BRAÇO FORTE MÃO AMIGA

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Lula e nosso FUTURO COMUM!!!!!!!!!!!!!!

FERNANDO GABEIRA, jornalista - O Estado de S.Paulo
O ponto de partida é uma frase de Lula: "Não deixarei que um tucano assuma de novo a Presidência". Lembro, no entanto, que não sou de pegar no pé de Lula por suas frases. Cheguei a propor um "habeas língua" para o então presidente na sua fase mais punk, quando disse que a mãe nasceu analfabeta e que se a Terra fosse quadrada a poluição não circularia pelo mundo. Lembro também que hoje concordo com o filósofo americano Richard Rorty: não há nada de particular que os intelectuais saibam e todo mundo não saiba. Refiro-me à ilusão de conhecer as leis da História, deter segredos profundos sobre o que dinamiza seu curso e dominar em detalhes os cenários futuros da humanidade.

Nesse sentido, a eleição de Lula, um homem do povo, sem educação formal superior, não correspondeu a essa constatação moderna de Rorty. Isso porque, apesar de sua simplicidade, Lula encarnava a classe salvadora no sonho dos intelectuais, via luta de classes como dínamo da História humana, e traçava o mesmo futuro paradisíaco para o socialismo. Na verdade, Lula falava a linguagem dos intelectuais. Seus comentários que despertaram risos e ironias no passado eram defendidos pelos intelectuais com o argumento de que, apesar de pequenos enganos, Lula era rigorosamente fundamentado na questão essencial: o rumo da História humana.
A verdade é que a chegada do PT ao poder o consagrou como um partido social-democrata e, ironicamente, a social-democracia foi o mais poderoso instrumento do capitalismo para neutralizar os comunistas no movimento operário. São mudanças de rumo que não incomodam muito quando se chega ao poder. O capitalismo é substituído pelas elites e o proletariado salvador, pelos consumidores das classes C e D. Os sindicalistas vão ao paraíso de acordo com os critérios da cultura nacional, consagrados pela canção: É necessário uma viração pro Nestor,/ que está vivendo em grande dificuldade.
Se usarmos a fórmula tradicional para atenuar o discurso de Lula, diremos que o ex-presidente queria expressar, com sua frase sobre um tucano na Presidência, que faria todo o esforço para a vitória do seu partido e para esclarecer os eleitores sobre a inconveniência de eleger o adversário. Lula sabe que ninguém manda no processo eleitoral. São os eleitores que decidem se alguém ocupará a Presidência. Foi só um rápido surto autoritário, talvez estimulado pelo tom de programa de TV, luzes e uma plateia receptiva.
Se o candidato tucano for, como tudo indica, o senador Aécio Neves, também eu, em trincheira diferente da de Lula, farei todo o esforço para que o tucano não chegue à Presidência. Aécio foi um dos artífices na batalha para poupar Sérgio Cabral da CPI e confirmou, com essa manobra, a suspeita de que não é muito diferente do PT no que diz respeito aos critérios de alianças e ao uso da corrupção dos aliados para fortalecer seu projeto de poder. Tudo o que se pode fazer, porém, é tornar clara a situação para o eleitor, pois só ele, em sua soberania, vai decidir quem será o eleito.
Na verdade, essa batalha será travada também na esfera da economia. Vivemos um momento singular na História do mundo. A crise mundial opõe defensores da austeridade, como Angela Merkel, e os que defendem mais gastos e investimentos, dentro da visão keynesiana de que a austeridade deve ser implantada no auge do crescimento, e não durante o período depressivo. O PT dirigiu o País num período de crescimento e muitos gastos, não tanto no investimento, mas no consumo. É possível que esse modelo de estímulo à economia tenha alcançado seus limites.
Muito possivelmente, ainda, o curso dos acontecimentos não dependerá tanto da vontade de Lula nem dos nossos esforços individuais. A democracia prevê alternância no poder. E a análise de como essa alternância se dá na prática revela, em muitos casos, uma gangorra entre austeridade e gastança. De modo geral, a crise derrota um governo austero e coloca seu oposto no poder, como na França. Mas às vezes derrota um governo social-democrata e elege seu adversário direto, como na Espanha.
Pode ser que o esgotamento do modelo de estímulo ao consumo abra espaço para discurso de reformas fiscal e trabalhista, de foco em educação e infraestrutura, enfim, de uma fase de austeridade. E não é totalmente impossível que um partido de oposição chegue ao governo. Restaria ao PT, nesse caso, um grande consolo: ao cabo de um período de austeridade, o partido teria grandes chances de voltar ao poder com seu discurso do "conosco ninguém pode", do "vamos que vamos", "nunca antes neste país"... Não estou afirmando que esse mecanismo vai prevalecer, é uma das possibilidades no horizonte. A outra é o próprio PT assumir algumas das diretivas de austeridade e conduzir o processo sem necessariamente deixar o poder.
Por mais que a crise seja aguda, o apelo ao consumo e à manutenção de intensas políticas sociais é muito forte na imaginação popular. O discurso de austeridade só tem espaço eleitoral quando as coisas parecem ter degringolado.
O futuro está aberto e não será definido pela exclusiva vontade de Lula. Com todo o respeito ao Ratinho e sua plateia, o povo brasileiro é mais diverso e complexo. Se é verdade que a História não se define nas academias intelectuais, isso não significa que ela tenha passado a ser resolvida nos programas de auditório.
No script do socialismo real o proletariado foi substituído pelo partido, o partido pelo comitê central e o comitê central por um só homem. No script da social-democracia tropical Lula substituiu o proletariado, o partido, o comitê central e o próprio povo brasileiro ao dizer que não deixará um tucano voltar à Presidência. Se avaliar com tranquilidade o que disse, Lula vai perceber que sua frase não passa de uma bravata.
O que faz um homem tão popular e bem-sucedido bravatear no Programa do Ratinho é um mistério da mente humana que não tenho condições de decifrar. A única pista que me vem à cabeça está na sabedoria grega: os deuses primeiro enlouquecem aqueles a quem querem destruir.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

DISCURSO NÃO RESOLVE CRISE!!!!!!!

O Estado de S.Paulo
Quando mais se espera que, não podendo mais deixar de reconhecer o tamanho dos problemas, o governo Dilma adote um plano articulado para debelar os efeitos mais nocivos da crise mundial sobre a economia brasileira, o que se vê é a repetição do que tem feito até agora, sem resultados concretos: vender otimismo, ameaçar os pessimistas e construir um cenário cada vez mais distante da realidade. Utilizam-se promessas para enfrentar problemas.

Embora tivesse demonstrado, no início da semana, grande preocupação com a situação - sobretudo depois da constatação, pelo IBGE, da estagnação da economia no primeiro trimestre -, a ponto de convocar uma reunião de emergência com os principais ministros e auxiliares da área econômica para decidir ações imediatas, na terça-feira a presidente Dilma Rousseff parecia ter descoberto um novo quadro econômico. Na sua avaliação, a expansão da economia em 2012 não será menor do que a registrada no ano passado (quando o PIB cresceu 2,7%), como está sendo previsto pela maioria dos economistas do setor privado, porque o governo vai lançar mão dos instrumentos necessários para estimular os investimentos e sustentar o crescimento do consumo.
"Quem aposta na crise, como (fez) há quatro anos, vai perder de novo", profetizou Dilma, na solenidade do Dia Mundial do Meio Ambiente. Repetiu a bravata feita pelo presidente Lula em 2009, que disse que quem apostasse que a crise internacional iniciada no ano anterior quebraria o Brasil acabaria "quebrando a cara". O País, disse Dilma, tem um "arsenal de providências" que podem ser colocadas em prática. "Sistematicamente, tomaremos medidas para expandir o investimento público, estimular o investimento privado e o consumo das famílias."
É o que se espera que seja feito, mas de maneira eficiente. Em tese, esse tripé sustentará a atividade econômica e propiciará o crescimento mais rápido dentro de algum tempo. Mas, na prática, há superdimensionamento de um dos pés e atrofia dos outros dois. O que o governo tem feito com grande insistência é estimular o consumo, por meio da ampla oferta do crédito, a juros menores. É uma política cuja eficácia está limitada pela capacidade de endividamento das famílias e pela disposição dos bancos de emprestar. O aumento do comprometimento da renda das famílias com despesas financeiras e o crescimento dos índices de inadimplência indicam que essa política terá efeitos cada vez menores.
As incertezas do cenário internacional e os impactos da crise na economia brasileira paralisaram os investimentos privados. Por isso, é o momento adequado para o governo utilizar seu "arsenal de providências" e acelerar os investimentos públicos. Até agora, porém, o governo Dilma mostrou pouca aptidão para isso. Os investimentos federais neste ano são os menores dos últimos três anos (para o período janeiro-maio), como mostrou o Estado, ontem.
Demonstrando despreocupação com o quadro econômico, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a economia registrará em maio e junho índices de crescimento "muito maiores" do que em abril e o resultado do segundo trimestre será melhor do que o do primeiro. Na sua avaliação, a economia superou a fase de estagnação e entrou numa rota positiva. "Teremos crescimento do PIB e da produção industrial", destacou, referindo-se ao setor que, em abril, apresentou resultados decepcionantes. Citou a indústria automobilística, que tem grande peso na composição do PIB, e que, na sua opinião, "agora vai crescer mais do que outros setores".
Igualmente sem demonstrar preocupação com o cenário, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, defendeu as medidas adotadas pelo governo para estimular o crédito e o consumo das famílias. Num momento em que caberia à autoridade monetária no mínimo apontar os riscos do contínuo estímulo aos financiamentos quando diminui a capacidade financeira do consumidor e cresce a inadimplência, Tombini tem-se limitado a defender as ações do governo - com o qual mostrou perfeito alinhamento durante a audiência pública na Câmara dos Deputados.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

NÃO FOI POR FALTA DE AVISO

O Estado de S.Paulo
O ditado "quem sabe faz, quem não sabe ensina" é cruel com os professores, mas parece aplicar-se à presidente Dilma Rousseff. Ao receber o rei Juan Carlos da Espanha, anteontem, ela receitou uma "ação coordenada e solidária" para a superação da crise que sufoca as economias europeias. No entanto, a sua receita para a contração da economia brasileira - centrada no estímulo ao consumo - revelou-se um equívoco. A reprodução da bem-sucedida fórmula do então presidente Lula contra a contaminação do Brasil pelo colapso do sistema financeiro dos Estados Unidos, a partir da quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, em 2008, ignorou o óbvio: a impossibilidade de promover o crescimento duradouro da economia com medidas puramente paliativas.

Incentivar o gasto das famílias mediante uma política agressiva de expansão do crédito e de retração das taxas de juros, e ainda recorrendo a incentivos fiscais para reativar as compras de carros, é um pobre substituto para o desatamento dos nós estruturais que bloqueiam o desenvolvimento do sistema produtivo, em particular da indústria, e inibem o investimento privado.
A prova está nos acabrunhantes números do desempenho da economia no primeiro semestre: crescimento do PIB próximo da estagnação, com acréscimo de 0,2% em relação aos três meses anteriores e de 0,8% em relação ao mesmo período de 2011. A realidade não só mandou para a proverbial lata de lixo da história a fantasiosa meta original do governo para este ano (4,5%), como também deixou em xeque a expectativa oficial, significativamente mais modesta, de repetir os 2,7% do ano passado.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, pode até ficar rouco de tanto repetir que fixar-se naqueles números equivale a "olhar pelo retrovisor", mas parece ignorar que o ritmo da atividade depende em larga medida das expectativas dos agentes econômicos. E elas descem a ladeira.
No mesmo dia em que a presidente dizia ao rei como os governos europeus devem lidar com a crise, o Banco Central divulgou o seu mais recente levantamento das projeções de uma centena de instituições financeiras sobre o comportamento da economia no ano. O prognóstico médio caiu de 2,99% para 2,72% (e, pior ainda, de 1,58% para 1,15% no caso da indústria). Mais soturnas são as previsões de empresas de grande porte citadas pelo jornal Valor. Entre essas, fala-se em ominosos 2%, com um décimo de ponto porcentual para cima ou para baixo.
É pedir demais ao consumidor brasileiro que reverta essa tendência. Mesmo com nível de emprego em patamar satisfatório, o endividamento familiar é um limite intransponível à capacidade aquisitiva da população, sobre a qual paira já a ameaça da inadimplência.
Em maio, o indicador de dívidas não pagas cresceu 4,3% em comparação com o mesmo mês de 2011. É a 15.ª elevação em 16 meses. Some-se a isso a dificuldade do setor produtivo - por falta de inovação e por baixa produtividade, entre outros fatores - de competir com o exterior na oferta de bens à altura das novas exigências do público.
A presidente pode dizer o que queira, menos que não foi avisada a tempo. Não é de agora que vozes credenciadas apontam para os pés de barro do monumento emergente brasileiro: a infraestrutura desesperadamente necessitada de modernização, a insuficiência de investimentos e a perversidade do sistema tributário.
Para promover a titular da Casa Civil que escolhera para lhe suceder, o presidente Lula fabricou o pretensioso PAC, cujas pífias realizações atestam a cada dia a continuada incompetência gerencial dos dois governos. Tentando superar o problema que ela permitiu que se eternizasse, Dilma convocou na segunda-feira uma reunião de emergência com 9 de seus 39 ministros e outras autoridades. Cobrou deles "um choque de gestão" para acelerar a execução dos projetos prioritários de sua alçada. De março para abril, os investimentos públicos totais caíram 8,5% - já não bastasse que a parte do leão do desembolso estatal corresponda aos subsídios ao programa Minha Casa, Minha Vida.
A presidente teve a coragem de enfrentar a barreira dos juros altos e, para isso, mexer na poupança. Tenha agora a força de pôr o governo a trabalhar.

CARTA ABERTA AO DR. MARCIO THOMAZ BASTOS

CARTA   ABERTA       

         AO DR.MARCIO THOMAZ BASTOS!!!           
        









Quem diria, um ex ministro da Justiça que há  pouco deixou esse governo que ai está, é o grande defensor do Sr.Cachoeira. o que podemos esperar dessa CPI??????? e a do mensalão ????????? Concordo com a carta desse advogado indignado.

 
Carta Aberta ao Dr. Marcio Thomaz Bastos

Dr. Marcio,

Foi com imensa vergonha, tristeza, decepção e indignação que pude
assistir V.Sa. na ?CPI do Cachoeira?, fazendo parte da mesa em
acompanhamento ao Sr. Carlinhos Cachoeira, seu dileto contratante (?),
contraventor, chefe de quadrilha, corruptor de políticos e figura das
mais nocivas ao Estado Brasileiro.

O ilustríssimo e integro Dr. Marcio Thomaz Bastos, eminente Advogado,
competente Professor, prestigiado Autor, combativo Ministro da JUSTIÇA
e referência para todos os profissionais do Direito no País,
apequenou-se e rebaixou-se ao nível dos porcos que constituem à rede
criminosa de seu dileto cliente e comeu com eles seu farelo .

Como pode o Dr. Bastos atuar como advogado de um facínora, instruindo-o
a não cooperar com o próprio Estado Brasileiro, onde exerceu
galhardamente o cargo máximo de MINISTRO (ou falta) de JUSTIÇA ?

E não se trata da obrigação profissional de defender seu cliente,
pois o Dr. Bastos sabe muito bem que, na CPI, a participação do Sr.
Cachoeira seria para complementar a lista de bandidos ainda não
investigados e que ainda fazem parte da camarilha de políticos
corruptos que se instalou no Poder.

Sabe também que a participação do Sr. Cachoeira na CPI em nada
agravaria o status crime dele, pois já chegou preso, saiu igualmente
preso, permanece preso e vai continuar preso (é o que esperamos), réu
que é em processo crime na Justiça de Goiás.

Mesmo assim, o Dr. Bastos com a experiência e conhecimento brilhante
dos meandros do Processo Judicial, afrontou o País impedindo o Sr.
Cachoeira ?DE RESPONDER AS QUESTÕES DOS PARLAMENTARES?, causando
assim um desserviço ao Povo Brasileiro que se viu privado de conhecer e
combater àqueles que são verdadeiramente o câncer desta Nação: os
políticos corruptos.

Os outros demostenes, cabrais, perillos e agnellos que ainda não foram
descobertos e apontados pela Polícia Federal, Imprensa e Sociedade
desde já agradecem ao prestigiado Dr. Bastos.

A atuação do EX ? MINISTRO DA JUSTIÇA, Dr. Marcio Thomaz Bastos, na
?CPI do Cachoeira? deixou-me dúvidas que não me deixam calar: Para
quem o Dr. Bastos está realmente trabalhando ? A quem o silêncio do
Sr. Cachoeira o Dr. Bastos quer proteger ?


Que pena Dr. Bastos, sua história sua biografia e seu currículo não
mereciam essa indignidade com o POVO BRASILEIRO !

Warley Pimentel, brasileiro, 68 anos, advogado, digno e indignado.



quinta-feira, 10 de maio de 2012

FALCÃO, O DO PT INSISTE!!!!!!!!

O Estado de S.Paulo
Uma das obsessões do presidente do PT, Rui Falcão, relacionada com sua fervorosa admiração pelo regime cubano, é implantar no Brasil um "controle social da mídia" como o que existe há mais de meio século na ilha dos Castros. Para ele, imprensa boa é aquela que apoia o governo - desde que, é claro, os "trabalhadores" controlem também o governo. A mais recente bravata do preposto petista pega carona nos últimos ataques da presidente Dilma Rousseff aos altos juros bancários, na demagógica intenção de deixar claro que, quando estão em jogo os "interesses populares", não falta "coragem" ao governo lulopetista: "Este é um governo que tem compromisso com o povo e que tem coragem para peitar um dos maiores conglomerados, dos mais poderosos do País, que é o sistema financeiro e bancário. E se prepara agora para um segundo grande desafio, que iremos nos deparar (sic) na campanha eleitoral, que é a apresentação para consulta pública do marco regulatório da comunicação".

Falando durante reunião de dirigentes do partido realizada na semana passada em Embu das Artes, na Grande São Paulo, o Falcão do PT demonstrou mais uma vez que sua aversão à imprensa livre é exatamente a mesma que cultivava o Falcão da ditadura militar - o Armando. Com a diferença de que este, às vezes, se poupava de proclamar bobagens, recorrendo ao "nada a declarar".
No Embu, o Falcão petista deixou a imaginação correr solta e deitou falação, mais uma vez, contra essa mania que a mídia tem de falar mal de seu partido. Para esse destemido defensor da mordaça, a mídia "é um poder que contrasta com o nosso governo desde a subida do Lula", e também "ao fazer uma campanha fundamentalista como foi a campanha contra a companheira Dilma". E enfatizou: "O poder da mídia, esse poder nós temos de enfrentar". O que significa que, para Falcão, a imprensa ou apoia o governo ou está condenada à danação eterna. É exatamente o que pensava o Falcão da ditadura militar.
Com esse raciocínio tosco e totalitário, o presidente do PT coloca Dilma Rousseff numa posição delicada, uma vez que, desde que chegou à Presidência da República, ela tem manifestado reiteradamente seu repúdio às tentativas de, a pretexto da necessária implantação de um novo marco regulatório das comunicações, promover o cerceamento da liberdade de imprensa. Pode-se alegar que, nesse assunto, a posição do partido, pelo qual Falcão fala, não é, necessariamente, a do governo. Mas não é isso que o trêfego discípulo de José Dirceu quer dar a entender quando afirma com todas as letras que, depois de "peitar" os bancos, o governo "se prepara agora para um segundo grande desafio". Como são posições antagônicas, só a de um - Dilma ou Falcão - pode valer. Até por uma questão de credibilidade, tudo leva a crer que se pode confiar na posição claramente exposta pela presidente da República.
No fim do governo Lula, o então secretário de Imprensa, Franklin Martins, conseguiu fazer aprovar, num evento armado explicitamente para esse fim - a Conferência Nacional de Comunicação -, o anteprojeto do novo marco regulatório das comunicações, que incorporava um conjunto de disposições legais para atualizar as regras das atividades em áreas que dependem de concessão estatal, como a radiodifusão e a telecomunicação. Essas regras estão completamente defasadas, em função dos avanços tecnológicos das últimas décadas. Cumpre, portanto, modernizá-las. Mas Franklin Martins e seu grupo de esquerdistas radicais tentaram contrabandear, no bojo do projeto, medidas de "controle social da mídia" que permitiriam o cerceamento do direito de informação e opinião. Censura, enfim.
Alertada para a ameaça que o anteprojeto representava para a liberdade de imprensa, Dilma transferiu o assunto da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, órgão de caráter político, para o Ministério das Comunicações, eminentemente técnico, recomendando ao ministro Paulo Bernardo que passasse um "pente-fino" no projeto, para escoimá-lo do entulho autoritário. O resto é delírio do Falcão petista.

Eliana Cardoso, PH.D pelo MIT, é professora titular da FGV-São Paulo - O Estado de S.Paulo
O Chico disse que não existe pecado do lado debaixo do Equador. Não adiantou. Luis Fernando Verissimo chamou a pizza com abacaxi de antinatural e a colocou no fogo eterno, bem no centro do círculo onde Dante meteu os banqueiros. Quem comunga do ódio aos donos dos spreads riu da refeição presenteada ao desafeto. Castigo merecido?

Talvez não. Pois, no Brasil, os excessos financeiros (que acarretam problemas fiscais) não se originam no setor privado, mas nos bancos públicos, ao contrário do que se passa nos EUA e na Europa. Vale começar a comparação pelo mundo desenvolvido. O povo - que ocupou ruas em Nova York e Londres depois de 2008, quando a realidade acabou com a farra financeira e a classe média pagou a conta - demonstrou sua revolta contra disparidades alarmantes. Em 2007, no auge do boom financeiro, a remuneração média dos presidentes dos sete maiores bancos dos EUA equivalia a 500 vezes a renda média da família americana. No Reino Unido, os presidentes de seus quatro maiores bancos recebiam proventos correspondentes a 230 vezes a renda média da família inglesa.
Apesar disso, a crise não nasceu da vilania de alguns indivíduos. Refletiu - isso sim - o fracasso da governança no setor financeiro. No começo do século 19, sob o regime de responsabilidade ilimitada - no qual o dono-gerente cobria com os próprios bens os prejuízos bancários - a prudência garantia o controle do risco. O mundo mudou quando, ainda no século 19, a necessidade de capital para financiar as estradas de ferro levou a reformas legislativas que permitiram aos bancos ter grande número de sócios, separando posse e gerência e limitando a responsabilidade dos acionistas.
Em 1974 Robert Merton, Prêmio Nobel de Economia, demonstrou que a ação de uma empresa em regime de responsabilidade limitada tem preço como opção. O valor dessa opção aumenta com a incerteza sobre o valor dos ativos. Inacreditável? Não. É isso mesmo. A incerteza aumenta tanto riscos de ganhos quanto riscos de perdas. A responsabilidade limitada impõe um chão às perdas. Para os ganhos, entretanto, o céu é o limite. Para maximizar o valor de suas ações os bancos buscam apostas maiores e mais arriscadas.
Durante o século 20 a multiplicação de instrumentos complexos deixou no chinelo o milagre dos cinco pães e dois peixes do Novo Testamento. E no começo do século 21 a volatilidade dos lucros bancários na Inglaterra tornou-se duas vezes e meia maior do que fora no começo do século 20.
A expansão dos lucros bancários inclui um procedimento que aumenta ao mesmo tempo o lucro e o risco e se chama alavancagem (a razão entre o valor dos ativos e o valor do patrimônio). Mesmo que a taxa de retorno sobre os ativos (empréstimos, investimentos, encaixes e reservas) continue inalterada, o banco pode aumentar sua receita expandindo os ativos (seus empréstimos, por exemplo). Ao ampliar a alavancagem de um para dois, o banco dobra sua receita. Ao aumentá-la para quatro, quadruplica a receita. E assim por diante. Na Inglaterra essa razão girava entre três e quatro na metade do século 19, passou a mais de 20 no século 20 e chegou a 30 em 2007.
Essa estratégia tem seu lado ruim. Se a alavancagem é dois, para que o patrimônio do banco deixasse de existir pelo menos metade dos ativos teria de evaporar. Mas se a alavancagem é 20, basta que 5% dos ativos apodreçam para que o banco se torne insolvente. Neste caso, qualquer recessão, aumentando a inadimplência, se transforma em forte ameaça para o setor financeiro.
Em teoria, a disciplina do mercado, na figura do depositante que monitora riscos, deveria contrabalançar os incentivos perversos da responsabilidade difusa dos bancos modernos. Na prática, a recente crise financeira dos países desenvolvidos demonstrou que a disciplina do mercado não funciona e que a supervisão do governo é necessária. As regras de Basileia 3 representam um passo na direção correta, mas mesmo elas ainda são modestas para impedir que os bancos tomem riscos excessivos.
No Brasil, de 2006 aos dias de hoje, a alavancagem (medida como a razão entre os ativos totais e o patrimônio líquido dos bancos) situa-se entre os números 10 e 11, menos da metade do valor observado na Inglaterra ou nos EUA. Podemos dormir tranquilos?
Não. Pois tem uma pedra no caminho do bom funcionamento do nosso sistema financeiro: a interferência do governo nos bancos públicos. A tentativa do governo de diminuir os spreads no grito, por meio da redução forçada dos juros nos empréstimos do BB e da Caixa, choca-se com a necessidade dos bancos de fazerem provisões em face do recente aumento da inadimplência. Se os spreads viessem de fato a cair, já que os custos administrativos e de regulação continuam inalterados, a expectativa de redução dos lucros poderia induzir posições mais arriscadas.
Wen Jiabao, primeiro-ministro da China, declarou na semana passada que os bancos públicos de seu país são grandes demais, ganham muito dinheiro e acumulam muito poder. Por isso precisam ser desmembrados. As declarações de Wen Jiabao refletem o sentimento de que a redução dos bancos públicos é imprescindível para a disciplina do sistema financeiro.
No Brasil, o governo anda na contramão do líder chinês com a proposta de expandir os empréstimos do BB, da Caixa e do BNDES. Ideologia e ressentimentos são maus conselheiros. Não ajudam a encontrar o caminho que restrinja de fato o poder oligopolista dos bancos e a influência do dinheiro nas políticas públicas.
Expandir as operações dos bancos públicos valendo-se da garantia de que eles não podem quebrar, porque o Tesouro Nacional pode capitalizá-los com o dinheiro do contribuinte, é um erro. Temo que o governo esteja a cobrir a pizza dos brasileiros com fatias de abacaxi.

UM TEXTO MARGINAL

Demétrio Magnoli
"Basta ver o caráter marginal daqueles que se opõem ferozmente a essas políticas...". A frase, escandida pelo ministro Joaquim Barbosa num aparte casual, contém a chave para a compreensão da decisão unânime do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as políticas raciais. Os juízes da Corte Maior não se preocuparam com a Constituição, mas unicamente com o lugar ocupado pelos defensores e pelos opositores das cotas raciais na cena política nacional. Eles disseram "sim" ao poder, definindo seu próprio lugar no grande esquema das coisas.

Cortes Supremas servem para interpretar o texto constitucional, nos inúmeros casos em que a letra da Lei não oferece resposta explícita. No artigo 5.º, a Constituição afirma que "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza". No artigo 19, que "é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos municípios criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si". No artigo 208, que "o dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um". A letra da Lei é explícita, cristalina: dispensa interpretação. O STF, simulando interpretá-la, reuniu-se em assembleia constituinte e revogou o princípio da igualdade perante a lei. Os juízes encarregados de zelar pela Constituição qualificaram-na como um texto marginal.
O princípio da igualdade perante a lei está formulado nas Constituições americana e indiana em termos similares aos da nossa. Nos EUA, desde 1978 a Corte Suprema proferiu decisões cada vez mais contrárias às políticas de preferências raciais. Na Índia, logo após a independência, a Corte Suprema vetou tais políticas - e então o Congresso emendou o texto constitucional, descaracterizando o princípio da igualdade dos cidadãos. Por que, em contraste flagrante, os juízes do STF preferiram reescrever a Constituição de forma a inscrever a raça na lei?
No Brasil, a igualdade legal dos cidadãos é um "princípio fraco", introduzido nas Constituições por imitação. O "princípio forte" sempre foi o das relações pessoais, fundamento real dos intercâmbios das elites econômica, política e intelectual. Na lógica do Direito, o princípio da igualdade funciona como fonte dos direitos e garantias individuais. Tal conexão explica a importância atribuída ao "princípio fraco" na Constituição de 1988: o gesto político e jurídico de ruptura com o ciclo da ditadura militar era a promessa de um novo início, isento das máculas do passado. O STF está dizendo que aquele gesto representou um desvio de percurso - e já se esgotou. De certo modo, os juízes têm razão: bem antes da sessão de julgamento das cotas raciais, as principais correntes políticas do País imolaram o princípio da igualdade no altar de seus compromissos com as ONGs racialistas, que são minorias organizadas e influentes.
O conceito de preferências raciais adquiriu estatuto oficial no governo Fernando Henrique Cardoso, por meio do Programa Nacional de Direitos Humanos de 1996. No governo Lula a noção genérica de "discriminação positiva" desdobrou-se na política de cotas raciais. Dilma Rousseff prometeu, no início de sua campanha presidencial, expandir os programas de cotas para a pós-graduação. José Serra, candidato da oposição, manteve silêncio absoluto sobre as políticas de raça, avalizando tacitamente a orientação do governo Lula. A cooperação objetiva entre os grandes partidos rivais e a continuidade histórica das iniciativas racialistas na transição de um governo para o outro formam o pano de fundo da decisão unânime do STF. Eis a razão por que Joaquim Barbosa, como seus colegas, enxerga na Constituição um texto "marginal".
O estandarte da igualdade legal dos cidadãos condensa a narrativa de uma sociedade contratual formada por indivíduos livres das amarras do sangue e da tradição. A narrativa é a praça histórica comum aos liberais e aos socialistas. Os primeiros ergueram o princípio da igualdade no combate aos privilégios de sangue do Antigo Regime. Os segundos enxergaram nele a ferramenta das lutas pelo voto universal e pela liberdade de associação e de greve. No Brasil, contudo, essa história quase nada significa para os partidos que representam as duas correntes. O STF que aboliu o princípio da igualdade é a Corte Maior de um país onde José Sarney foi declarado um personagem acima da lei, Fernando Collor pontifica numa CPI sobre a corrupção e Sérgio Cabral protagoniza cenas dignas do Antigo Regime no palco apropriado da Cidade Luz.
Na sessão de julgamento do STF, o relator, Ricardo Lewandowski, alvejou sem rodeios o artigo 5.º da Constituição, atribuindo ao princípio da igualdade um sentido meramente "formal". O mesmo relator comandou, em 2009, a rejeição do pedido de instauração de processo contra o ex-ministro Antônio Palocci por violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Meses depois, a Caixa Econômica Federal informou em juízo que a violação decorreu de ordem emitida por Palocci. O escárnio do "princípio fraco", da igualdade legal, serve sempre ao desígnio de instaurar o império do "princípio forte", das relações pessoais.
O juiz Marco Aurélio Mello exprimiu a aspiração de generalização das políticas de cotas, como querem as ONGs racialistas. Num país em que, ao contrário dos EUA ou da África do Sul, jamais existiu segregação racial oficial, não há fronteira objetiva separando "brancos" de "negros". A difusão das preferências raciais nos concursos públicos e no mercado de trabalho em geral demanda uma série imensa de atos legais e administrativos de rotulação racial das pessoas. Em nome do combate ao racismo, o Estado deve fabricar raças em escala nacional, disse o STF. No afã de descartar a Constituição, aquele texto marginal, nenhum deles registrou a contradição explosiva entre meios e supostos fins.
* SOCIÓLOGO E DOUTOR EM GEOGRAFIA HUMANA PELA USP. E-MAIL: DEMETRIO.MAGNOLI@UOL.COM.BR

quarta-feira, 9 de maio de 2012

CONFIANÇA do POVO BRASILEIRO no seu EXÉRCITO

A CONFIANÇA DO POVO BRASILEIRO NO SEU EXÉRCITO
                                                                         Mario Hecksher – Cel Inf (Refm)

A Academia Militar das Agulhas Negras havia realizado a Manobra Escolar de 2005, o exercício de campanha que coroava o ano letivo.
A situação geral vivida pelos executantes foi concebida num quadro de combate da resistência. O exercício comportou o emprego de aproximadamente 2500 militares, homens e mulheres, de todas as Armas, Serviço de Intendência, Serviço de Saúde e Quadro de Material Bélico. Eles atuaram em uma área de 2400 quilômetros quadrados, em trechos de vários municípios do Vale do Paraíba, Serras do Mar e Mantiqueira, como Falcão, Bocaina de Minas, Itatiaia, Resende, Quatis, Arapeí, São José do Barreiro e Areias, pequenas cidades dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Durante os trabalhos executados, os oficiais, cadetes e praças travaram inúmeros contatos com o povo, tanto nas Ações Cívico-sociais (ACISO) realizadas em cidades e vilarejos, quando pessoas carentes receberam apoio de saúde e outras benesses, mas também durante as simulações de combate, todas executadas dentro dos padrões preconizados pelo Sistema de Instrução Militar do Exército Brasileiro (SIMEB).
Mas o que ressaltou nestes contatos foi a extrema boa vontade das pessoas com os militares. Jovens, velhos e crianças participaram das atividades e ajudaram a tropa de muitas maneiras, mostrando sua confiança no Soldado de Caxias.
Um capitão, que estava numa base de combate no sopé do Pico da Pedra Selada, relatou o seguinte:

- Precisávamos de uma casa durante algumas horas, para fazermos um determinado trabalho. Procurei um cidadão, morador de uma pequena fazenda, e perguntei-lhe se ele conhecia, nas imediações, alguma casa abandonada, mesmo em ruínas, que pudéssemos usar.
Ele respondeu que me emprestaria a casa onde estávamos, na qual ele morava com a sua família.
Disse-lhe que agradecia, mas de modo algum iríamos incomodá-lo, ainda mais que precisaríamos da casa às cinco horas da manhã.
Então ele falou o seguinte:
- Capitão, eu saio quatro horas para tirar leite das vacas. Amanhã vou levar comigo toda a família e vou deixar a casa com o senhor!
E assim foi feito.

Este não foi um caso isolado, em outros lugares aconteceram coisas semelhantes. Todos queriam ajudar os soldados; todos queriam vê-los, sempre demonstrando amizade e grande confiança no Exército, como ficou evidenciado no exemplo citado.
Por que, num mundo onde imperam a violência e a desonestidade, as pessoas de bem confiam nos Soldados de Caxias?
Confiam porque os Soldados de Caxias são integrantes do Exército Brasileiro, BRAÇO FORTE E MÃO AMIGA!
Quando chega a seca, o soldado transporta e distribui a água e o alimento, que de outro modo não chegariam aos necessitados.
Se a ponte cai, o soldado rapidamente constrói outra.
Se a dengue ataca, o soldado mata o mosquito.
Se o rio transborda o soldado salva vidas.
Se outros países estão em dificuldades, o soldado ajuda na Força de Paz.
Construindo açudes, estradas de rodagem, estradas de ferro, pontes e viadutos, o soldado sempre está presente.
Garantindo a lei e a ordem, protegendo as famílias, as mulheres, as crianças e os idosos, o soldado nunca falha.
Ao mesmo tempo, vencendo grandes dificuldades, o soldado estuda e se adestra, ficando em condições de defender a pátria, mesmo contra um inimigo mais forte.
O povo brasileiro sabe de tudo e por isto confia!
Mas se isto alegra nossos espíritos, também coloca sobre nossos ombros grande responsabilidade, pois não podemos faltar a esta confiança.
O soldado é o portador da grande tocha de fogo que, nas horas de desespero, sempre ilumina a Nação e cuja luz é produzida no cadinho do patriotismo e da integridade.
Portanto, soldado, prepare-se e não falhe, porque o Brasil não sobreviverá sem você e sem o seu Exército!

BRASIL ACIMA DE TUDO


sábado, 5 de maio de 2012

MALVINAS DA DILMA!!!!!!!!!

O Estado de S.Paulo
Discurso contra banqueiro é sempre um sucesso de público - e muitas vezes de crítica - e a presidente Dilma Rousseff tem-se dedicado com notável empenho a essa tarefa. O que não deve surpreender ninguém: os juros cobrados no Brasil, entre os mais altos do mundo, estão muito além de qualquer padrão aceitável, exceto em momentos excepcionais, nos países civilizados. Mas foi um tanto surpreendente a escolha dos juros como tema central de seu pronunciamento de segunda-feira, para comemorar o Dia do Trabalho. Ela aproveitou a celebração para cobrar mais uma vez a redução do custo dos financiamentos, como se fosse essa, neste momento, a ação mais importante para a criação de empregos e para o aumento do bem-estar dos trabalhadores. Os bancos brasileiros, disse a presidente, são muito sólidos e isso é bom para o País, mas nada justifica a manutenção de juros tão altos. Ela exortou o setor bancário, mais uma vez, a seguir o exemplo da Caixa Econômica Fe deral e do Banco do Brasil.

Essa campanha diversifica e enriquece o discurso oficial sobre os grandes entraves ao crescimento econômico e ao desenvolvimento do Brasil. Durante algum tempo, a presidente Dilma Rousseff concentrou os ataques num alvo externo - a política dos bancos centrais do mundo rico, acusados de causar um tsunami monetário. O excesso de dinheiro emitido na Europa e nos Estados Unidos é apontado como causa da valorização do real e da perda de competitividade da indústria brasileira.
É uma campanha politicamente interessante, embora inútil do ponto de vista econômico. Nenhuma autoridade monetária do mundo rico vai mudar sua política para atender o governo brasileiro. Mas a função principal desse tipo de retórica não é resolver problemas. É transferir culpas. No caso dos bancos nacionais, a capacidade de ação do governo é certamente maior, embora limitada. Além disso, a opinião pública é sem dúvida mais sensível a esse tipo de discurso do que à peroração sobre os bancos centrais estrangeiros.
Ninguém, exceto os banqueiros e seus porta-vozes, considera como razoáveis os juros cobrados no mercado brasileiro. As justificativas apresentadas - impostos muito altos, elevada inadimplência, depósitos compulsórios muito grandes - são obviamente insuficientes. Afinal, cerca de um terço do spread, a diferença entre o custo de captação dos bancos e os juros cobrados nos empréstimos, corresponde ao lucro dos bancos. Esse lucro só é sustentável porque o grau de concorrência no setor financeiro é muito baixo e as instituições têm enorme poder na formação de seus preços.
Todos esses pontos foram analisados tecnicamente em vários estudos. Daí a decisão do governo de forçar o aumento da competição por meio dos bancos oficiais. Mas qual a eficácia real dessa estratégia? Instituições privadas cortaram os juros de algumas linhas de financiamento, mas muito mais para dar uma satisfação ao governo e à opinião pública do que para enfrentar, de fato, competidores estatais. O jogo pode não ter acabado e talvez sejam necessários novos lances das entidades federais. Até onde poderão avançar sem comprometer a rentabilidade e sem precisar recorrer ao Tesouro?
Juros são importantes, mas não são tudo. A presidente sabe disso e mencionou a "diminuição equilibrada de impostos" e o combate à sobrevalorização cambial. Mas o governo pouco tem feito nessas e em outras áreas muito relevantes para a competitividade da indústria e para a criação de empregos. Não é preciso insistir na lentidão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), nas deficiências da infraestrutura, nas distorções tributárias, na falta de uma política eficiente de tecnologia e na baixa qualidade do gasto público. A presidente prometeu mais de uma vez melhorar a capacidade gerencial da administração federal. Ficou na promessa.
As campanhas contra o tsunami monetário e os juros altos no Brasil seriam mais dignas de crédito se fossem precedidas de ações sérias para a solução de problemas da alçada direta do governo. Sem isso, a retórica da presidente Dilma Rousseff não se distancia muito das perorações habituais de sua colega argentina. Serão os bancos as Malvinas do governo brasileiro?
Opinião do Jotinha:
                                           
Diferença entre a DEMAGOGIA de Lula e a demagogia de Dilma:Lula: DEMAGOGIA embromativa e populesca!!!!    

Dilma: DEMAGOGIA embromativa e metida a intelectual!!!!!!

          Será que a maneira mais fácil de conduzir um País é botar culpa nos OUTROS??????





quarta-feira, 11 de abril de 2012

PIZZA com ABACAXÍ!!!!!!!

Eliana Cardoso, PH.D pelo MIT, é professora titular da FGV-São Paulo - O Estado de S.Paulo
O Chico disse que não existe pecado do lado debaixo do Equador. Não adiantou. Luis Fernando Verissimo chamou a pizza com abacaxi de antinatural e a colocou no fogo eterno, bem no centro do círculo onde Dante meteu os banqueiros. Quem comunga do ódio aos donos dos spreads riu da refeição presenteada ao desafeto. Castigo merecido?

Talvez não. Pois, no Brasil, os excessos financeiros (que acarretam problemas fiscais) não se originam no setor privado, mas nos bancos públicos, ao contrário do que se passa nos EUA e na Europa. Vale começar a comparação pelo mundo desenvolvido. O povo - que ocupou ruas em Nova York e Londres depois de 2008, quando a realidade acabou com a farra financeira e a classe média pagou a conta - demonstrou sua revolta contra disparidades alarmantes. Em 2007, no auge do boom financeiro, a remuneração média dos presidentes dos sete maiores bancos dos EUA equivalia a 500 vezes a renda média da família americana. No Reino Unido, os presidentes de seus quatro maiores bancos recebiam proventos correspondentes a 230 vezes a renda média da família inglesa.
Apesar disso, a crise não nasceu da vilania de alguns indivíduos. Refletiu - isso sim - o fracasso da governança no setor financeiro. No começo do século 19, sob o regime de responsabilidade ilimitada - no qual o dono-gerente cobria com os próprios bens os prejuízos bancários - a prudência garantia o controle do risco. O mundo mudou quando, ainda no século 19, a necessidade de capital para financiar as estradas de ferro levou a reformas legislativas que permitiram aos bancos ter grande número de sócios, separando posse e gerência e limitando a responsabilidade dos acionistas.
Em 1974 Robert Merton, Prêmio Nobel de Economia, demonstrou que a ação de uma empresa em regime de responsabilidade limitada tem preço como opção. O valor dessa opção aumenta com a incerteza sobre o valor dos ativos. Inacreditável? Não. É isso mesmo. A incerteza aumenta tanto riscos de ganhos quanto riscos de perdas. A responsabilidade limitada impõe um chão às perdas. Para os ganhos, entretanto, o céu é o limite. Para maximizar o valor de suas ações os bancos buscam apostas maiores e mais arriscadas.
Durante o século 20 a multiplicação de instrumentos complexos deixou no chinelo o milagre dos cinco pães e dois peixes do Novo Testamento. E no começo do século 21 a volatilidade dos lucros bancários na Inglaterra tornou-se duas vezes e meia maior do que fora no começo do século 20.
A expansão dos lucros bancários inclui um procedimento que aumenta ao mesmo tempo o lucro e o risco e se chama alavancagem (a razão entre o valor dos ativos e o valor do patrimônio). Mesmo que a taxa de retorno sobre os ativos (empréstimos, investimentos, encaixes e reservas) continue inalterada, o banco pode aumentar sua receita expandindo os ativos (seus empréstimos, por exemplo). Ao ampliar a alavancagem de um para dois, o banco dobra sua receita. Ao aumentá-la para quatro, quadruplica a receita. E assim por diante. Na Inglaterra essa razão girava entre três e quatro na metade do século 19, passou a mais de 20 no século 20 e chegou a 30 em 2007.
Essa estratégia tem seu lado ruim. Se a alavancagem é dois, para que o patrimônio do banco deixasse de existir pelo menos metade dos ativos teria de evaporar. Mas se a alavancagem é 20, basta que 5% dos ativos apodreçam para que o banco se torne insolvente. Neste caso, qualquer recessão, aumentando a inadimplência, se transforma em forte ameaça para o setor financeiro.
Em teoria, a disciplina do mercado, na figura do depositante que monitora riscos, deveria contrabalançar os incentivos perversos da responsabilidade difusa dos bancos modernos. Na prática, a recente crise financeira dos países desenvolvidos demonstrou que a disciplina do mercado não funciona e que a supervisão do governo é necessária. As regras de Basileia 3 representam um passo na direção correta, mas mesmo elas ainda são modestas para impedir que os bancos tomem riscos excessivos.
No Brasil, de 2006 aos dias de hoje, a alavancagem (medida como a razão entre os ativos totais e o patrimônio líquido dos bancos) situa-se entre os números 10 e 11, menos da metade do valor observado na Inglaterra ou nos EUA. Podemos dormir tranquilos?
Não. Pois tem uma pedra no caminho do bom funcionamento do nosso sistema financeiro: a interferência do governo nos bancos públicos. A tentativa do governo de diminuir os spreads no grito, por meio da redução forçada dos juros nos empréstimos do BB e da Caixa, choca-se com a necessidade dos bancos de fazerem provisões em face do recente aumento da inadimplência. Se os spreads viessem de fato a cair, já que os custos administrativos e de regulação continuam inalterados, a expectativa de redução dos lucros poderia induzir posições mais arriscadas.
Wen Jiabao, primeiro-ministro da China, declarou na semana passada que os bancos públicos de seu país são grandes demais, ganham muito dinheiro e acumulam muito poder. Por isso precisam ser desmembrados. As declarações de Wen Jiabao refletem o sentimento de que a redução dos bancos públicos é imprescindível para a disciplina do sistema financeiro.
No Brasil, o governo anda na contramão do líder chinês com a proposta de expandir os empréstimos do BB, da Caixa e do BNDES. Ideologia e ressentimentos são maus conselheiros. Não ajudam a encontrar o caminho que restrinja de fato o poder oligopolista dos bancos e a influência do dinheiro nas políticas públicas.
Expandir as operações dos bancos públicos valendo-se da garantia de que eles não podem quebrar, porque o Tesouro Nacional pode capitalizá-los com o dinheiro do contribuinte, é um erro. Temo que o governo esteja a cobrir a pizza dos brasileiros com fatias de abacaxi.

A VERDADE DO blá, blá, blá........

O Estado de S.Paulo
O reconhecimento da cachaça como produto brasileiro e do bourbon como produto americano foi o evento mais notável da visita da presidente Dilma Rousseff à capital do país mais rico e mais poderoso do mundo. Nenhuma grande questão comercial foi examinada, embora os Estados Unidos sejam o maior mercado consumidor do globo e tenham sido, até há poucos anos, o maior parceiro comercial do Brasil.
Essa posição é hoje ocupada pela China, não só porque os brasileiros ampliaram e diversificaram suas parcerias, mas também porque o intercâmbio com o mercado americano foi deixado em plano secundário, a partir de 2003, nas preocupações da diplomacia comercial de Brasília. Poucos assuntos à altura de um encontro do mais alto nível entraram na agenda levada a Washington pela presidente brasileira. Um deles foi a suspensão da compra de aviões da Embraer pela Força Aérea dos Estados Unidos. Tocou-se no assunto em conversa reservada. Nenhuma referência ao tema foi feita publicamente.
Na entrevista coletiva depois do encontro fechado, a presidente Dilma Rousseff retomou a pregação contra a política dos bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa, protestando mais uma vez contra a grande emissão de dinheiro, ou, em sua terminologia predileta, contra o tsunami monetário criado por essa política.
À sua maneira, a presidente Dilma Rousseff repete as perorações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, contra o que ele chama de guerra cambial, movida pelas autoridades do mundo rico. Ela evita a expressão guerra cambial, sem deixar, no entanto, de classificar a depreciação do euro e do dólar como uma forma de protecionismo comercial.
A arenga foi repetida na Casa Branca, diante da imprensa, e a presidente Dilma Rousseff aproveitou a ocasião para apontar aos líderes do mundo rico sua responsabilidade pela recuperação da economia global. Todos são responsáveis, evidentemente, mas não tem sentido cobrar do presidente americano uma alteração da política monetária. As ações do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) estão fora da alçada da Casa Branca e a presidente Dilma Rousseff parece ter esquecido esse detalhe. Mas a política monetária poderia ser mais moderada, segundo seu argumento, se o Tesouro gastasse mais para estimular a economia. O presidente Obama sabe disso e o orçamento de seu governo já é muito deficitário.
Também na parte política a viagem pouco rendeu. Bateu-se, mais uma vez, na tecla da ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas e da pretensão brasileira a um lugar permanente. O comunicado emitido em nome dos dois presidentes foi tão chocho, quanto a esse tema, quanto havia sido no fim da visita de Obama ao Brasil, no ano passado. O presidente americano manifestou, mais uma vez, seu "apreço" pela pretensão brasileira. Em relação à reforma do Conselho, ambos concordaram com uma ampliação "limitada", na versão em português, ou "modest", segundo o texto em inglês. A informação teria sido mais clara e mais realista com uma tradução literal da palavra "modest".
O entusiasmo do governo americano em relação a alterações no Conselho de Segurança continua mínimo e isso é especialmente compreensível quando se trata da pretensão brasileira. A presidente Dilma Rousseff voltou a tocar num dos temas prediletos da diplomacia petista, insistindo na participação de Cuba nos eventos diplomáticos do hemisfério, como a Cúpula das Américas, marcada para este fim de semana em Cartagena, na Colômbia. Pelo menos a política nuclear do Irã ficou fora da conversa, segundo a presidente. Talvez tenha faltado tempo.
Houve referências à possível participação americana em projetos brasileiros de infraestrutura e na exploração do pré-sal. O tema é importante, mas a conversa parece ter ficado nas generalidades. A visita serviu principalmente, segundo alguns analistas, para mostrar uma evolução nas relações bilaterais, agora menos tensas do que no período do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pode ser, mas essa melhora pouco valerá sem uma agenda econômica mais ambiciosa e muito mais pragmática.

domingo, 1 de abril de 2012

PESCANDO EM ÀGUAS TURVAS!!!!!

O Estado de S.Paulo
Bem que o então presidente Lula avisou: "O que o PT fez, do ponto de vista eleitoral, é o que é feito no Brasil sistematicamente". À época, em meados de 2005, ele falava do caixa 2 dos partidos e seus candidatos. Tratava-se de uma marota tentativa de calar a denúncia do mensalão, reduzindo o escândalo sem precedentes da compra sistemática de votos de deputados em benefício do seu governo ao que seria o pecadilho - amplamente difundido - do recebimento e dispêndio de "recursos não contabilizados" para ganhar eleições, conforme o eufemismo do memorável tesoureiro petista Delúbio Soares.

Mas não será por falta de empenho de sua gente que o álibi confeccionado por Lula há quase sete anos perderá atualidade. Que o digam, por exemplo, os seus companheiros de Santa Catarina. E que o diga a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvati, alçada pela presidente Dilma ao cargo de coordenadora política do Planalto depois de ocupar, entre janeiro e junho do ano passado, o semiclandestino Ministério da Pesca - como parco prêmio de consolação por ter perdido a disputa pelo governo do Estado, em outubro de 2010. Em recursos contabilizados, o PT estadual bancou 81% dos R$ 3,6 milhões que a campanha custou. No meio do caminho, o partido recebeu uma doação de R$ 150 mil.
Aí que a história começa a ficar parecida com tantas outras que fazem parte dos usos e costumes políticos do País - com a suposta diferença de que o PT "tem na ética uma de suas marcas mais extraordinárias", nas palavras de Lula para exorcizar o mensalão. Entre 2009 e 2010, sendo o titular da Pesca o também catarinense Altemir Gregolin, a pasta encomendou a uma empresa local, Intech Boating, um total de 28 lanchas-patrulha, ao custo de R$ 31 milhões. Nesse meio tempo, o sócio majoritário da Intech, o paulista José Antonio Galízio Neto, de longa data filiado ao PT, recebeu o irrecusável convite de doar os referidos R$ 150 mil ao comitê financeiro do partido - o que aceitou prazerosamente.
"Não achei nada demais", disse Galízio ao Estado, "porque no governo para quem eu estava trabalhando, faturando naquele momento R$ 23 milhões, R$ 24 milhões, não havia (sic) nenhum tipo de irregularidade." No entanto, como quem quer que o interlocutor confunda popa com proa, ele ora afirmou que "a solicitação de doação veio pelo Ministério da Pesca, é obvio", ora que veio de um político local, que estaria querendo "se aproveitar do negócio" e cujo nome ele se recusou a dar. "Com a insistência, falei: 'tudo bem, vou fazer a doação para o partido'." Seria o toma lá dá cá das enlameadas relações entre a área pública enfeudada pelos partidos e os seus fornecedores, não fossem alguns agravantes.
Primeiro, o Ministério não tinha nada que comprar lanchas para coibir a pesca irregular, simplesmente porque isso ainda não fazia parte de suas atribuições. Segundo, a pasta não foi capaz de encontrar nem serventia nem abrigo para a flotilha. Tanto que 23 das 28 embarcações ficaram no estaleiro dos próprios fornecedores. "O Ministério me deve quase R$ 400 mil porque fiquei guardando os barcos, limpos e funcionando", reclama Galízio. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) comprovou a enormidade. Em terceiro lugar, a investigação apontou indícios de superfaturamento e licitação dirigida. Sintomaticamente, no último dia de seu mandato, em 2010, o ministro Gregolin encomendou à Intech mais cinco lanchas, embora não soubesse o que fazer com as outras.
Dificilmente a ministra Ideli Salvatti conseguirá navegar politicamente ao largo do escândalo. Se é verdade que não era ela quem conduzia o momentoso Ministério da Pesca, é verdade também que ela não ficou alheia ao arrastão do dinheiro público na pasta. Com bons motivos, decerto, ela aparece no centro da foto da assinatura de uma compra das inúteis lanchas-patrulha - bem no ano em que tentou se eleger governadora de Santa Catarina e pouco antes de substituir o companheiro Gregolin.
Já ao partido só resta agarrar-se à boia lançada por Lula em 2005: "Não é por causa do erro de um dirigente ou de outro que você pode dizer que o PT está envolvido em corrupção".

sábado, 31 de março de 2012

Homenagem ao General CASTELO BRANCO e a DEMOCRACIA!!!!!!

HOMENAGEM AO MARECHAL CATELLO
e
DIA DA DEMOCRACIA.
Doc. 78 - 2012
Repassem amigos!
LEIAM A FALA DO CHEFE GEN DE EX GAZZINEO.
É UMA AULA DE BRASILIDADE.
HOMENAGEM A0 MARECHAL CASTELO BRANCO
COMEMORAÇÃO DO 31 DE MARÇO/1964

Cumprindo uma tradição, estamos aqui reunidos para reverenciar a memória
da insigne figura do MARECHAL HUMBERTO DE ALENCAR CASTELO BRANCO e para
evocar a data de 31 de março de 1964, quando, atendendo aos anseios do povo
brasileiro, demos um basta na corja de comunistas que estava perto de se
apoderar da nossa Pátria para aqui instalar uma ditadura
marxista-leninista, sob os auspícios e patrocínio de países totalitários
estrangeiros.
Se os detentores do poder julgam inconveniente que, para essas
homenagens, usemos as instalações de nossos Quartéis onde mourejamos
durante toda uma vida; se não nos são franq ueados locais sob administração
oficial, realizaremos sempre, como estamos fazendo hoje, nossos atos
patrióticos em praça pública para que o povo conheça a grandeza das nossas
ideias como também a pequenez e a covardia dos que nos querem calar.
Por mais que nos proíbam, por mais que nos ameacem, por mais que desejem
nos sufocar ou punir, garroteando os nossos salários e os recursos devidos
às Forças, não desistiremos de cumprir o nosso dever de cultuar os nossos
verdadeiros heróis e de evocar as datas notáveis da nossa história. Isto é
parte da nossa formação, da nossa mística e dos nossos princípios, os quais
mantemos com muito orgulho e perseverança.
Somos Militares da Reserva de todas as Forças e amigos civis de todos os
ramos de atividades que firmemente comungam conosco dos mesmos ideais. Não
pregamos o desrespeito às autoridades nem atuamos à margem da lei. Somos
calejados por um passado de trabalho honesto, sério, dedicado às nossas
Instituições, o que nos credita o direito de, dentro dos ditames das leis,
expressarmos livremente as nossas preocupações, as nossas críticas e os
nossos legítimos anseios, doa a quem doer.
Não incitamos à indisciplina, não pregamos golpes, apenas nos defendemos
face a tantos ataques e impropérios, lançados muitas vezes sob as vistas
condescendentes e com o apoio de quem possui a obrigação legal de nos
defender.
Preservamos e apoiamos os companheiros da ativa, na certeza de que,
mesmo mantendo um doloroso silêncio, saberão honrar os valores e os
princípios pétreos das nossas Instituições, mantendo-se unidos e coesos
prontos para que, como tem sido ao longo de toda a nossa história, e como
foi em 1935 e 1964, defendam a Pátria, até com o sacrifício da própria
vida, frente às investidas anunciadas e previsíveis, e possam, no momen to
oportuno, mostrar que a “MÃO AMIGA” também tem um “BRAÇO FORTE”.
Esperamos deles, principalmente dos que carregam em seus ombros a
responsabilidade de chefia, que, com o nosso irrestrito apoio e confiança,
saibam manter, com serenidade e energia, a postura altiva face ao
desrespeito, ao achincalhe, à falta de consideração e aos sórdidos ataques
costumeiramente dirigidos às nossas Instituições e aos seus integrantes, DE
ONTEM E DE HOJE.
Cometem um erro crasso aqueles que intentam estimular a cisão entre
os militares de ontem e de hoje, entre ativa e reserva ou entre comandados
e comandantes. Esquecem que somos um todo indivisível, amigos, irmãos na fé
e reunidos pela força de um mesmo ideal e de uma forte tradição. Nós os
antecedemos, os formamos e lhes transmitimos os valores que permanecem
imutáveis, por isso merecem a nossa confiança ilimitada. compreendemos o
sofrimento dos companheiros da ativa que estão sentindo na pele as
injustiças, a ingratidão e as incompreensões, obrigados a um mutismo
imposto pela obediência aos textos legais.
Cabe pois a nós da Reserva exercer o direito conferido pela legislação
vigente, cumprindo a obrigação e o sagrado dever de defendê-los por todos
os meios, elevando a voz para manter a integridade de nossas Instituições
face aos evidentes e indisfarçáveis ataques perpetrados, até com aplausos e
o apoio daqueles, que pelas funções que exercem, tem o dever legal de se
submeter às leis e aos acórdãos da Justiça e não tentar sobrepassá-las para
dar vazão ao desejo incontido de uma vingança sórdida.
Imaginamos a dor de quem perdeu um ente querido naquela guerra suja,
onde não demos o primeiro tiro e onde aconteceram, de lado a lado, fatos e
situações realmente tristes e lamentáveis. Mas a revolta que sentem devia
voltar-se co ntra aqueles que irresponsavelmente os aliciaram com as suas
falácias para as atividades violentas, os submetendo a uma situação
irregular onde fatalmente tinham que ser combatido com vigor e com a mesma
violência por eles usada. Não poderiam ter a ilusão de que seriam
recebidos com flores e mimos. Também perdemos, com imenso pesar, amigos e
entes queridos que cumpriam os seus deveres de combater os ataques
terroristas, os assaltos a banco, os sequestros e os assassinatos. Na
realidade foi a ação enérgica e eficaz das forças legais que impediu a
implantação em nosso território de governos totalitários de esquerda e de
ações de guerrilhas em maior amplitude, como as FARC.
Estamos do lado da lei e da ordem e exercitamos - temos certeza com o
incentivo da sociedade consciente - os nossos direitos. Difícil é entender
quando alguém que diz exercitar os princípios democráticos venha a se
ofend er e criar celeumas inconsequentes face ao direito que tem qualquer
cidadão de revoltar-se ao tomar conhecimento dos assaltos aos cofres
públicos, através dos “mensalões”, das “propinas” do rateio das funções e
da troca de favores. Esse mesmo direito que tem as Igrejas e as mulheres
brasileiras, as mães de família honestas e trabalhadoras de se
escandalizarem ao encontrar pessoas influentes que pregam, utilizam,
confessam e professam abertamente a prática de crimes contra a vida
previstos nas leis penais, (como o aborto) e se ufanam de exercitar o sexo
variado e promíscuo. O mesmo direito, ou até o dever, de pessoas, grupos ou
instituições, como os Clubes Militares, de examinar e comentar, sem a
utilização de termos ofensivos, fatos absolutamente verdadeiros e
constrangedores.
Receberiamos sem restrições a Comissão da Verdade se pudéssemos confiar
que seria uma busca honesta da VERDADE VE RDADEIRA sem a utilização, desde
já evidente, de sofismas jurídicas para descumprir o espírito da legislação
vigente em toda a sua clara abrangência e se houvesse a intenção de,
equilibradamente pesquisar e difundir todos os ângulos da história.
Por tudo isto, estamos aqui, de cabeça erguida, sem temor das
intimidações e das ameaças de punições indevidas e ilegais, para em alto e
bom som exaltarmos os feitos da Revolução Democrática de 31 de março e do
nosso Insigne Chefe MARECHAL HUMBERTO DE ALENCAR CASTELLO BRANCO.
Nascido em 20 de setembro de 1897, em Fortaleza, herdando a têmpera do
nordestino, com raízes na família ilustre de José de Alencar, iniciou a
carreira das armas na Escola Militar de Rio Pardo, Rio Grande do Sul,
ingressando na Escola Militar de Realengo de onde foi declarado Aspirante
da Arma de Infantaria em 1921 e para onde regressou como instrutor em 1927.
Ainda Capit o realizou o curso da Escola Superior de Guerra da França. Como
Oficial Superior foi chefe da Seção de Operações da Força Expedicionária
Brasileira na Itália, planejando as operações de guerra dos nossos
pracinhas e publicou vários ensaios de assuntos doutrinários. Como
Oficial-General foi Diretor de Ensino da Escola de Comando e Estado-Maior
do Exército, comandou a 10ª, a 8ª Região Militar e o IV Exército, onde se
dedicou ao profundo conhecimento das realidades do semiárido e da amazônia.

O tumultuado ano de 1964 o encontrou como Chefe do Estado-Maior do
Exército, de onde, face aos desmandos, desordens e atos subversivos
promovidos pelo próprio governo, exercitou o controle e a orientação do
conjunto de nossas tropas expedindo sábias diretrizes que mantiveram a
coesão de um tropa acossada pela sanha dos marxistas, que já se julgavam
detentores do poder. Um de seus mais eloquentes pr incípios doutrinários,
totalmente válido até o momento atual, é enfático: “AS FORÇAS ARMADAS NÃO
SERVEM AOS GOVERNOS, AS FORÇAS ARMDAS SERVEM AO ESTADO”.
Como o líder que despontava, foi o ícone e o amálgama que congregou as
Forças Armadas para, atendendo às exigência da sociedade, igreja,
imprensa, classes produtoras, intelectuais e de todo o povo, sem qualquer
ato de violência, fazer debandar o ilusório esquema que pervertia a vida
nacional.
Como consequência da sua inconteste liderança, das suas qualidades e
do seu preparo, foi eleito pelo Congresso Nacional o 26º Presidente do
Brasil, cargo que assumiu em 15 de abril de 1964.
Recebeu um País destroçado, inflação beirando os cem por cento,
sistema produtivo emperrado pelas lutas de classes, funcionamento da
administração entravada e tantas outras mazelas.
Com um governo montado em bases de competência e seriedade e sob a
sua firme liderança foi possível em pouco tempo mudar a face da Nação,
debelando a inflação galopante, implementando profundas reformas,
regularizando o sistema econômico, o sistema político, o sistema produtivo
e o funcionamento das atividades administrativas, medidas que
serviram de bases para impulsionar o futuro de progresso que o Brasil
experimentou nos períodos seguintes.
Apenas como exemplos da profícua atuação de seu governo, podemos citar,
entre tantos outros importantes feitos:
- a criação do Banco Central do Brasil, do Banco Nacional da Habitação,
da Polícia Federal, da Casa da Moeda, da Zona Franca de Manaus. A
modernização das bases legais, instituindo o Código Tributário, o Código de
Mineração, o Estatuto da Terra, o Código Eleitoral a criação do
bipartidarismo, a reforma das Forças Armadas etc.
Como justa homenagem ao insígne Chefe vale ressaltar o seu caráter
impoluto e toda uma vida de correção dedicada ao serviço da Pátria e do
Exército. Militar austero e exigente mas profundamente humano. Graças à
sua profunda convicção democrática e à sua firme liderança a nossa
Revolução não descambou para extremos atos de violência como em outros
países. A sua grande aspiração era, ao final de seu governo, deixar um país
totalmente regularizado em sua vida democrática. Lamentavelmente a sanha
dos subversivos, iniciando os atos de terrorismo, impediu que isto
acontecesse, entretanto, entregou ao seu sucessor o Brasil com uma nova
Constituição, os Poderes Constituídos em pleno funcionamento e todos os
Atos Institucionais revogados.
Um triste acidente o fez sucumbir sob os céus do seu Estado, onde seu
corpo, junto à de sua amada d. Argentina, permanece velado no monumento
erguido em sua homenagem. Rogamos ao Bom Deus, que nos privou muito cedo de
sua ainda necessária atuação, pelo menos a Benção para que o seu espírito
possa influenciar os nossos dirigentes, a fim de livrar-nos desse atoleiro
moral e ético a que estamos submetidos.
Fortaleza, 30 de março de 2012
GEN-EX REF DOMINGOS MIGUEL ANTONIO GAZZINEO

DIA DA DEMOCRACIA.
Repassem amigos!
VEJAM O QUE FALAM AGORA ALGUNS QUE ERAM COMUNISTAS. Gabeira, Heitor de
Paola, Daniel Aarão Reis, Mirian Macedo, Jacob Gorender
31 DE MARÇO DE 1964 E O DIA da DEMOCRACIA BRASILEIRA. O povo brasileiro
levantou-se e junto com as Forças Armadas derrotaram os comunistas que
queriam implantar uma DITADURA DO PROLETARIADO NO PAÍS.
Não somos nós que afirmamos e confirmamos a VERDADE ACIMA. São
ex-comunistas que dizem a VERDADE. LEIAM:
- GABEIRA: Nós queríamos implantar o comunismo no Brasil - a DITADURA do
proletariado Por isso, teriamos de se rever tantas indenizações . . .
Muitas dela s ilegais e delituosas!!! A do Pres.Lula, é uma delas, pois, ele
NUNCA FOI PERSEGUIDO POLÍTICO E NUNCA FOI EXILADO POLÍTICO!!!! Ficou
apenas, 29 dias nas dependências do DOI/CODI-SP, nunca foi torturado e teve
até regalias...Era constantemente acompanhado pelo falecido Romeu Tuma -
Dops!
- HEITOR DE PAOLA Pois eu vivi intensamente aqueles
anos, em 64 eu já estava no segundo ano da Faculdade, era Vice-Presidente
do Centro Acadêmico e, obviamente, como qualquer babaca daquela época, de
esquerda, da AP (a mesma do Serra). Estive foragido alguns dias e dois
meses preso. Perdi um ano de estudos. E me desencantei. Com as esquerdas,
não com os militares. Em 68, inicio do ano, foi oficialmente lançada a
"luta armada". Eu participei das reuniões com gente vinda de Cuba, não é
mentira não, eles estavam aqui fornecendo dinheiro e armas tchecas para
tornar o Brasil uma outra Cuba a serviço de Moscou, como a original. Não
era nada de democratas em luta contra uma ditadura como hoje dizem: eram
comunistas querendo instalar uma verdadeira ditadura totalitária! Quer
saber mais vá até:http://www.heitordepaola.com.br/.
- DANIEL AARÃO REIS (ATIVO MILITANTE DO MR-8): DECLAROU EM
ENTREVISTA AO JORNAL O GLOBO DE 23/09/2001 QUE: "AO LONGO DO PROCESSO DE
RADICALIZAÇÃO INICIADO EM 1961, O PROJETO DAS ORGANIZAÇÕES DE ESQUERDA QUE
DEFENDIAM A LUTA ARMADA ERA REVOLUCIONÁRIO, OFENSIVO E DITATORIAL.
PRETENDIA-SE IMPLANTAR UMA DITADURA REVOLUCIONÁRIA."
1964 COMBATEU A DESORDEM QUE QUERIAM IMPLARTAR NO BRASIL COMO AFIRMA MUITO
BEM O PROFESSOR DANIEL AARÃO REIS. POR ISSO DEVEMOS AOS MILITARES.
- MIRIAN MACEDO - Já relatei o que eu fazia como militante*. Quase nada.
A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim, competente,
profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE QUASE 40 ANOS!* (O
primeiro texto fala em 30 anos. Eu fui fazer as contas, são quase 40 anos,
desde que comecei a mentir sobre os 'maus tratos'. Façam as contas, fui
presa em 20 de junho de 73. Em 2013, terão se passado 40 anos.)
REPETI E ESCREVI A MENTIRA de que eu tinha tomado choques elétricos
(por pudor, limitei-me a dizer que foram poucos, é verdade), que me deram
socos e empurrões, interrogaram-me com luzes fortes, que me ameaçaram de
estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC e
que eu passava noites ouvindo "gritos assombrosos" de outros presos sendo
torturados (aconteceu uma única vez, por pouquíssimos segundos: ouvi gritos
e alguém me disse que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram -
achei, depois, que fosse gravação - e minha irmã, que também tinha sido
presa, não teve um único fio de cabelo tocado). Quem quiser saber ma is
alguma coisa vá até http://www.mirianmacedo.com.br/.
- JACOB GORENDER: A esquerda brasileira de inspiração marxista pegou duas
vezes em armas. Em 1935 e em 1968-1974.. ....
A HISTÓRIA DOS JUSTIÇAMENTOS revolucionária no Brasil teve início nos anos
trinta (caso Elza Fernandes) e nos 70. Em 35 assassinaram a amante de um
colega preso e na luta de 1970 mataram os seguintes correligionários
acusados e julgados por eles mesmo: Ary Rocha Miranda – Antônio Lourenço –
Márcio Toledo Leite – Amaro Luiz de Carvalho – Carlos Alberto Cardoso –
Jacques Moreira Alvarenga – Salatiel Teixeira Rolim – João Pereira – Osmar
– Pedro Ferreira da Silva – Rosalindo de Souza e o assassinado bárbaro do
marinheiro inglês David A. Cuthberg

A COMISSÃO DA VERDADE VAI APURAR ESTES CRIMES? COLOCAR NA CADEIA OS
CRIMINOSOS?
REPASSEM!
VIVA A DEMOCR ACIA!
VIVA 31 DE MARÇO!

sexta-feira, 30 de março de 2012

MILITARES e a MEMÓRIA NACIONAL.

AMIGOS NÃO DEIXEM DE LER. VALE A PENA!!!!!



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Militares e a Memória Nacional

Olavo de Carvalho - Filósofo e Cientista Político

Como todos os meninos da escola na minha época, eu não podia cantar o Hino Nacional ou prestar um juramento à bandeira sem sentir que estava participando de uma pantomima. A gente ria às escondidas, fazia piadas, compunha paródias escabrosas.

Os símbolos do patriotismo, para nós, eram o supra-sumo da babaquice, só igualado, de longe, pelos ritos da Igreja Católica, também abundantemente ridicularizados e parodiados entre a molecada, não raro com a cumplicidade dos pais. Os professores nos repreendiam em público, mas, em segredo, participavam da gozação geral.

Cresci, entrei no jornalismo e no Partido Comunista, freqüentei rodas de intelectuais.

Fui parar longe da atmosfera da minha infância, mas, nesse ponto, o ambiente não mudou em nada: o desprezo, a chacota dos símbolos nacionais eram idênticos entre a gente letrada e a turminha do bairro.

Na verdade, eram até piores, porque vinham reforçados pelo prestígio de atitudes cultas e esclarecidas. Graciliano Ramos, o grande Graciliano Ramos, glória do Partidão, não escrevera que o Hino era "uma estupidez"?

Mais tarde, quando conheci os EUA, levei um choque. Tudo aquilo que para nós era uma palhaçada hipócrita os americanos levavam infinitamente a sério.

Eles eram sinceramente patriotas, tinham um autêntico sentimento de pertinência, de uma raiz histórica que se prolongava nos frutos do presente, e viam os símbolos nacionais não como um convencionalismo oficial, mas como uma expressão materializada desse sentimento.

E não imaginem que isso tivesse algo a ver com riqueza e bem-estar social. Mesmo pobres e discriminados se sentiam profundamente americanos, orgulhosamente americanos, e, em vez de ter raiva da pátria porque ela os tratava mal, consideravam que os seus problemas eram causados apenas por maus políticos que traíam os ideais americanos.

Correspondi-me durante anos com uma moça negra de Birmingham, Alabama. Ali não era bem o lugar para uma moça negra se sentir muito à vontade, não é mesmo?

Mas se vocês vissem com que afeição, com que entusiasmo ela falava do seu país! E não só do seu país: também da sua igreja, da sua Bíblia, do seu Jesus. Em nenhum momento a lembrança do racismo parecia macular em nada a imagem que ela tinha da sua pátria.

A América não tinha culpa de nada. A América era grande, bela, generosa. A maldade de uns quantos não podia afetar isso em nada. Ouvi-la falar de matava de vergonha.

Se alguém no Brasil dissesse essas coisas, seria exposto imediatamente ao ridículo, expelido do ambiente como um idiota-mor ou condenado como reacionário um integralista, um fascista.

Só dois grupos, neste país, falavam do Brasil no tom afetuoso e confiante com que os americanos falavam da América.

O primeiro era os imigrantes: russos, húngaros, poloneses, judeus, alemães, romenos. Tinham escapado ao terror e à miséria de uma das grandes tiranias do século (alguns, das duas), e proclamavam, sem sombra de fingimento: "Este é um país abençoado!" Ouvindo-nos falar mal da nossa terra, protestavam: "Vocês são doidos.

Não sabem o que têm nas mãos".Eles tinham visto coisas que nós não imaginávamos, mediam a vida humana numa outra escala, para nós aparentemente inacessível. Falávamos de miséria, eles respondiam: "Vocês não sabem o que é miséria".Falávamos de ditadura, eles riam: "Vocês não sabem o que é ditadura".

No começo isso me ofendia. "Eles acham que sabem tudo", dizia com meus botões. Foi preciso que eu estudasse muito, vivesse muito, viajasse muito, para entender que tinha razão, mais razão do que então eu poderia imaginar.

A partir do momento em que entendi isso, tornei-me tão esquisito, para meus conterrâneos como um estoniano ou húngaro, com sua fala embrulhada e seu inexplicável entusiasmo pelo Brasil, eram então esquisitos para mim.

Digo, por exemplo, que um país onde um mendigo pode comer diariamente um franco assado por dois dólares é um país abençoado, e as pessoas querem me bater.

Não imaginam o que possa ter sido sonhar com um frango na Rússia, na Alemanha, na Polônia, e alimentar-se de frangos oníricos.

Elas acreditam que em Cuba os frangos dão em árvores e são propriedade pública. Aqueles velhos imigrantes tinham razão: o brasileiro está fora do mundo, tem uma medida errada da realidade.

O outro grupo onde encontrei um patriotismo autêntico foi aquele que, sem conhece-lo, sem saber nada sobre ele exceto o que ouvia de seus inimigos, mais temi e abominei durante duas décadas: os militares.

Caí no meio deles por mero acaso, por ocasião de um serviço editorial que prestava para a Odebrecht que me pôs temporariamente de editor de texto de um volumoso tratado O Exército na História do Brasil.

A primeira coisa que me impressionou entre os militares foi sua preocupação sincera, quase obsessiva, com os destinos do Brasil.

Eles discutiam os problemas brasileiros como quem tivesse em mãos a responsabilidade pessoal de resolvê-los. Quem os ouvisse sem saber que eram militares teriam a impressão de estar diante de candidatos em plena campanha eleitoral, lutando por seus programas de governo e esperando subir nas pesquisas junto com a aprovação pública de suas propostas.

Quando me ocorreu que nenhum daqueles homens tinha outra expectativa ou possibilidade de ascensão social senão as promoções que automaticamente lhes viriam no quadro de carreira, no cume das quais nada mais os esperava senão a metade de um salário de jornalista médio percebi que seu interesse pelas questões nacionais era totalmente independente da busca de qualquer vantagem pessoal.

Eles simplesmente eram patriotas, tinham o amor ao território, ao passado histórico, à identidade cultural, ao patrimônio do país, e consideravam que era do seu dever lutar por essas coisas, mesmo seguros de que nada ganhariam com isso senão antipatias e gozações.

Do mesmo modo, viam os símbolos nacionais - o hino, a bandeira, as armas da República - como condensações materiais dos valores que defendiam e do sentido de vida que tinham escolhido. Eles eram, enfim, "americanos" na sua maneira de amar a pátria sem inibições.

Procurando explicar as razões desse fenômeno, o próprio texto no qual vinha trabalhando me forneceu uma pista.

O Brasil nascera como entendida histórica na Batalha dos Guararapes, expandira-se e consolidara sua unidade territorial ao sabor de campanhas militares e alcançara pela primeira vez, um sentimento de unidade autoconsciente por ocasião da Guerra do Paraguai, uma onda de entusiasmo patriótico hoje dificilmente imaginável.

Ora, que é o amor à pátria, quando autêntico e não convencional, senão a recordação de uma epopéia vivida em comum?

Na sociedade civil, a memória dos feitos históricos perdera-se, dissolvida sob o impacto de revoluções e golpes de Estado, das modernizações desaculturantes, das modas avassaladoras, da imigração, das revoluções psicológicas introduzidas pela mídia.

Só os militares, por força da continuidade imutável das suas instituições e do seu modo de existência, haviam conservado a memória viva da construção nacional.

O que para os outros eram datas e nomes em livros didáticos de uma chatice sem par, para eles era a sua própria história, a herança de lutas, sofrimentos e vitórias compartilhadas, o terreno de onde brotava o sentido de suas vidas.

O sentimento de "Brasil", que para os outros era uma excitação epidérmica somente renovada por ocasião do carnaval ou de jogos de futebol (e já houve até quem pretendesse construir sobre essa base lúdica um grotesco simulacro de identidade nacional), era para eles o alimento diário, a consciência permanentemente renovada dos elos entre passado, presente e futuro.

Só os militares eram patriotas porque só os militares tinham consciência da história da pátria como sua história pessoal.

Daí também outra diferença. A sociedade civil, desconjuntada e atomizada, é anormalmente vulnerável a mutações psicológicas que induzidas do Exterior ou forçadas por grupos de ambiciosos intelectuais ativistas apagam do dia para a noite a memória dos acontecimentos históricos e falseiam por completo a sua imagem do passado.

De uma geração para outra, os registros desaparecem, o rosto dos personagens é alterado, o sentido todo do conjunto se perde para ser substituído, do dia para a noite, pela fantasia inventada que se adapte melhor aos novos padrões de verossimilhança impostos pela repetição de slogans e frases-feitas.

Toda a diferença entre o que se lê hoje na mídia sobre o regime militar e os fatos revelados no site de Ternuma vem disso. Até o começo da década de 80, nenhum brasileiro, por mais esquerdista que fosse, ignorava que havia uma revolução comunista em curso, que essa revolução sempre tivera respaldo estratégico e financeiro de Cuba e da URSS, que ele havia atravessado maus bocados em 1964 e tentara se rearticular mediante as guerrilhas, sendo novamente derrotada.

Mesmo o mais hipócrita dos comunistas, discursando em favor da "democracia", sabia perfeitamente a nuance discretamente subentendida nessa palavra, isto é, sabia que não lutava por democracia nenhuma, mas pelo comunismo cubano e soviético, segundo as diretrizes da Conferência Tricontinental de Havana.

Passada uma geração tudo isso se apagou. A juventude, hoje, acredita piamente que não havia revolução comunista nenhuma, que o governo João Goulart era apenas um governo normal eleito constitucionalmente, que os terroristas da década de 70 eram patriotas brasileiros lutando pela liberdade e pela democracia.

No Brasil, a multidão não tem memória própria. Sua vida é muito descontínua, cortada por súbitas mutações modernizadoras, não compensadas por nenhum daqueles fatores de continuidade que preservava a identidade histórica do meio militar.

Não há cultura doméstica, tradições nacionais, símbolos de continuidade familiar. A memória coletiva está inteiramente a mercê de duas forças estranhas: a mídia e o sistema nacional de ensino.

Quem dominar esses dois canais mudará o passado, falseará o presente e colocará o povo no rumo de um futuro fictício.

Por isso o site de Ternuma é algo mais que a reconstituição de detalhes omitidos pela mídia.

É uma contribuição preciosa à reconquista da verdadeira perspectiva histórica de conjunto, roubada da memória brasileira por manipuladores maquiavélicos, oportunistas levianos e tagarelas sem consciência.

Perguntam-me se essa contribuição vem dos militares? Bem, de quem mais poderia vir?




"...É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos. É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa. É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público. É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar..."

Barack Obama

MILITARES (EX?) ACUADOS!!!!!!!!!!!!!!

MILITARES (EX?) ACUADOS




Sim, um dia foi um peteleco na orelha, no outro um beliscão no braço, mais adiante um chute no traseiro, em seguida uma cusparada na cara, finalmente...




Ao que tudo indica nunca chegaremos ao finalmente, pois sempre haverá espaço para mais um achincalhe, uma desdita, uma agressão, uma ofensa, uma degradação.




Vivemos em estado de sadomasoquismo em marcha, eles são os sádicos e nós os masoquistas.




Mas, “quem cala consente”, diz o ditado.




De um lado uma marginália velha conhecida; no oposto (?), camuflados cidadãos. Tão camuflados que se confundem com a paisagem, tão bem escondidos, que não se escuta nem a sua respiração. Estarão escondidos? Com medo?




Sim, é um escárnio por dia, e a cada, mais certeiro e mais desmoralizante.




O alvo é fraco e inerme, afirmam os estribados subversivos. “Vai que o leão é manso” brada o marginal.




É, de fato, nem leão é. É um gatinho de madame, daqueles que tem mêdo até de camundongo.




Bastou um leve clamor rebarbativo através de um modesto manifesto para em massa destrutiva, se aliarem as esquerdas brasileiras para demolir o que restava de um outrora impávido colosso.




No natalício do tremendo PC do B, todos os diletos filhos do marxismo - leninismo, do maoísmo, do fidelismo, e congêneres, foram irmanados pela sedenta insânia e, em bloco, com jovens, com cretinos juristas, com correligionários, sem eira nem beira, desencadearam, sob os complacentes olhos das autoridades coniventes, e quiçá incentivadoras, uma onda de ataques e pichações.




O Clube Militar do Exército, no RJ, no dia 29 de março, que o diga.




Agigantam - se os comunas em todos os rincões nacionais.




A ação em frente ao Clube Militar nos dá uma pálida ideia do que nos aguarda deitados em berço esplêndido, esperando que o bem vença o mal, e que a verdade surja das trevas em socorro.




“O que vem de baixo não me atinge” declarou o incauto na UTI, entre a vida e a morte (depois morreu), com tubos por todo o corpo, após ser chutado, esbofeteado, massacrado e trucidado por um bando de marginais; que fizeram gato e sapato de sua dignidade, que lhe cuspiram no rosto, e o agrediram física e verbalmente. Tudo, simplesmente por declarar - se um convicto “democrata”.




É visível que se impõe uma postura firme. Inútil escudar-se por detrás de um altruísmo degradante, à espera que do céu desça uma força divina para resgatar a verdade, punir os culpados e abençoar os inocentes. Nem nas novelas cristãs é assim.




É, meus preclaros, na impossibilidade de punir os militares da reserva, de proibí - los de comemorar datas como o 31 de março, o comunismo nacional em marcha aciona os seus asseclas para demonstrar a sua força, e que é capaz, pela agressão, pelo tumulto e pela pressão, de calar a todos os que se opõem aos seus desígnios.




E nós, disciplinados, ainda desfilaremos em continência a uma bandeira vermelha, onde estarão desenhados a foice e o martelo.




Quem viver, e ficar esperando pelo socorro divino, verá.




Brasília, DF, 29 de março de 2012




Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira