal um controle social das consultorias petistas?".

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

E AGORA JOSÉ???? Folha de S.Paulo

Com Pimentel, denúncias chegam à 'cota de Dilma'

Roberto Stuckert Filho/PR

As acusações contra o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, são as primeiras a atingir diretamente um ministro da cota pessoal da presidente Dilma Rousseff.
Diferentemente de Antonio Palocci, que, a despeito da proximidade que adquiriu com Dilma na campanha e nos meses iniciais do governo, era de início um homem de Lula, Pimentel é um dos poucos amigos que Dilma tem em Brasília.
Os dois militaram juntos na Colina e depois na VAR, duas organizações que atuaram na resistência à ditadura militar e depois optaram pela luta armada.
Ambos foram presos e foram levados juntos ao banco dos réus pela Justiça Militar em 1972.
Continuaram amigos ao longo da vida e Pimentel foi chamado para ser um dos coordenadores da campanha presidencial.
Ali Dilma bancou pela primeira vez o auxiliar e amigo: ainda no início da campanha, Pimentel se indispôs com o grupo de São Paulo do PT e muitos apostaram que deixaria a coordenação. Dilma o manteve e, depois de um período fora dos holofotes, ele reassumiu suas atribuições e as manteve até a eleição.
Logo depois de eleita Dilma assegurou ao ministro que ele estaria no primeiro escalão, antes ainda de definir em que pasta.
E, ao longo deste primeiro ano, não foram poucos os sinais de deferência: Pimentel foi um dos primeiros a lançar um programa de impacto, marca da nova gestão, o Brasil Maior, de competitividade.
Além disso, tem sido costumeiramente ouvido em questões relacionadas à economia e à política. É chamado ao gabinete presidencial com frequência maior que alguns ministros do Palácio do Planalto.
Por fim, foram poucas as comitivas de viagens internacionais de Dilma das quais o ministro do Desenvolvimento e Comércio Exterior não fez parte.
Portanto, não será uma decisão trivial para Dilma abrir mão de um de seus ministros mais próximos.
É por isso que oposição e partidos aliados que já foram vítimas do "dominó de ministros" na Esplanada assistem com especial atenção à crise envolvendo os ganhos da consultoria de Pimentel e as relações de seus clientes com a Prefeitura de Belo Horizonte, que ele ocupou --reveladas inicialmente pelo jornal "O Globo".
Já há aliados prontos para vocalizar descontentamento caso se confirme o prognóstico de que Dilma será menos disposta a aplicar em Pimentel as lições da "faxina" que varreu para fora do governo sete ministros no primeiro ano de mandato.
Escrito por Vera Magalhaes às 08h49

domingo, 4 de dezembro de 2011

FOI TUDO UM VEXAME!!! Eliane Catanhêde - Folha de Sao

A Comissão de Ética Pública recomenda oficial e publicamente que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, seja exonerado depois de uma série de irregularidades, de mentiras e de falta de compostura ("Eu te amo, Dilma!").
A presidente da República dá de ombros, desautoriza a comissão e mantém o ministro, apesar de tudo.
O que pode se concluir de tudo isso?
Que a comissão não vale nada nem para nada e que a presidente foi turrona, bateu pé e manteve a decisão já tomada de "não ceder às pressões", seja da imprensa, seja de quem for, para subir a estatística de quedas de ministros para o cabalístico 7.
A novela, porém, não está encerrada. Espera-se, agora, saber como o partido do ministro, o PDT, vai reagir, como os integrantes da comissão de ética vão reagir, como o Congresso vai reagir e que conclusões a opinião pública vai tirar.
Só para lembrar, Lupi entrou na berlinda porque o Ministério do Trabalho é suspeito de pagar propina para ONGs, de liberar verbas para ONGs encrencadas, mesmo depois de pareceres contrários do próprio governo, e de desviar dinheiro para os bolsos partidários.
Enquanto se apurava a história, o próprio Lupi cometeu vários erros de caráter ético: disse que não tinha viajado num jatinho de empresa comprometida e aí surgiu a foto; disse que não conhecia o empresário comprometido e aí o cara contou que estava até no avião. E, no fim, apareceu até filme de jatinho, empresário e ministro, na maior alegria.
Agora, a Folha revela que Luppi não era apenas funcionário fantasma, mas duplo funcionário fantasma, ganhando da Câmara em Brasília e da Câmara Municipal no Rio para não fazer nada.
Se nada disso é questão ética, o que mais seria?!
É fácil para a Comissão de Ética explicar por que pediu a exoneração de Lupi. Mas é improvável que a presidente Dilma Rousseff consiga explicar por que deu de ombros para o pedido e manteve o ministro.

sábado, 3 de dezembro de 2011

"ORGULHO DE SER BRASILEIRO" Torna, cada vez mais, IMPOSSÍVEL!!!

O nosso jeitinho frouxo e cretino de ser
Lá se vai mais um ano, e a cada dia torna - se impossível não ser mais orgulhoso de ser brasileiro.
Estamos em paz com a nossa consciência (?), pois não importa se vivemos sob a ditadura da corrupção, e que o peculato não é crime, mas sinal de inteligência (gostou do elogio Lupi?), e o que interessa é que vivemos despreocupados, e que o problema é dos outros, não nos interessando se os outros são VOCÊS.
Depois que do nada viramos um tudo, e passamos a usufruir de carros, mulheres, riquezas, poder e impunidade. Nós atingimos o panteão da esbórnia institucionalizada sem o menor esforço.
Não importa que o País esteja estratificado, o que importa é que vivemos em êxtase. No País, testemunhamos um verdadeiro milagre em andamento, que promete durar mais vinte, trinta anos.
Não adianta falar que a carga tributária do brasileiro está próxima de 40% do PIB, e que o país tem um dos piores índices de qualificação e eficiência de seus serviços públicos.
Não importa que o país acumule troféus de incompetência, seja no IDH, o 84º lugar; no analfabetismo, o 95º; na mortalidade infantil, o 106º; na renda per capita, a 71º; e ocupe apenas o 52º lugar entre 110 países da América Latina melhor para se viver, e que estamos no primeiro lugar no mundo em corrupção, com mais de R$ 80 bilhões desviados do bolso de VOCÊS.
Se alguém afirma que o metrô de Brasília é o mais caro do mundo, não podemos deixar de falar com a boca cheia, que nada devemos às mais avançadas nações do mundo. Sim, quantos países atingiram tal situação?
Quantos países podem taxar os remédios, e o brasileiro é um doente crônico, com 33,9% de impostos, que pagamos sem o menor muxoxo?
O que importa, se temos apenas 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, e uma participação no comércio mundial em torno de 2%, e que a nossa dívida interna está só em um trilhão e 500 bilhões de reais?
Sem contar, que patrocinamos uma bolsa - família que paga para cinco filhos, e até os quinze anos de idade. E, conforme a necessidade de cooptação de votos, o atual benemérito desgoverno pode ampliar o leque, pois sabe que alguém sempre pagará a conta.
Devemos apedrejar os que soltam vitupérios contra esta maravilhosa gestão, alegando que no período de janeiro a outubro de 2011, o Governo Federal já gastou R$ 197,7 bilhões de juros da dívida pública. Esse valor astronômico é superior à soma dos orçamentos anuais da saúde e da educação, que somaram R$ 143 bilhões. 
Não importa que a “presidenta” no exterior, impossibilitada de negar - se a dar uma entrevista não diga coisa com coisa e, para piorar, tropece nas palavras, que soam com gritante incoerência. No País, atém - se a um texto pobre, elaborado para não colocar em circuito sua imensa teia de neurônios mortos (provavelmente, durante as sessões de tortura).
Não importa que nada de grandioso tenha sido construído nos últimos dez anos para sedimentar necessidade futuras, seja na infraestrutura seja na educação, pois acreditamos piamente que Deus é brasileiro, e ele nos proverá.
Não temos escolas, nem hospitais, mas teremos imensos e majestosos estádios de futebol, pois nossa sede de circo é imensurável. Quanto ao pão, haverá sempre uma bolsa com uma cesta fornecida por ELES, às suas expensas.
Com a inflação subindo, para 2012, modifiquemos os índices dos seus componentes e, zás - tráz, ela diminuirá. Viram como é fácil?
Sim, estamos orgulhosos, pois apesar de tudo, aumentamos o nosso já elevado índice de aceitação, tanto do EX como da atual presidente.
Sim, somos calhordas, mas quem não é, somos jeitosos, somos coniventes, malandros, aproveitadores e, sabiamente, mandamos o futuro para o inferno.
É isso aí gente, ninguém vive de valores, ninguém está preocupado com honestidade, com princípios, com justiça, abdicamos de pruridos que na prática tolhem espertezas.
Por tudo, estamos eufóricos, que se preocupem com o amanhã aqueles que vierem no futuro. A vida atual é boa, não a estraguemos lendo jornais e revistas aos serviços da fajuta oposição.
O nosso espelho é a metamorfose ambulante, exemplo de que tudo se pode, e no espelho, refletimos a imagem de nosso mestre, e como a dele, as nossas faces enchem - se de orgulho. Nós somos os caras.
De fato, somos honoris em causa própria, em patifarias, em malandrices; o que trocando em miúdos, nos eleva aos píncaros do gênero cafajeste de ser dos vivaldinos.
Brasília, DF, 02 de dezembro de 2011
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

QUEM TEM MEDO DA MENTIRA?

José Nêumanne, jornalista e escritor, é editorialista do 'Jornal da Tarde' - O Estado de S.Paulo
A verdade não é, nunca foi, um valor absoluto, um bem em si. Verdades podem ferir, magoar, prejudicar. Assim como mentiras, a depender de como são contadas e para que são usadas, podem se tornar até edificantes. Gabriel García Márquez imagina que Jonas saiu, à noite, para a farra, dormiu fora de casa e, quando recuperou a clarividência, contou à mulher a aventura que teria vivido dentro do ventre de uma baleia. A imaginosa invenção do bebum salvou a paz familiar e tornou-se pedra fundamental da ficção, gênero literário que, como qualquer obra humana, pode servir ao bem e ao mal, ser inútil e desagradável ou útil e prazeroso. Do ponto de vista filosófico, há controvérsias sobre a existência da verdade absoluta, assim como se discute a existência da mente superior que a criou. Quase sempre é relativa e pode ser contraditória.

Na quinta-feira da semana passada, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que cria a Comissão da Verdade, uma instituição imperfeita, como o são todas as criações do ser humano, para buscar a memória que a ditadura militar brasileira tentou sepultar em covas rasas de cemitérios clandestinos. Nada contra. A revelação de uma verdade pretérita não poderá fazer mal algum porque, se "malfeitos" foram executados no arbítrio, o Estado Democrático de Direito já os absolveu na figura jurídica clássica da prescrição. Saber-se-á que determinado oficial ou policial torturou e pelo hediondo crime ele será sempre execrado e apontado na rua como um réprobo por suas vítimas, agora no poder. Entre eles, a presidente mesma, que guerreou, foi presa e maltratada.
Para ser digna da pomposa denominação a comissão teria de ser bifronte como o deus romano Juno, que tem duas faces, uma voltada para um lado e outra, para o lado oposto. Nas escolas de Jornalismo ensina-se que o relato dos fatos será tanto mais imparcial quanto contiver os dois ou mais lados da questão. É a teoria Rashomon da narrativa: como no filme clássico do japonês Akira Kurosawa, cada fato permite uma gama múltipla de relatos, assim como o delito testemunhado por várias pessoas com pontos de vista diferentes do mesmo ocorrido. A comissão de Dilma, contudo, dificilmente abrigará as versões dos que venceram a guerra suja e acabaram alijadas do poder.
A questão da multilateralidade da verdade relativa, contudo, não é a única que se apresenta no debate sobre a comissão que o governo esquerdista criou para julgar os crimes da direita derrotada nas urnas. Fica em aberto também a limitação cronológica da apuração. Por que limitá-la ao prazo da ditadura?
Não será a verdade um valor positivo a ser perseguido também no Estado Democrático de Direito? A pergunta ganha força quando se sabe que no mesmo dia o País foi informado de que o chefão do Partido Democrático Trabalhista (PDT) - no qual Dilma militou -, Carlos Lupi, mentiu com loquacidade e desfaçatez. E, ao desmentir, mentiu mais numa vez, desmoralizando a natureza redentora da mentira, consagrada no mais popular e sagrado dos livros, a Bíblia.
E, só para Dilma não ficar com a responsabilidade inteira pelo desafio ao relato veraz dos fatos, convém lembrar que na dita quinta-feira 17 o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou uma vez mais a decisão sobre um assunto de altíssima relevância para a transparência indispensável ao exercício da Justiça na vigência da democracia. O pedido do Ministério Público Federal (MPF) para que o Supremo autorize a eliminação de todas as provas referentes à Operação Satiagraha, empreendida por seus membros e pela Polícia Federal (PF), deverá ser julgado amanhã a partir de decisão a ser tomada e prolatada pela ministra Cármen Lúcia. Mas também poderá ser adiado mais uma vez.
Tudo é, no mínimo, bem estranho. Da operação resultaram muitas notícias e nenhuma punição. O economista baiano Daniel Dantas, gestor de fundos do Opportunity, responsável pelo comando acionário da Telecom Brasil e denunciado pelo sócio hostil, a Telecom Italia, chegou a ser preso, assim como muitos de seus executivos. Homens públicos, como o ex-prefeito Celso Pitta e o investidor no mercado de capitais Naji Nahas, foram tirados da cama e algemados, mas o assunto terminou, como muitos outros que foram alvo de investigações da PF "republicana" no governo Lula, mergulhando no buraco negro do ostracismo. Nenhum indício, entre os inúmeros levantados na investigação e divulgados com estardalhaço, passou pelas instâncias do Judiciário sem que em algum momento se verificassem abuso de autoridade, produção ilícita de provas, etc.
Neste caso, não se trava uma batalha filosófica entre relato e invenção, mas está em questão um dos fundamentos do Estado de Direito, o da transparência. Réus, agentes da lei, promotores e juízes são todos súditos do mesmo império, o da norma legal. E não há nenhuma explicação plausível para a destruição de provas que tanto podem incriminar os acusados quanto pôr em dúvida a lisura de quem os houver investigado. Como provas não incriminam quem não tenha cometido delito, é de estranhar que logo os acusadores estejam interessados na sua eliminação. Se não é ético manter ocultas as práticas da ditadura, será muito menos sensato agir com a investigação da Operação Satiagraha com o zelo duvidoso atribuído a Ruy Barbosa de providenciar a remoção da mancha da escravidão pela queima dos documentos que a registravam.
A Nação espera que Dilma não dê a Lupi o mesmo crédito dado pela mulher de Jonas ao marido inventivo. A presidente que criou a Comissão da Verdade não pode temer a mentira. Assim, também cabe ao STF provar que a força de possíveis implicados nas provas produzidas por PF, MPF e Justiça não será suficiente para imobilizar o Poder Judiciário, tornando-o cúmplice da destruição de provas, sejam estas contra investigados, acusadores ou investigadores.

TREM FANTASMA - Dora Kramer - O Estado de São Paulo.

Reza uma versão atribuída ao "Palácio do Planalto" que o governo resolveu não tomar conhecimento do fato de que seu ministro do Trabalho, Carlos Lupi, foi funcionário fantasma do gabinete da liderança do PDT na Câmara durante mais de cinco anos, porque em "todos os partidos" há contratados que não aparecem no trabalho.

Um adendo: como de resto se deixou para lá a escabrosa história de um mecânico petista que ao tentar registrar seu sindicato (cartório, guichê de arrecadação, como queiram, pois o objetivo é ter acesso ao dinheiro da contribuição sindical) no Ministério do Trabalho foi informado de que deveria pagar um "por fora" de R$ 1 milhão.
Recusou-se - até porque não tinha o dinheiro -, comunicou o ocorrido a parlamentares petistas, mandou e-mail ao gabinete da presidente, ao secretário-geral da Presidência, mas, como disse o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, são muitas as mensagens que chegam todos os dias dizendo isso e aquilo.
Portanto, não havendo mãos a medir para atendê-las, a solução é deixar todas para lá.
A Presidência foi mais atenciosa na resposta: informou que o e-mail enviado a Dilma Rousseff chegou truncado, não dava para ler justamente o trecho da denúncia sobre a tentativa de extorsão. Do cinismo, uma obra de arte.
E as outras mensagens? E os avisos aos parlamentares? O senador Eduardo Suplicy disse que mandou um ofício à boca do lobo, ou melhor, ao Ministério do Trabalho. De onde menos se esperava que saísse uma providência é que não saiu nada mesmo.
Em Roma como os romanos, deixemos para lá. Voltemos ao caso da Câmara, de onde Carlos Lupi recebeu salário entre 2000 e 2006 sem aparecer para trabalhar, ato considerado aceitável porque há fantasmas para todo lado.
É a lógica da ilegalidade tornada legítima pela adesão à prática - a mesma aplicada ao uso do caixa 2 nas campanhas eleitorais. Se muita gente comete uma infração, ela passa a ser considerada, digamos, um hábito.
Em tempos menos estranhos à distinção entre o certo e o errado e em ambiente menos permissivo, tal revelação suscitaria dois tipos questionamentos: um ao ministro, cuja ficha já se assemelha a um boletim de ocorrências, outro à Câmara dos Deputados a fim de se verificar que bagunça é essa.
No lugar de admoestações, no entanto, o que tivemos foi a assinatura do líder do governo na Câmara em mais um atestado de desmoralização do Parlamento.
"A maioria dos funcionários (contratados pelos deputados) jamais pisou na Câmara", disse Vaccarezza. Ao defender o sagrado direito à boquinha, o deputado defendeu também a malversação.
Uma velha conhecida dele. Desde os idos de 1996, quando prestava o mesmo tipo de serviço no gabinete do vereador malufista Brasil Vita. Era, então, secretário-geral do PT, não tinha mandato parlamentar e ganhava a vida na base do ponto assinado sem comparecer ao trabalho.

Não fossem tão estranhos os tempos nem tão permissivo o ambiente, a afirmação do, note-se, líder do governo na Câmara requereria do presidente da Casa uma averiguação e dos partidos ali representados a apresentação da prova em contrário.
Não haverá uma nem outra. Os partidos serão comedidos nos protestos (se houver) a fim de não materializar seus fantasmas, Vaccarezza talvez se veja obrigado a consertar a declaração dizendo que foi entendida fora do contexto e Marco Maia, ah, o presidente da Câmara no dia anterior já havia explicitado a empresários paulistas qual é o seu padrão.
Reunido com o Grupo de Líderes Empresariais (Lide) na segunda-feira, foi instado a se manifestar sobre ética na política e cobrado por causa da absolvição de Jaqueline Roriz, filmada recebendo dinheiro de origem suspeita.
E o que disse o deputado aos homens de negócios? "A Câmara não é uma delegacia de polícia, embora muitos desejem que se transforme numa delegacia de polícia."
Engana-se ou se faz de desentendido o presidente da Câmara. Ninguém quer que o Legislativo seja uma delegacia. Bastaria que cumprisse direito sua delegação e não contribuísse para fazer da política um caso de polícia.

domingo, 6 de novembro de 2011

FELIZES DESIGUAIS E POUCO DEMOCRARAS ESTADÃO

Gaudêncio Torquato - O Estado de S.Paulo
Um ano atrás os brasileiros eram mais simpáticos à democracia. A sentença, dita assim, sem lastro estatístico, não causa tanta surpresa. Vez ou outra, somos tomados por surtos autoritários. Quando, porém, se mostra uma queda de nove pontos porcentuais na taxa - de 54% para 45% -, a afirmação soa estranha. E ao se completar o pensamento, dizendo que a queda do apoio à democracia no Brasil foi mais acentuada do que a média extraída de 18 países latino-americanos (cerca de 400 milhões de habitantes), entre os quais a Bolívia, o Peru, a Colômbia, a Venezuela, poucos hão de acreditar. Essa é a conclusão da 16.ª pesquisa feita pelo Latinobarómetro, renomado instituto chileno que, periodicamente, toma o pulso da democracia no continente.

Mas por que o nosso torrão estaria menos afeito à modelagem democrática, se exibe alto índice de satisfação social, garantido pela trombeteada conquista de 30 milhões de brasileiros que ascenderam ao patamar da classe média? Afinal, a democracia não é o sistema mais compatível com o ideal da felicidade humana?
Para quem ainda não sabe, os brasileiros foram elevados ao ranking dos povos mais felizes do planeta. É o que revela o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), ao mostrar a nota 6,8 que a nossa população atribui à sua vida, maior que a dos alemães (6,7) e apenas um pouco mais baixa que a dos belgas e irlandeses (6,9), que estão entre os mais ricos do planeta. A dissonância ganha reforço diante da divulgação de outro índice: no capítulo da igualdade de renda, o Brasil perde 13 posições, ficando atrás de países como Gabão e Mongólia. Triste constatação.
Tentemos, então, enxergar a radiografia em preto e branco: a comunidade nacional, apesar de ter menor número de pobres, continua muito desigual. Mas está satisfeita com a sua situação. Resta esclarecer um pequeno mistério: por que somos o país latino-americano com menor porcentual de aprovação da democracia?
É oportuno lembrar que índices de pesquisa não se anulam, devendo ser analisados em seus respectivos compartimentos. A leitura linear é a de que o nosso PNBF - o produto nacional bruto da felicidade - se expandiu na esteira do fator econômico. Como uma locomotiva, ele puxa os vagões das pessoas, determinando a sua maior ou menor satisfação, mais alta ou mais baixa avaliação dos governantes. Por exemplo, a presidente Dilma Rousseff (67%) só perde para o colombiano Juan Manuel Santos (75%) na apreciação sobre o desempenho dos mandatários da América Latina. Pesa, na radiografia sobre a democracia no continente, o impacto da crise econômica mundial sobre o cotidiano dos habitantes. Se o Brasil, entre as nações pesquisadas, foi menos atingido pela crise, é natural que seu governante receba o aplauso social.
Quanto ao maior desapreço por nossa democracia, a explicação passa por outros corredores. Comecemos por distinguir o Brasil da gestão Dilma do Brasil do estilo Lula. Ao sair do centro do palco, o ex-presidente fechou um ciclo, no qual ocupava todos os espaços, dirigia os atos, manobrava os bastidores, enfim, dava o tom da orquestra. Tão forte era a sua presença no palco que os atores em seu entorno, por mais esforços que fizessem para aparecer - alguns em situações constrangedoras -, eram ofuscados, permanecendo em posição secundária. Lula simbolizava o governo e suas circunstâncias.
Ao entrar em cena, a presidente Dilma mudou o cenário e a forma de atuação dos atores, a partir de sua personagem. O fator técnico ganhou proeminência, sob a régua de controles rígidos e intensa cobrança por resultados. Sob essa arquitetura, a administração expõe com nitidez as vidraças ministeriais, deixando escancarados desvios de gestores no comando de ministérios, cobrando apurações rigorosas, jogando pessoas implicadas no vapor torturante, tudo sob o bombardeio incessante das mídias e das redes sociais.
Se Lula usava o carisma como escudo para defender fronteiras devastadas do governo, Dilma usa a autoridade técnica para promover ajustes e mudanças nas frentes administrativas, dando a entender que não transige com desvios e proclamando o lema "quem pariu Mateus que o embale". Portanto, o corpo político, sob o figurino dilmista, torna-se alvo de intenso tiroteio e, assim, canaliza contra si a expressão da contrariedade social. A imagem da instituição é borrada. Basta ver a péssima avaliação que os brasileiros conferem aos políticos. Donde se pinça a inferência: a presidente ganha os louros da vitória econômica e os políticos recebem os apupos por conta da bateria de eventos negativos que marca a vida institucional. A democracia brasileira acaba sendo percebida pela população como veículo que conduz a vícios, corrupção, manutenção de costumes execráveis. Trata-se de um viés perceptivo que, infelizmente, vem ocorrendo. Sobra para ela menor apoio.
O fato é que a inflexão social sobre a nossa democracia deve ser analisada com atenção pela representação política, eis que sinaliza certo gosto pelo conservadorismo. Que pode resultar, mais adiante, em visão até mais radical. Aliás, a guinada conservadora já se manifesta há algum tempo. Pesquisa Datafolha (de meados deste ano) mostra que 55% de 5.700 pessoas ouvidas em 25 Estados se dizem favoráveis à pena de morte e 40% contra, sendo esse o maior índice desde 1991. O sentimento de impunidade estende-se pelos bolsões sociais, que enxergam nisso não apenas lerdeza do Judiciário, mas leniência do Legislativo.
Dito isso, voltemos ao aparente paradoxo. O ciclo Lula anunciou as maiores conquistas que o Brasil alcançou ao longo de décadas, a partir do alargamento do meio da pirâmide social, com a elevação da classe média ao primeiro lugar entre as classes. É verdade. Retrocedeu, porém, no campo do desenvolvimento humano. É o que mostra a recente radiografia do Pnud. Nos últimos dez anos, o País baixou seu IDH de 0,86 para 0,69. A melodia da orquestra, diz a voz do maestro, deve harmonizar os sons de todos os instrumentos.  
JORNALISTA, É PROFESSOR TITULAR DA USP E CONSULTOR POLÍTICO, DE COMUNICAÇÃO
TWITTER: @GAUDTORQUATO

sábado, 5 de novembro de 2011

MALDITA MAIORIA!!!!

Miguel Reale Júnior - O Estado de S.Paulo
Campos Sales, presidente da República de 1899 a 1902, defendia o regime republicano presidencialista, e não o parlamentarista. Se no regime presidencial o Legislativo não governa nem administra, por isso, a seu ver, era necessário que a ação legislativa fosse "esclarecida e mesmo, a certos respeitos, dirigida", pois o Executivo deve conduzir a feitura das leis por conhecer a realidade. Assim, malgrado "decidido adversário do parlamentarismo", Campos Sales admitia como necessária a construção de uma maioria no Legislativo que, pela afinidade de aspirações, constitua um sólido laço, uma perfeita aliança com o Executivo, para o esforço coordenado entre os Poderes "em proveito dos grandes interesses da Nação".

Por outro lado, antepunha-se à concentração de poderes no governo central, que absorve as forças nacionais, advogando a importância da forma federativa, na qual União e Estados cooperem livre e espontaneamente para o desenvolvimento nacional. Para Campos Sales, uma República unitária apenas estimularia o sentimento de separação. Se no Império a força estava no poder central, na República, dizia ele, a força deve estar nos Estados, pois "é na soma destas unidades autônomas que se encontra a verdadeira soberania da opinião. O que pensam os Estados pensa a União!".
Da conjugação destas duas perspectivas - 1) necessidade de cooperação entre Executivo e Legislativo na formação de uma maioria sólida e 2) cooperação íntima entre União e Estados, que se congregam para construção de uma política nacional - surge a formulação da denominada "política dos governadores".
Como unir, então, esses dois objetivos de formação de uma maioria e de fortalecimento do federalismo, em dupla conjugação: entre Executivo e Legislativo e entre União e Estados? No processo eleitoral da Primeira República, em que o voto era aberto e imperava o voto de cabresto, oposição e situação proclamavam-se vencedoras. Havia, no entanto, a exigência de exame das atas eleitorais por comissão da Câmara dos Deputados - Comissão de Verificação de Poderes -, à qual incumbia legitimar ou não os resultados das juntas eleitorais.
Essa comissão era presidida pelo deputado mais velho da legislatura a se findar. Campos Sales conseguiu, em combinação de próceres da Câmara, fixar que viria sempre a ocupar a presidência dessa comissão o ex-presidente da Câmara, pessoa, portanto, de confiança, que garantiria o resultado favorável aos deputados do grupo dos governadores, verdadeira força política no País.
Estabelecia-se uma grande troca de favores: os governadores apoiavam o candidato à Presidência escolhido em conversas com o presidente da República e este apoiava os candidatos dos governadores à chefia do Estado e à Câmara dos Deputados e ao Senado. Os parlamentares, por sua vez, prometiam dar sustentação ao Executivo. Era um grande conchavo para garantia de maioria serena por todo o canto. E às favas a oposição.
Com a Constituição de 1946 os problemas crônicos do presidencialismo afloraram continuamente, em seguidas crises institucionais que desembocaram no regime militar. Havia, como hoje, uma combinação explosiva: federalismo, voto proporcional, fragilização dos partidos e irresponsabilidade dos dois Poderes no exercício de suas funções.
O quadro não mudou com a estrutura política da Constituição de 1988. Ao contrário, acentuaram-se os conflitos entre os Poderes, pois a pauta do Congresso é fixada pelo Executivo, com medidas provisórias e regime de urgência. E o Legislativo tem a arma da obstrução.
Pequeno é o papel do deputado, mesmo porque apenas 10% da produção legislativa decorre de projetos de iniciativa de deputados ou senadores. A grande tarefa do deputado é pensar na reeleição, pelo que não é fiel ao seu partido, mas aos currais eleitorais. Passa a ser office-boy de luxo, a frequentar corredores dos ministérios atrás da satisfação de pleitos da sua região ou da corporação que representa. Mais importante ainda é conseguir a liberação da verba de emenda para a construção de ponte, clube ou posto de polícia.
Nas gestões de Fernando Henrique Cardoso cumpriu-se, na expressão de Sergio Abranches, o presidencialismo de coalizão. PFL, PSDB, PMDB, PPB e PPS tinham 350 deputados, mas o apoio parlamentar decorria da entrega de ministérios e de cargos aos indicados pelos partidos e também da liberação de verbas.
No primeiro mandato de Lula, o PT, isolado, tinha 91 deputados, enquanto a oposição somava 244. O PT ocupou centenas de cargos estratégicos nos ministérios, em especial naqueles cujo ministro, apenas decorativo, era de partido aliado. Como, então, cooptar o apoio de parlamentares "aliados" nas votações importantes? Decidiu-se pela "doação" de quantias a deputados em hotéis de Brasília. Criou-se, então, o presidencialismo de mensalão. No segundo mandato, o valor das emendas de deputados quintuplicou!
Agora, na gestão Dilma Rousseff, há franca maioria governista na Câmara. Há ministros dos partidos aliados, mas na votação importante da emenda constitucional da Desvinculação de Receitas da União (DRU), que permite ao governo usar livremente 20% da receita de tributos federais, os parlamentares, conforme editorial deste jornal, viraram extorsionários ávidos pela barganha: ou liberam emendas parlamentares e nomeiam apaniguados para empresas públicas ou não se aprova a emenda.
Sem as trocas da Velha República, sem os benefícios do mensalão, sem condescendência criminosa e com faxina, mesmo que parcial, o forte Executivo vira fraca vítima de chantagem, a mostrar que desde sempre, na República, não se forja maioria parlamentar "em proveito dos grandes interesses da Nação", na expressão pouco sincera de Campos Sales ao tentar justificar sua política de cooptação.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O CORINGA Eliane Cantanhêde - Opinião - Folha de São Paulo

BRASÍLIA - O deputado e agora ministro do Esporte (assume na próxima segunda) Aldo Rebelo é um personagem incomum no Congresso, na política, talvez até na vida.
Filho de um vaqueiro e uma professora primária, mais velho de oito irmãos, ficou órfão de pai aos nove anos na cidadezinha de Viçosa, em Alagoas. Começou a carreira como presidente da UNE, considera-se comunista desde sempre, é viciado em história, insiste em patriotadas e mantém hábitos modestos.
Gosta de pitar um cigarrinho artesanal, mantém a voz mansa (com forte sotaque nordestino) mesmo quando quer pular na garganta do interlocutor e é capaz de algo que a maioria -dos políticos e das pessoas- não consegue: dar de ombros à patrulha ideológica em favor de convicções.
No Código Florestal, foi acusado até de "vendido" para os ruralistas, mas não abriu mão de seu ponto de vista: utopias ambientalistas ou de esquerda não podem, e não devem, se contrapor ao interesse de milhares de pequenos produtores, nem mesmo ao agronegócio brasileiro e muito menos à própria realidade.
Fiel ao PC do B e aliado de primeira hora de Lula, de quem foi ministro para articulação política, Aldo mantém amigos em diferentes partidos, do DEM, do PSDB, do PDT... Mas vive às turras com "aliados", especialmente do PT e do PMDB, que lhe tiraram o tapete para a reeleição à presidência da Câmara e criaram um rodízio, ora um, ora outro, no cargo.
O que vai fazer no Esporte? Não se sabe, pois, além de palmeirense, ele só parece ligado ao tema pela CPI CBF-Nike, que presidiu e que não deu em nada, a não ser num livro escrito com o relator, o tucano Sílvio Torres, que acabou apreendido.
Mas figuras como Aldo, seja na Defesa, no Turismo, no Congresso... melhoram a imagem do político e a paisagem na própria política. Se quiser, puder e conseguir desbaratar os esquemas do PC do B no Esporte, melhor ainda. A conferir.

elianec@uol.com.br

EMBAIXO do TAPETE

DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo
Olhando com atenção nota-se que não é necessariamente o estilo que marca a diferença entre os governos Lula e Dilma, no trato dos escândalos de corrupção.

Dilma já demitiu seis, cinco suspeitos de desvios de conduta, em dez meses. Lula só enfrentou seu primeiro caso rumoroso ao fim do segundo ano, em 2004, quando Waldomiro Diniz - o homem encarregado das relações com o Congresso na Casa Civil - apareceu em vídeo tentando achacar um "empresário" do jogo de bicho.
Daí em diante, os escândalos ocorreram na medida de um ou dois por ano, enquanto agora acontecem em espaço de tempo bem menor: mais ou menos a cada 50 dias.
Lula demorava a se render aos fatos, fazia várias manifestações de apreço aos acusados, mas, nos casos mais graves, (Palocci e o caseiro, Dirceu e o mensalão, Erenice Guerra e família) os ministros acabaram caindo.
A diferença principal é o volume de evidências que aparecem envolvendo os grupos infratores e as condições objetivas para lidar com ele.
Por que aumentaram tanto? Muito provavelmente por causa do passivo acumulado nos dois períodos anteriores, em que não houve a menor preocupação do governo em avisar aos navegantes de sua coalizão que havia regras de conduta a serem seguidas e que a legalidade era o limite.

Ao contrário: as palavras do então presidente sempre apontavam na direção da conivência, da passada de mão na cabeça, no chega para cá meu irmão que "tamo junto".
A intolerância da sociedade cresceu também por causa do grande estoque de mercadoria podre nas prateleiras oficiais. Dilma não deu um freio de arrumação genuíno na bagunça e agora paga o preço daquela tolerância toda.
Além disso, a presidente não dispõe dos dotes artísticos do antecessor e, portanto, não tem condição de levar as coisas na conversa por muito tempo.
Em todos os episódios recentes ela até deixou que por alguns dias, às vezes semanas, os partidos envolvidos tentassem evitar o desfecho inevitável na base da retórica vazia.
Em nenhum dos casos conseguiram demonstrar que as denúncias eram desprovidas de fundamento e por isso Dilma viu-se na contingência de demitir seus representantes, embora não tenha sinalizado mudança nas regras.
Fez o oposto quando todos os demitidos foram substituídos por gente ou do partido ou ligada à administração sob a qual foram cometidas as transgressões.

O ministro-chefe da Corregedoria-Geral da União, Jorge Hage, anuncia que o governo "estuda" a possibilidade de instituir a exigência de ficha limpa para os nomeados a cargos públicos.
Antes tarde, embora não seja preciso estudar muito para concluir que a presença de gente ilibada na gestão do patrimônio público não é obrigação básica.
A manifestação do ministro equivale a uma confissão de que nem o básico é cumprido.
Na berlinda. Aldo Rebelo ao que se saiba é um homem sério. Inteligente, perspicaz, ponderado. Assume anunciando que pretende fazer mudanças no Ministério do Esporte. Ou seja, não nega a realidade, o que já significa um avanço em relação aos outros substitutos de demitidos.
Resta saber se terá carta branca do governo e salvo-conduto do partido para fazer o que deve ser feito e de maneira realmente eficaz.
Se fizer, vai se diferenciar e evidenciar ainda mais os defeitos do modelo em vigor. Se não fizer, era uma vez uma biografia perdida no turbilhão da galeria da usina de escândalos em que se transformou a Esplanada dos Ministérios.

Denuncismo. Pouco mais de dois meses depois de deixar o Ministério da Agricultura, Wagner Rossi teve seu indiciamento pedido pela Polícia Federal por peculato, formação de quadrilha e fraude em licitações.
Uma semana antes de cair chegou a ganhar ato público de desagravo organizado pelo vice-presidente da República, Michel Temer. Na ocasião, o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp, discursou em defesa da "capacidade e lisura" do então ministro

A TARDIA DECISÃO DE DILMA ROUSSEFF

O Estado de S.Paulo
Só depois de a ministra Carmen Lúcia, do STF, anunciar na terça-feira que autorizara a abertura de inquérito para investigar, a pedido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, os convênios do Ministério do Esporte na gestão Orlando Silva, a presidente Dilma Rousseff se rendeu à evidência de que o ministro do PC do B, herdado do governo Lula, tinha perdido as condições políticas de continuar no cargo havia já dez dias, com a divulgação de novas acusações contra ele. A presidente invocou o princípio da presunção de inocência diante da denúncia de que o ministro se envolvera pessoalmente no esquema de desvio de verbas do programa Segundo Tempo, para favorecer, se não a si próprio, o seu partido.

É bem verdade que o delator, o PM do Distrito Federal João Dias Ferreira, tem ficha suja e chegou a ser preso pela Polícia Federal por suspeita de apropriação de recursos públicos. É verdade ainda que ele não apresentou provas cabais das irregularidades apontadas e que o seu comportamento, desde então, foi o de um farsante. Mas era de esperar que a verossimilhança de suas acusações, coerentes com o que já se sabia das sistemáticas maracutaias no Esporte - detalhadas neste jornal, em fevereiro último -, fosse mais do que suficiente para alertar a presidente do imperativo de se desfazer do titular de um Ministério que Lula entregara ao PC do B, já em 2003, em regime de porteira fechada.
Além disso, pesava o retrospecto de quatro escândalos que resultaram em baixas no seu Gabinete em nove meses de Planalto - um recorde na história da República. Das vezes anteriores, ela conseguiu fazer dos limões uma limonada ao personificar, perante uma opinião pública nauseada pela corrupção política, a faxina na administração federal, embora a reboque do noticiário. Agora, refém de seus dilemas, quando não do patrono Lula - arrimo durante duas semanas do militante de um partido do qual se sente devedor desde a sua primeira candidatura presidencial -, Dilma permitiu que a sua imagem ficasse contaminada pela hemorragia do ministro, atingido, dia sim, o outro também, por revelações de "malfeitos" no seu entorno.
Ela parece não ter entendido que em política não há presunção de inocência - ainda mais no Brasil, onde, ao longo do tempo, legiões de políticos fizeram por merecer a presunção de culpa. Em política, os conceitos são outros: responsabilidade e legitimação. Alheio a isso, um Orlando Silva destituído de legitimidade só dificultou a vida da chefe ao se agarrar irresponsavelmente ao posto como a ostra à pedra. Nos estertores, apelou para a ideologia de seu partido presumivelmente monolítico. A essa altura, porém, dando a batalha por perdida, os camaradas já se preocupavam mais em conservar a única pasta sob seu controle, de alto a baixo aliás, no primeiro escalão dilmista. (O PC do B tem ainda o comando da Embratur e da Agência Nacional do Petróleo.)
Tendo demorado mais do que seria razoável para despedir seu sexto ministro (apenas Nelson Jobim, da Defesa, por motivos alheios à ganância), Dilma desperdiçou a oportunidade de aparecer de novo perante a sociedade como primeira-faxineira. E perdeu, também, a ocasião de ser aplaudida pelo que seria uma decisão de alcance ainda maior - o início do desmanche do enfeudamento partidário da Esplanada dos Ministérios e cercanias. O formidável reconhecimento público com que seria premiada, se fizesse valer a lógica republicana de que um órgão de Estado não pode "pertencer" a um partido, lhe daria capital para enfrentar a zanga da base aliada, cuja ganância iguala desde o PP malufista ao PC do B da Guerrilha do Araguaia.
Pior ainda, outra vez Dilma guindou ao seu superpovoado Gabinete um político com escassa intimidade dos assuntos do setor que lhe tocará conduzir - com a agravante, no caso, de uma Copa do Mundo e de uma Olimpíada no horizonte. Nada consta que desabone o deputado Aldo Rebelo, de quem se falava para o Ministério antes até do tardio velório de Orlando Silva. Mas tampouco consta que ele tenha o mapa do que o memorável técnico João Saldanha chamaria os subterrâneos do esporte.

 

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Novo Ministro, recebeu DOAÇÕES de dois patrocinadores da CBF, como a BANCADA da BOLA

Ex-inimigo de Ricardo Teixeira, o novo ministro do Esporte recebeu doações de dois patrocinadores da CBF em sua última campanha para se eleger deputado federal, em 2010.
Como o blog mostrou na última terça, o membro do PC do B paulista recebeu R$ 30 mil da Fratelli Vita Bebidas. A empresa pertence a AmBev, que patrocina a seleção brasileira com o Guaraná Antarctica. Do Banco Itaú, outro patrocinador da CBF, Aldo recebeu R$ 50 mil.
As duas empresas contribuíram para uma lista grande de candidatos, abraçando todas as correntes políticas. Nos dois casos, há candidatos da bancada da bola beneficiados. E Aldo Rebelo, que se aproximou da CBF nos útlimos anos, recebeu as mesmas quantias dadas aos amigos de Ricardo Teixeira candidatos a uma vaga na Câmara.
Cartolas e alguns colegas de Aldo hoje o consideram também um integrante da bancada da bola, que tem os deputados federais José Rocha (PR-BA) e Darcísio Perondi (PMDB-RS) e o senador  Delcidio Amaral (PT-RS) como alguns de seus representantes.
A Fratelli Vitta dou R$ 30 mil também para Rocha e para Perondi, assim como fez com Aldo. Ligado ao Vitória, o baiano é aliado histórico de Teixeira. Já o gaúcho é irmão de Emídio Perondi, ex-presidente da Federação do Rio Grande do Sul e ex-vice da CBF.
Perondi e Delcídio, outro antigo amigo da CBF, também aparecem na lista de doadores do Banco Itaú. Perondi recebeu os mesmos R$ 50 mil dados para Aldo. E Delcídio levou R$ 300 mil. As doações para Perondi e Delcídio foram feitas no mesmo dia, 13 de agosto de 2010. Aldo recebeu em 29 de setembro.
É curioso lembrar que como presidente da CPI da CBF/Nike o atual ministro examinava com lupa doações da CBF e de seus patrocinadores para candidatos.
Sua aproximação com Teixeira foi intermediada por Mustafá Contursi, ex-presidente do Palmeiras, time de coração do comunista.
Numa das festas de encerramento do Brasileirão, vi e ouvi cartolas se divertindo com a presença do deputado. “Vejam quem está tomando o uísque do Ricardo. É o Aldo”, disse um dos dirigentes, notando o início da paz entre ex-caçador e caça.
Agora, no comando do ministério, Aldo estará envolvido em ao menos uma questão crucial para um dos patrocinadores da CBF, da Fifa e de sua campanha: a venda de cerveja nos estádios. A InBev é dona da Budweiser, cerveja oficial da Copa.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

VIVEMOS A DITADURA DO EXECUTIVO!!!!!!

“Primeiramente temos de dar impressão de que somos democratas. No início
teremos que aceitar certas coisas. Mais isto não durará muito tempo.”
MARCO AURÉLIO GARCIA
ASSESSOR ESPECIAL PARA POLÍTICA EXTERNA DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA.

FAÇA A ESQUERDA FICAR COM RAIVA, DIZENDO A VERDADE!
Não há Justiça no nosso País, pois, a politicagem brasileira é quem manda
e é mestra em defender bandido. Ladrão ou mesmo assassino, quando de
esquerda, merece uma onda de artigos que os defendem com toda garra. O
celebre assassino dos últimos tempos foi O CASO CESARE BATTISTI.

COM o MESMO TÍTULO – O CASO CESARE BATTISTI - acaba de ser publicado o
livro do mestre em direito – WALTER FILHO – que sem a paixão idiota de
ideologia mostra a vida deste facínora internacional. O apresentador da
obra – mestre em Direito, professor Dimas Macedo - afirma: “Luiz Inácio
Lula da Silva, indiscutivelmente, no caso específico de BATTISTI,
ratificou o fato de que o Brasil não é um País sério” e logo depois
aponta: “ E, ainda, que seja doloroso saber que o estelionato, o abuso do
Poder político no Brasil e a improbidade são as novas moedas do poder
político no Brasil ...”.

O PCI (Partido Comunista Italiano) era do governo, na época, dos crimes
cometidos por eles e não os defendia. Logo não venham com a conversa de
direita, burguesia ou poder do dinheiro.
Quem é este cidadão italiano? Quais os crimes praticados antes de entrar
para o tal PAC (proletários armados pelos comunistas)? Vamos listá-los: 1
-13 de março de 1972, com 17 anos, fez parte de furto de uma máquina de
escrever e de dois veículos Fiat; 2 – Maio de 1974 foi denunciado pelo
rapto de menores e uso de violência,na prática libidinosa de menores e no
mesmo ano, agressão ao tio de uma das menores; 3 – em 3 de agosto de
1974, em Sabandia, praticou arruaças e assalto com arma de fogo e foi
preso pela polícia, permanecendo nesta situação, até 1976; 4 - em 1977
foi preso por julgamento de crimes praticados, anteriormente; 5 - foi
preso no dia 26 de junho de 1979, fugindo da prisão a 4 de outubro do mesmo
ano, com ajuda dos seus comparsas do PAC.

Depois de todos estes crimes, entra para o tal PAC, no final de 1997 e aí
praticou atos de vandalismo, roubo, lesões corporais e crimes de sangue. a
– em 14 de abr de 1978 participou do assalto aos correios de VERONA; b. –
praticou ferimentos graves no médico GIORGE ROSSANIGO, em 6 de maio de
1978; c – Lesões graves no médico DIEGO FAVA, em 8 de maio de 1978,
sendo os tiros efetuados por BATTISTI E ROBERTO SILVI; d – em 22 de
julho de 1978, roubou e danificou o supermercado ROSSETTO, NA CIDADE DE
VERONA; e – em 7 de agosto de 1978 roubou o correio postal e a ele
danificou. em VERONA; f – atentado contra o agente de custódia – Arturo
Nigro – em 24 de outubro de 1978; g - participou de quatro assassinatos
sendo acusado de ser o executor de dois deles, num terceiro, como
mandante, e num quarto, como co-autor. Morreram assassinados: ANTÔNIO
SANTORO, EM 6 DE JUNHO DE 1978; PIERLUIGI FORREGIANI em 16 de fevereiro de
1979; LINO SABBADIN em 16 de fev de 1979 e ANDRE CAMPAGNA, em de abril de
1979; h – Ainda é acusado do seqüestro de Sandra Baggiani, em dezembro de
1978 e participar do assalto ao Banco Popular de Milão em 20 de julho de
1978.

Além de todos estes crimes, ainda entrou no Brasil com passaporte falso e
só isso já não permitia que aqui ficasse, passeando pelas praias de
Copacabana.
Este criminoso foi condenado pelas JUSTIÇAS DA FRANÇA, ITÁLIA e pela Corte
Européia de Direitos Humanos. A Justiça Brasileira é a única certa? Ou são
bandidos o presidente e o ministro da justiça?

O livro do Dr emérito Walter Filho conta os detalhes.
No Brasil, o bandido teve a proteção do Presidente da República e
ministro da Justiça. O Brasil não é um País sério e seus dirigentes
irresponsáveis.

O GRUPO GUARARAPES bate palmas para o Dr. Walter Filho e mais uma vez
afirma:

DEMOCRACIA É O CUMPRIMENTO DA LEI! VIVEMOS A DITADURA DO EXECUTIVO.

“Primeiramente temos de dar impressão de que somos democratas. No início
teremos que aceitar certas coisas. Mais isto não durará muito tempo.”
MARCO AURÉLIO GARCIA
ASSESSOR ESPECIAL PARA POLÍTICA EXTERNA DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA.

FAÇA A ESQUERDA FICAR COM RAIVA, DIZENDO A VERDADE!
Não há Justiça no nosso País, pois, a politicagem brasileira é quem manda
e é mestra em defender bandido. Ladrão ou mesmo assassino, quando de
esquerda, merece uma onda de artigos que os defendem com toda garra. O
celebre assassino dos últimos tempos foi O CASO CESARE BATTISTI.

COM o MESMO TÍTULO – O CASO CESARE BATTISTI - acaba de ser publicado o
livro do mestre em direito – WALTER FILHO – que sem a paixão idiota de
ideologia mostra a vida deste facínora internacional. O apresentador da
obra – mestre em Direito, professor Dimas Macedo - afirma: “Luiz Inácio
Lula da Silva, indiscutivelmente, no caso específico de BATTISTI,
ratificou o fato de que o Brasil não é um País sério” e logo depois
aponta: “ E, ainda, que seja doloroso saber que o estelionato, o abuso do
Poder político no Brasil e a improbidade são as novas moedas do poder
político no Brasil ...”.

O PCI (Partido Comunista Italiano) era do governo, na época, dos crimes
cometidos por eles e não os defendia. Logo não venham com a conversa de
direita, burguesia ou poder do dinheiro.
Quem é este cidadão italiano? Quais os crimes praticados antes de entrar
para o tal PAC (proletários armados pelos comunistas)? Vamos listá-los: 1
-13 de março de 1972, com 17 anos, fez parte de furto de uma máquina de
escrever e de dois veículos Fiat; 2 – Maio de 1974 foi denunciado pelo
rapto de menores e uso de violência,na prática libidinosa de menores e no
mesmo ano, agressão ao tio de uma das menores; 3 – em 3 de agosto de
1974, em Sabandia, praticou arruaças e assalto com arma de fogo e foi
preso pela polícia, permanecendo nesta situação, até 1976; 4 - em 1977
foi preso por julgamento de crimes praticados, anteriormente; 5 - foi
preso no dia 26 de junho de 1979, fugindo da prisão a 4 de outubro do mesmo
ano, com ajuda dos seus comparsas do PAC.

Depois de todos estes crimes, entra para o tal PAC, no final de 1997 e aí
praticou atos de vandalismo, roubo, lesões corporais e crimes de sangue. a
– em 14 de abr de 1978 participou do assalto aos correios de VERONA; b. –
praticou ferimentos graves no médico GIORGE ROSSANIGO, em 6 de maio de
1978; c – Lesões graves no médico DIEGO FAVA, em 8 de maio de 1978,
sendo os tiros efetuados por BATTISTI E ROBERTO SILVI; d – em 22 de
julho de 1978, roubou e danificou o supermercado ROSSETTO, NA CIDADE DE
VERONA; e – em 7 de agosto de 1978 roubou o correio postal e a ele
danificou. em VERONA; f – atentado contra o agente de custódia – Arturo
Nigro – em 24 de outubro de 1978; g - participou de quatro assassinatos
sendo acusado de ser o executor de dois deles, num terceiro, como
mandante, e num quarto, como co-autor. Morreram assassinados: ANTÔNIO
SANTORO, EM 6 DE JUNHO DE 1978; PIERLUIGI FORREGIANI em 16 de fevereiro de
1979; LINO SABBADIN em 16 de fev de 1979 e ANDRE CAMPAGNA, em de abril de
1979; h – Ainda é acusado do seqüestro de Sandra Baggiani, em dezembro de
1978 e participar do assalto ao Banco Popular de Milão em 20 de julho de
1978.

Além de todos estes crimes, ainda entrou no Brasil com passaporte falso e
só isso já não permitia que aqui ficasse, passeando pelas praias de
Copacabana.
Este criminoso foi condenado pelas JUSTIÇAS DA FRANÇA, ITÁLIA e pela Corte
Européia de Direitos Humanos. A Justiça Brasileira é a única certa? Ou são
bandidos o presidente e o ministro da justiça?

O livro do Dr emérito Walter Filho conta os detalhes.
No Brasil, o bandido teve a proteção do Presidente da República e
ministro da Justiça. O Brasil não é um País sério e seus dirigentes
irresponsáveis.

O GRUPO GUARARAPES bate palmas para o Dr. Walter Filho e mais uma vez
afirma:

DEMOCRACIA É O CUMPRIMENTO DA LEI! VIVEMOS A DITADURA DO EXECUTIVO.