BRAÇO FORTE MÃO AMIGA

sábado, 24 de dezembro de 2011

OS INFANTES TRÊS PODERES - Gen.Bda.Rfm.Valmir Fonseca Azevedo Peraira

Montesquieu elaborou uma teoria política em sua obra mais famosa, o “O Espírito das Leis (L'Esprit des Lois, 1748), que se tornou a fonte das doutrinas constitucionais liberais.

Num frágil tripé, o filósofo estabeleceu o sonhado equilíbrio baseado na separação dos três Poderes.

Executivo, responsável pela administração do território; o Legislativo, pela elaboração das leis e representado pelas Câmaras de parlamentares; o Judiciário pela fiscalização do cumprimento das leis e exercido por juízes e magistrados.

Para muitos a fragilidade do periclitante tripé apontava a necessidade de um quarto suporte, seria o Poder Moderador. Como não interessava aos outros três, ficaram apenas eles.

Partiu - se da premissa, que por sua independência, se por ilicitudes dois se juntassem, o terceiro evitaria os abusos e, se um extrapolasse, os outros cortariam as suas asinhas.

Nesta titubeante estabilidade, o Ocidente vai indo, e às vezes tropeça, mas se apruma, e segue em frente, inclusive em nossas plagas, até o PT descobrir o Brasil.

Obviamente, a possibilidade de manipulação e os interesses imediatos que cercam o Executivo e o Legislativo, tornam aqueles poderes mais suscetíveis às injunções e aos interesses nem sempre honestos.

Aqui, preexiste, atualmente, um acordo tácito apoiado na ideologia lulo - petista, com o Executivo pairando sobre os demais, aliciando por maiorias ou por nomeações os outros dois, e prosseguindo impoluto rumo à tiranização do poder, com os seus coirmãos fazendo vista grossa e, por vezes, atuando decisivamente para a sua concretização.

Em troca, nenhum mexe com o outro. O acordo tem dado certo.

Quanto ao Judiciário, pela alta missão dos seus juízes e magistrados, que prescindem de profundos conhecimentos para o exercício de suas funções, tanto intelectuais como morais, e até filosóficos, deveriam ser imparciais, pois estribam - se na aplicação da justiça.

Porem, impossível evitar a contaminação. No reino da patifaria, do levar vantagem, do abocanhar o que é meu, do eu também quero, a proliferação da canalhice é um fato berrante.

Portanto, neste pernicioso contexto, nada a estranhar quando surgem inquestionáveis indícios sobre a corrupção e a parcialidade de diversos agentes do Poder Judiciário.

Durante algum tempo, o Judiciário limitou - se a cumprir ordens, a atender aos mais esdrúxulos pedidos, em especial do Executivo, mas, lentamente, com desenxabidas justificativas foi se desviando do que deveria ser uma conduta ilibada, e de uma imparcialidade que sublinharia a sua obediência aos ditames das leis.

As recentes e estapafúrdias decisões das mais altas cortes de justiça nacionais foram de tal monta que causaram espanto aos letrados no espírito das leis, e nos leigos e iletrados, apoiados no simplório bom senso.

Pelo mau cheiro espalhado pelo País, era evidente que havia algo de podre no reino da justiça.

Eis que, os nobres magistrados, cansados de serem patifes pelos outros e sabedores que eram a própria espada da lei, decidiram por fundamentadas razões, arrancar o seu quinhão, pois o Brasil é de todos e, quem pode, pode, quem não pode se sacode.

Daí, não foi preciso muita chafurdação da imprensa investigativa para aflorar um verdadeiro dilúvio de desmandos, vergonhosos cambalachos e corrupções envolvendo juízes e magistrados.

Parece que o modo petista de ser espalhou - se como um vírus e conspurcou os demais poderes, e o Judiciário como o Legislativo tornou - se mais um paciente terminal. Ou seja, terminou por perder a sua imunização contra o vírus da imoralidade.

Neste ritmo de Sodoma e Gomorra, é fechar o País e jogar a chave fora, ou esperar sentado a ira do Divino.

Brasília, DF, 24 de dezembro de 2011

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo
Dilma Rousseff bate recorde de aprovação popular, batendo até o antecessor tido como imbatível. Consolida, assim, o crescimento da hegemonia governo/petista que se expandiu do Congresso para a sociedade e aumenta gradativamente desde a eleição de Luiz Inácio da Silva em 2002.

A última pesquisa Ibope mostra Dilma com índices de popularidade inéditos na comparação com os primeiros anos dos dois mandatos de Lula e de Fernando Henrique e carrega consigo duas notícias.
A boa é que a maioria se sente bem e isso é ótimo. A má é que com números tão robustos o governo se sente no direito de tocar o barco em frente sem prestar atenção ao que de positivo o contraditório contém como material de trabalho para avançar por terrenos onde hoje viceja o atraso.
Popularidade é bom e todo mundo gosta. Rende votos, vitórias eleitorais, aumenta a perspectiva de poder, infla egos, mas cria cacoete de comportamento, alimenta vocações autoritárias e, por isso, o ideal é que seja usada em prol do coletivo e não do projeto de um só partido.
Evidentemente, não se propõe que o governo divida suas glórias com a oposição, muito menos que não faça uso eleitoral da vantagem que detém. O jogo democrático, óbvio, tem na disputa política sua preliminar.
Mas, não precisa necessariamente limitar-se a esse objetivo.

Até porque popularidade não é atributo que tenha por si garantia de permanência. Como vem, vai.
Se há espírito público, o ideal é que no momento do auge essa força seja usada como instrumento de transformação. Uma arma de aperfeiçoamento, cujo manejo leve em conta uma velha lição: quanto mais poderoso é o poder mais o governante deve compartilhá-lo com seus governados.
Do contrário, o mandatário altamente popular tende a ouvir só o que lhe interessa e a dizer só o que lhe convém, sem se considerar na obrigação de conferir substância e coerência às suas palavras.
Foi o que aconteceu na entrevista que a presidente deu na sexta-feira. Para começo de conversa, previu um crescimento de 5% no PIB para 2012. Qual o raciocínio utilizado para chegar à conclusão? Nenhum.
"Meu cenário é otimista", afirmou Dilma, reduzindo sua tese a mera conjectura. Algo autoritário, porque parte do pressuposto de que uma frase presidencial tenha o condão de conduzir uma realidade.
A presidente tampouco foi fiel aos fatos ao comentar o caso do ministro Fernando Pimentel que, segundo ela, "não tem nada a ver com o governo". Teria a ver com o quê, então?

Posta diante da comparação com o episódio envolvendo Antonio Palocci, fantasiou: "Ele quis sair".
Não quis, resistiu por 23 dias, saiu quando já era impossível ficar e foi incorporado à dita "faxina" como indicativo da intolerância da presidente em relação a "malfeitos".
Mas, se for verdade que Palocci só saiu porque quis, chega-se à conclusão de que por vontade de Dilma teria ficado. Onde coerência da intolerante?
Com a mesma superficialidade própria dos que estão com a vida ganha e, portanto, não se acham devedores de conferir maturidade ao diálogo com o País, a presidente falou sobre a reforma ministerial.
Rechaçou a hipótese de reduzir o número de ministérios - "não me venham com essa conversa, não é isso que faz a diferença no governo" -, choveu no molhado - "não tenho compromisso com qualquer prática inadequada" - e não disse o que pensa mesmo sobre o modus operandi da coalizão.
Avisou apenas que todos terão "uma surpresa". Um sinal de qual seria o rumo? Não deu. Um vislumbre de que haveria mudança de critérios para nomeação de ministros?

De novo a afirmação carente de substância: "Quero que cada vez mais os critérios de governança sejam os critérios internos do governo, que nenhum partido interfira em questões internas".
E quais são os "critérios de governança"? Por enquanto, o único visível disse respeito ao direito de todos os partidos cujos ministros caíram em meio a escândalos de corrupção, tiveram de indicar os substitutos.
Pode ser que a presidente altere essa lógica e resida aí a "surpresa" anunciada. Se for isso, terá finalmente dado à sua imensa popularidade uma boa utilidade pública.

PRESIDENTE do STF CONTESTA VERSÃO DE ACORDO POLÍTICO COM PMDB

Do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro César Peluzo, recebi a carta abaixo contestando o artigo ” Voto de minerva polêmico” publicado da coluna “Direto de Brasília”,  ontem, domingo, no jornal O Estado de S.Paulo. O ministro critica o artigo, que considerou ofensivo à sua biografia e, por extensão, ao STF.
Divulgo a íntegra da carta,  publicada hoje pelo jornal, cujo editorial sobre o tema também mereceu críticas do magistrado. Na seqüência, a resposta igualmente publicada pelo jornal.
A Carta
Senhor jornalista:
A respeito do seu artigo “Voto de minerva polêmico”, tomo a liberdade de prestar-lhe alguns esclarecimentos a respeito da decisão sobre a posse do sr. Jader Barbalho, não apenas para tentar concorrer para que seus juízos a respeito do caráter das pessoas possam, até para tranquilidade de sua consciência, basear-se em todas as circunstâncias relevantes de fatos comentados, mas sobretudo para restabelecer a verdade destes e desfazer conjecturas gratuitas que me escuso de qualificar.
Receio que sua “especulação” não tenha fundamento em nenhuma das supostas “brechas” entrevistas no seu artigo, onde encontro velada, mas nítida crítica de ter sido contraditório e pouco ético nos meus comportamentos como magistrado do STF.
Se V. Sª tivesse assistido à primeira sessão de julgamento sobre a chamada “Ficha Limpa”, quando me recusei a desempatar o julgamento, ou, se tendo a ela assistido, se houvesse lembrado do debate sonoro e claro a respeito (coisa que ainda pode fazer em consulta a link do STF no You Tube), ou se se tivesse mais bem inteirado a respeito, teria visto e ouvido que, naquela oportunidade, me recusei a fazê-lo, simplesmente porque, apaixonada pela discussão, a maioria dos ministros presentes não concordou com a aplicação da regra regimental! Se a maioria decide – e este é o verbo juridicamente correto – que não pode ser aplicada certa norma, eu só poderia aplicá-la por ato de força, em verdadeiro despotismo e mediante pronúncia contestável de todos os pontos de vista, senão também ineficaz do ângulo jurídico. O respeito aos colegas e à própria instituição, o qual também me move a estes esclarecimentos,  não me pedia outr a coisa. É só ver e ouvir a gravação da sessão.
No caso de Jader Barbalho, porém – e aqui também conviria ver e ouvir a gravação da sessão -, todos os ministros presentes, todos, inclusive os que tinham antes votado em sentido contrário, decidiram aplicar a regra regimental, permitindo fosse ultimado o julgamento segundo o teor do voto de qualidade do presidente, e concordaram, alto e bom som, com a proposta de deferir o requerimento formal do interessado. Tratou-se de evidentíssima decisão do Plenário, que, como o sabe toda a gente, é ato colegiado, não decisão minha ou de qualquer dos ministros individualmente considerado. Dizer ou insinuar, portanto, que eu como presidente teria decidido a causa, porque “julgou natural usar da prerrogativa” (sic), é, quando menos, grave erro factual ou propositada distorção dos fatos, tanto menos escusável quando o jornal “Folha de São Paulo” já havia publicado, ontem, no “Paine l dos Leitor”, cabal explicação a respeito (p. A3).
E o Plenário decidiu, não porque eu, como presidente, tivesse o dom de mudar, drástica e rapidamente, o convencimento dos meus pares, induzindo-os com base em fantasioso acordo com partido político em troca de aumento que não foi aprovado e nada indica que o será, , mas – e a verdade é, deveras, quase sempre, muito mais simples do que a julgam ou inventam as pessoas – apenas porque todos os ministros já estavam convencidos da legitimidade e da justiça da decisão adotada, como, aliás, vários e probos jornalistas o reconheceram. Simples e verdadeiro, não é? V. Sª não conseguirá provar, em juízo ou fora dele, tenha existido tal acordo, pela curtíssima razão de que nunca existiu! Jogar tal “especulação” à responsabilidade inodora da “convicção do governo” (sic) é modo pouco sutil de disfarçar convicção própria.
Para seu governo íntimo, em 44 anos de magistratura impoluta, jamais firmei “acordo” para julgar (afirmação ou suposição contrária é mais do que leviandade, é aleivosia de prevaricação), nem cedi a pressão de quem quer que seja, pela boa razão de que jamais alguém ousou fazer-me, de modo direto ou indireto, pressão em julgamento, nem sequer o presidente da República que me nomeou, como ficou claríssimo no julgamento do famoso caso “Batisti”. Por que iriam fazê-lo parlamentares, e num caso em que já nem era preciso tentar convencer os ministros?
E, por fim, noticio-lhe, não obstante jornais já o hajam noticiado, que, poucas semanas antes, havia recebido, como é de meu dever institucional, parlamentares do PSDB, em caso idêntico, de interesse do sr. João Capiberibe! Por que não cogitou V. Sª ter havido aí outro pretenso “acordo”? Todos os presidentes e ministros recebem advogados e parlamentares a respeito de causas pendentes, em prática tradicional e equânime, que, embora não me agrade, como já assentei em entrevista à revista “Veja”, não consigo mudar. Mas daí a supor que cedam a pressões ou cometam crime de prevaricação, vai uma distância que só dolo e má-fé conseguem transpor.
Na expectativa, pois, de que, como jornalista atento ao dever de ser fiel à verdade, desfaça a tempo os equívocos propalados, subscrevo-me
Atenciosamente,
Min. CEZAR PELUSO
A Resposta
O artigo não ofende o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro César Peluzo. Limita-se  a analisar versão corrente nos meios políticos, inclusive no governo, envolvendo a questão do aumento salarial do Poder Judiciário.
O foco da abordagem está no chamado voto de Minerva – aquele que desempata um julgamento e que, portanto, não pode ser condicionado a um consenso do plenário. Se na votação do mérito da Lei da Ficha Limpa o ministro César Peluso declinou da prerrogativa intransferível, coerente seria repetir a decisão pessoal de não usá-la, em caso correlato.
A frase do senador Jáder Barbalho, após a vitória no tribunal, não deixa dúvida quanto à visão do episódio, pelo menos no âmbito do PMDB: “Quando vi que o jogo não era jurídico, mas político, acionei o partido” – disse o senador, durante jantar em que comemorou com o partido a decisão do STF.
O que se pode extrair do texto é a crítica à decisão do STF, jamais o endosso à interpretação, apenas noticiada. 

                                                        João Bosco Rabello      O Estado de São Paulo

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

João Bosco Rabello O ESTADO DE SÃO PAULO

Do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro César Peluzo, recebi a carta abaixo contestando o artigo ” Voto de minerva polêmico” publicado da coluna “Direto de Brasília”,  ontem, domingo, no jornal O Estado de S.Paulo. O ministro critica o artigo, que considerou ofensivo à sua biografia e, por extensão, ao STF.
Divulgo a íntegra da carta,  publicada hoje pelo jornal, cujo editorial sobre o tema também mereceu críticas do magistrado. Na seqüência, a resposta igualmente publicada pelo jornal.
A Carta
Senhor jornalista:
A respeito do seu artigo “Voto de minerva polêmico”, tomo a liberdade de prestar-lhe alguns esclarecimentos a respeito da decisão sobre a posse do sr. Jader Barbalho, não apenas para tentar concorrer para que seus juízos a respeito do caráter das pessoas possam, até para tranquilidade de sua consciência, basear-se em todas as circunstâncias relevantes de fatos comentados, mas sobretudo para restabelecer a verdade destes e desfazer conjecturas gratuitas que me escuso de qualificar.
Receio que sua “especulação” não tenha fundamento em nenhuma das supostas “brechas” entrevistas no seu artigo, onde encontro velada, mas nítida crítica de ter sido contraditório e pouco ético nos meus comportamentos como magistrado do STF.
Se V. Sª tivesse assistido à primeira sessão de julgamento sobre a chamada “Ficha Limpa”, quando me recusei a desempatar o julgamento, ou, se tendo a ela assistido, se houvesse lembrado do debate sonoro e claro a respeito (coisa que ainda pode fazer em consulta a link do STF no You Tube), ou se se tivesse mais bem inteirado a respeito, teria visto e ouvido que, naquela oportunidade, me recusei a fazê-lo, simplesmente porque, apaixonada pela discussão, a maioria dos ministros presentes não concordou com a aplicação da regra regimental! Se a maioria decide – e este é o verbo juridicamente correto – que não pode ser aplicada certa norma, eu só poderia aplicá-la por ato de força, em verdadeiro despotismo e mediante pronúncia contestável de todos os pontos de vista, senão também ineficaz do ângulo jurídico. O respeito aos colegas e à própria instituição, o qual também me move a estes esclarecimentos,  não me pedia outra coisa. É só ver e ouvir a gravação da sessão.
No caso de Jader Barbalho, porém – e aqui também conviria ver e ouvir a gravação da sessão -, todos os ministros presentes, todos, inclusive os que tinham antes votado em sentido contrário, decidiram aplicar a regra regimental, permitindo fosse ultimado o julgamento segundo o teor do voto de qualidade do presidente, e concordaram, alto e bom som, com a proposta de deferir o requerimento formal do interessado. Tratou-se de evidentíssima decisão do Plenário, que, como o sabe toda a gente, é ato colegiado, não decisão minha ou de qualquer dos ministros individualmente considerado. Dizer ou insinuar, portanto, que eu como presidente teria decidido a causa, porque “julgou natural usar da prerrogativa” (sic), é, quando menos, grave erro factual ou propositada distorção dos fatos, tanto menos escusável quando o jornal “Folha de São Paulo” já havia publicado, ontem, no “Painel dos Leitor”, cabal explicação a respeito (p. A3).
E o Plenário decidiu, não porque eu, como presidente, tivesse o dom de mudar, drástica e rapidamente, o convencimento dos meus pares, induzindo-os com base em fantasioso acordo com partido político em troca de aumento que não foi aprovado e nada indica que o será, , mas – e a verdade é, deveras, quase sempre, muito mais simples do que a julgam ou inventam as pessoas – apenas porque todos os ministros já estavam convencidos da legitimidade e da justiça da decisão adotada, como, aliás, vários e probos jornalistas o reconheceram. Simples e verdadeiro, não é? V. Sª não conseguirá provar, em juízo ou fora dele, tenha existido tal acordo, pela curtíssima razão de que nunca existiu! Jogar tal “especulação” à responsabilidade inodora da “convicção do governo” (sic) é modo pouco sutil de disfarçar convicção própria.
Para seu governo íntimo, em 44 anos de magistratura impoluta, jamais firmei “acordo” para julgar (afirmação ou suposição contrária é mais do que leviandade, é aleivosia de prevaricação), nem cedi a pressão de quem quer que seja, pela boa razão de que jamais alguém ousou fazer-me, de modo direto ou indireto, pressão em julgamento, nem sequer o presidente da República que me nomeou, como ficou claríssimo no julgamento do famoso caso “Batisti”. Por que iriam fazê-lo parlamentares, e num caso em que já nem era preciso tentar convencer os ministros?
E, por fim, noticio-lhe, não obstante jornais já o hajam noticiado, que, poucas semanas antes, havia recebido, como é de meu dever institucional, parlamentares do PSDB, em caso idêntico, de interesse do sr. João Capiberibe! Por que não cogitou V. Sª ter havido aí outro pretenso “acordo”? Todos os presidentes e ministros recebem advogados e parlamentares a respeito de causas pendentes, em prática tradicional e equânime, que, embora não me agrade, como já assentei em entrevista à revista “Veja”, não consigo mudar. Mas daí a supor que cedam a pressões ou cometam crime de prevaricação, vai uma distância que só dolo e má-fé conseguem transpor.
Na expectativa, pois, de que, como jornalista atento ao dever de ser fiel à verdade, desfaça a tempo os equívocos propalados, subscrevo-me
Atenciosamente,
Min. CEZAR PELUSO
A Resposta
O artigo não ofende o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro César Peluzo. Limita-se  a analisar versão corrente nos meios políticos, inclusive no governo, envolvendo a questão do aumento salarial do Poder Judiciário.
O foco da abordagem está no chamado voto de Minerva – aquele que desempata um julgamento e que, portanto, não pode ser condicionado a um consenso do plenário. Se na votação do mérito da Lei da Ficha Limpa o ministro César Peluso declinou da prerrogativa intransferível, coerente seria repetir a decisão pessoal de não usá-la, em caso correlato.
A frase do senador Jáder Barbalho, após a vitória no tribunal, não deixa dúvida quanto à visão do episódio, pelo menos no âmbito do PMDB: “Quando vi que o jogo não era jurídico, mas político, acionei o partido” – disse o senador, durante jantar em que comemorou com o partido a decisão do STF.
O que se pode extrair do texto é a crítica à decisão do STF, jamais o endosso à interpretação, apenas noticiada. 

domingo, 11 de dezembro de 2011

DISVIRTUANDO ATÉ IDEOLOGIA Gen.Bda.Rfm. Valmir Fonseca Azevedo Pereira

DESVIRTUANDO ATÉ IDEOLOGIAS
Acreditar ou não, ser ou não ser, a favor ou contra, estas questões afloram na cabeça dos indivíduos, pelo menos, de alguns, visto que em geral a maioria não se preocupa com nada, e vai de preferência na onda.
Os dilemas se aplicam às escolhas, sexuais, políticas, religiosas e ideológicas, entre outras. Comunista, socialista, democrata, budista, sadomasoquista ou qualquer outra questão, os indivíduos vivem, e alguns optam por uma ou mais tendências ou simpatias.
Nesta linha de raciocínio, em 1922, quando foi fundado o então denominado "Partido Comunista do Brasil", surgiram por aqui os primeiros admiradores do regime comunista.
A seguir, uma serie de mudanças, que interessando aos seus ícones russos, levou os comunistas a enfrentarem questões que provocaram uma, duas, varias dicotomias em suas convicções.
Linha russa, a trotskista, a rural, a do Fidel, a chinesa, a urbana, e surgiram, conforme as conveniências, uma montoeira de “o melhor caminho”, que dividiram os comunas nacionais.
Contudo, a dissidência maior, além da linha a seguir, pois uns achavam “isso” e outros “aquilo”, era a permanente vaidade, a satisfação do ego, que predominava quando conveniente para um individuo que se bandeava para um lado ou outro.
A proliferação de organizações comunistas que inundaram este País demonstra como eles eram divididos, em especial por interesses pessoais. Ou seja, desde aquela época, a sua ideologia era o pano de fundo para ambições e interesses pessoais.
Em outras palavras, o brasileiro é o mesmo, seja comunista, socialista, ou de outro credo, sempre quer levar vantagem, e muda de camisa e, se for o caso, divide o seu grupo em seu beneficio.
Hoje, encontramos esta jovem nação comunista-socialista, mergulhada em patifarias. Os mais intelectualizados analistas sentenciam que o PT está levando o País à bancarrota moral, que está arrastando, propositadamente, ao fundo do poço, o legislativo e o judiciário, pois pretende numa reviravolta, assumir o poder total.
Bom, é inegável que está em curso uma desmoralização geral da sociedade. A promoção de dicotomias antes inimagináveis ocorre célere, e sabemos quem promove esta esbórnia em todos os campos – a ideologia lulo –petista. Não é marxista, não é trotskista, não é ...
Nós, do alto de nossa descrença, e conhecendo o povinho desta terra, chegamos à seguinte conclusão: o PT de há muito abandonou qualquer resquício ideológico, afirmamos que a tal ideologia foi esfacelada, e o que persiste de fato é o uso do instrumento, de um disfarce para a tomada do poder.
E esqueçam - se de qualquer base ideológica, o que transparece realmente é a maneira da cúpula do partido adonar - se do poder.
 É duro alguém de sã consciência imaginar que o metamorfose seja praticante de qualquer ideologia (será que ele já leu algum livro sobre o tema ideológico?), e que as sua ideologia é o seu desejo de mando. Mas ele deitou cátedra. Esqueçam Marx, Lênin e adjacências. Em breve erigirão uma estatua do LULA.
A turma quer mesmo é morrer abraçada ao poder e nos seus benefícios, a tudo que os conduza ao que é do bom e do melhor. O poder institucionalizado de mandar sem questionamentos, a riqueza, a mordomia, e a tranqüilidade de decidir sem oposições.
Pode ser que os ingênuos ainda vislumbrem, firmes posições e crenças ideológicas, contudo, basta olharmos a corrupção, o amealhamento de fortunas, a maneira como eles se lambuzam no poder, criando dicotomias para dividir, e sempre sendo beneficiados, para perceber que o viés ideológico, existe apenas para engabelar, para enfraquecer os falidos oponentes, pois de fato ele não existe mais.
Nem eles acreditam.
De fato, acreditamos que exista um pensamento, uma convicção de que eles são especiais, e nós somos o resto; eles os predestinados, que nasceram para dominar, para ditar regras como iluminados do século XXI, e nós fomos paridos para serví – los, e basta que eles nos alimentem migalhas de pão e deleitem com joguinhos de futebol e estaremos maravilhosamente satisfeitos.
O duro é que parece que eles têm razão.
Brasília, DF, 11 de dezembro de 2011
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

sábado, 10 de dezembro de 2011

Linha Carretel!!!!!!!

DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior chega ao fim da semana mais enrolado do que quando começou a se explicar sobre suas atividades como consultor no período entre o fim da gestão como prefeito de Belo Horizonte e a eleição de Dilma Rousseff.

Sobre o caso Fernando Pimentel incidem basicamente duas dúvidas: se houve tráfico de influência e qual a natureza precisa dos serviços prestados em consultoria.
Até agora nenhuma delas foi dirimida. Ao contrário: quanto mais o tempo passa, quanto mais se fala, mais aparecem novos aspectos, mais se complica a situação do ministro que à primeira vista não parecia assim tão complicada.
Hoje, a avaliação no governo e nos partidos aliados é a de que o cenário da fragilização de Pimentel está irremediavelmente posto. Alvo da desconfiança de ter sido favorecido e de ter favorecido empresários, perdeu as cordas vocais para atuar como interlocutor desse setor.
O fato de o governo ter orientado sua base parlamentar a rejeitar convocação do ministro para falar na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara não ajudou a desanuviar o ambiente.
Aqui, de novo, deu-se o oposto: alimentou-se a impressão de que o caso de Pimentel guarda desconfortável semelhança com o de Antônio Palocci.

O então chefe da Casa Civil resistiu por 23 dias sem informar o nome dos clientes, sendo protegido de todas as formas pela base governista. O titular do Desenvolvimento disse logo de início quem eram alguns de seus clientes, mas a julgar pelos detalhes que vão sendo revelados ao ritmo de conta-gotas, contou da missa menos da metade.
Se é verdade que desde o primeiro momento a presidente recomendou ao amigo transparência absoluta, não foi atendida.
Pego no exercício da meia-verdade, Fernando Pimentel deu início ao processo de sangramento. Sobre o destino dele existem duas versões. A mais fraca delas reza que estaria a salvo pelo fato de ser muito próximo à presidente, um nome - dos únicos, talvez o único - bancado por ela na composição do ministério.
A mais forte estima que exatamente por ser amigo de Dilma é que Pimentel tomará a iniciativa de sair tão logo chegue à conclusão de que já não dispõe de credenciais políticas e administrativas para continuar no cargo.
Não se deixaria crucificar por muito tempo em público porque, diferentemente de alguém como Carlos Lupi, tem uma reputação a zelar. Tem o que perder ficando além do aconselhável para si e para a própria presidente.
Nesse caso, a proximidade com Dilma funcionaria contra e não a favor da permanência.

Na encolha. Chama atenção nas hostes governistas e oposicionistas o silêncio do senador Aécio Neves sobre a crise ética que assola o governo e põe a presidente da República na contingência de se livrar de ministros praticamente à razão de um por mês, se considerarmos que a série foi aberta em maio por Antônio Palocci.
Em relação a Fernando Pimentel a explicação estaria na relação política que os dois construíram quando eram, respectivamente, prefeito de Belo Horizonte e governador de Minas Gerais.
Mas, para quem no início da legislatura apresentou-se em discurso no Senado como o principal líder da oposição, a ausência de Aécio no embate - notadamente da tribuna que em tese serviria para dar densidade à postulação da candidatura a presidente em 2014 - causa estranheza.
Paralisante. Diagnóstico de ex-ministro, integrante do governo Lula: a paralisia da máquina administrativa deve-se às sucessivas crises nos ministérios, mas deve-se principalmente ao temperamento da presidente Dilma Rousseff, que inibe a atuação dos ministros.
Na Esplanada é geral o medo de falar e visível o temor de agir para não desagradar à chefia.
No Twitter. @sandrovaia: "E que tal um controle social das consultorias petistas?".

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

E AGORA JOSÉ???? Folha de S.Paulo

Com Pimentel, denúncias chegam à 'cota de Dilma'

Roberto Stuckert Filho/PR

As acusações contra o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, são as primeiras a atingir diretamente um ministro da cota pessoal da presidente Dilma Rousseff.
Diferentemente de Antonio Palocci, que, a despeito da proximidade que adquiriu com Dilma na campanha e nos meses iniciais do governo, era de início um homem de Lula, Pimentel é um dos poucos amigos que Dilma tem em Brasília.
Os dois militaram juntos na Colina e depois na VAR, duas organizações que atuaram na resistência à ditadura militar e depois optaram pela luta armada.
Ambos foram presos e foram levados juntos ao banco dos réus pela Justiça Militar em 1972.
Continuaram amigos ao longo da vida e Pimentel foi chamado para ser um dos coordenadores da campanha presidencial.
Ali Dilma bancou pela primeira vez o auxiliar e amigo: ainda no início da campanha, Pimentel se indispôs com o grupo de São Paulo do PT e muitos apostaram que deixaria a coordenação. Dilma o manteve e, depois de um período fora dos holofotes, ele reassumiu suas atribuições e as manteve até a eleição.
Logo depois de eleita Dilma assegurou ao ministro que ele estaria no primeiro escalão, antes ainda de definir em que pasta.
E, ao longo deste primeiro ano, não foram poucos os sinais de deferência: Pimentel foi um dos primeiros a lançar um programa de impacto, marca da nova gestão, o Brasil Maior, de competitividade.
Além disso, tem sido costumeiramente ouvido em questões relacionadas à economia e à política. É chamado ao gabinete presidencial com frequência maior que alguns ministros do Palácio do Planalto.
Por fim, foram poucas as comitivas de viagens internacionais de Dilma das quais o ministro do Desenvolvimento e Comércio Exterior não fez parte.
Portanto, não será uma decisão trivial para Dilma abrir mão de um de seus ministros mais próximos.
É por isso que oposição e partidos aliados que já foram vítimas do "dominó de ministros" na Esplanada assistem com especial atenção à crise envolvendo os ganhos da consultoria de Pimentel e as relações de seus clientes com a Prefeitura de Belo Horizonte, que ele ocupou --reveladas inicialmente pelo jornal "O Globo".
Já há aliados prontos para vocalizar descontentamento caso se confirme o prognóstico de que Dilma será menos disposta a aplicar em Pimentel as lições da "faxina" que varreu para fora do governo sete ministros no primeiro ano de mandato.
Escrito por Vera Magalhaes às 08h49

domingo, 4 de dezembro de 2011

FOI TUDO UM VEXAME!!! Eliane Catanhêde - Folha de Sao

A Comissão de Ética Pública recomenda oficial e publicamente que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, seja exonerado depois de uma série de irregularidades, de mentiras e de falta de compostura ("Eu te amo, Dilma!").
A presidente da República dá de ombros, desautoriza a comissão e mantém o ministro, apesar de tudo.
O que pode se concluir de tudo isso?
Que a comissão não vale nada nem para nada e que a presidente foi turrona, bateu pé e manteve a decisão já tomada de "não ceder às pressões", seja da imprensa, seja de quem for, para subir a estatística de quedas de ministros para o cabalístico 7.
A novela, porém, não está encerrada. Espera-se, agora, saber como o partido do ministro, o PDT, vai reagir, como os integrantes da comissão de ética vão reagir, como o Congresso vai reagir e que conclusões a opinião pública vai tirar.
Só para lembrar, Lupi entrou na berlinda porque o Ministério do Trabalho é suspeito de pagar propina para ONGs, de liberar verbas para ONGs encrencadas, mesmo depois de pareceres contrários do próprio governo, e de desviar dinheiro para os bolsos partidários.
Enquanto se apurava a história, o próprio Lupi cometeu vários erros de caráter ético: disse que não tinha viajado num jatinho de empresa comprometida e aí surgiu a foto; disse que não conhecia o empresário comprometido e aí o cara contou que estava até no avião. E, no fim, apareceu até filme de jatinho, empresário e ministro, na maior alegria.
Agora, a Folha revela que Luppi não era apenas funcionário fantasma, mas duplo funcionário fantasma, ganhando da Câmara em Brasília e da Câmara Municipal no Rio para não fazer nada.
Se nada disso é questão ética, o que mais seria?!
É fácil para a Comissão de Ética explicar por que pediu a exoneração de Lupi. Mas é improvável que a presidente Dilma Rousseff consiga explicar por que deu de ombros para o pedido e manteve o ministro.

sábado, 3 de dezembro de 2011

"ORGULHO DE SER BRASILEIRO" Torna, cada vez mais, IMPOSSÍVEL!!!

O nosso jeitinho frouxo e cretino de ser
Lá se vai mais um ano, e a cada dia torna - se impossível não ser mais orgulhoso de ser brasileiro.
Estamos em paz com a nossa consciência (?), pois não importa se vivemos sob a ditadura da corrupção, e que o peculato não é crime, mas sinal de inteligência (gostou do elogio Lupi?), e o que interessa é que vivemos despreocupados, e que o problema é dos outros, não nos interessando se os outros são VOCÊS.
Depois que do nada viramos um tudo, e passamos a usufruir de carros, mulheres, riquezas, poder e impunidade. Nós atingimos o panteão da esbórnia institucionalizada sem o menor esforço.
Não importa que o País esteja estratificado, o que importa é que vivemos em êxtase. No País, testemunhamos um verdadeiro milagre em andamento, que promete durar mais vinte, trinta anos.
Não adianta falar que a carga tributária do brasileiro está próxima de 40% do PIB, e que o país tem um dos piores índices de qualificação e eficiência de seus serviços públicos.
Não importa que o país acumule troféus de incompetência, seja no IDH, o 84º lugar; no analfabetismo, o 95º; na mortalidade infantil, o 106º; na renda per capita, a 71º; e ocupe apenas o 52º lugar entre 110 países da América Latina melhor para se viver, e que estamos no primeiro lugar no mundo em corrupção, com mais de R$ 80 bilhões desviados do bolso de VOCÊS.
Se alguém afirma que o metrô de Brasília é o mais caro do mundo, não podemos deixar de falar com a boca cheia, que nada devemos às mais avançadas nações do mundo. Sim, quantos países atingiram tal situação?
Quantos países podem taxar os remédios, e o brasileiro é um doente crônico, com 33,9% de impostos, que pagamos sem o menor muxoxo?
O que importa, se temos apenas 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, e uma participação no comércio mundial em torno de 2%, e que a nossa dívida interna está só em um trilhão e 500 bilhões de reais?
Sem contar, que patrocinamos uma bolsa - família que paga para cinco filhos, e até os quinze anos de idade. E, conforme a necessidade de cooptação de votos, o atual benemérito desgoverno pode ampliar o leque, pois sabe que alguém sempre pagará a conta.
Devemos apedrejar os que soltam vitupérios contra esta maravilhosa gestão, alegando que no período de janeiro a outubro de 2011, o Governo Federal já gastou R$ 197,7 bilhões de juros da dívida pública. Esse valor astronômico é superior à soma dos orçamentos anuais da saúde e da educação, que somaram R$ 143 bilhões. 
Não importa que a “presidenta” no exterior, impossibilitada de negar - se a dar uma entrevista não diga coisa com coisa e, para piorar, tropece nas palavras, que soam com gritante incoerência. No País, atém - se a um texto pobre, elaborado para não colocar em circuito sua imensa teia de neurônios mortos (provavelmente, durante as sessões de tortura).
Não importa que nada de grandioso tenha sido construído nos últimos dez anos para sedimentar necessidade futuras, seja na infraestrutura seja na educação, pois acreditamos piamente que Deus é brasileiro, e ele nos proverá.
Não temos escolas, nem hospitais, mas teremos imensos e majestosos estádios de futebol, pois nossa sede de circo é imensurável. Quanto ao pão, haverá sempre uma bolsa com uma cesta fornecida por ELES, às suas expensas.
Com a inflação subindo, para 2012, modifiquemos os índices dos seus componentes e, zás - tráz, ela diminuirá. Viram como é fácil?
Sim, estamos orgulhosos, pois apesar de tudo, aumentamos o nosso já elevado índice de aceitação, tanto do EX como da atual presidente.
Sim, somos calhordas, mas quem não é, somos jeitosos, somos coniventes, malandros, aproveitadores e, sabiamente, mandamos o futuro para o inferno.
É isso aí gente, ninguém vive de valores, ninguém está preocupado com honestidade, com princípios, com justiça, abdicamos de pruridos que na prática tolhem espertezas.
Por tudo, estamos eufóricos, que se preocupem com o amanhã aqueles que vierem no futuro. A vida atual é boa, não a estraguemos lendo jornais e revistas aos serviços da fajuta oposição.
O nosso espelho é a metamorfose ambulante, exemplo de que tudo se pode, e no espelho, refletimos a imagem de nosso mestre, e como a dele, as nossas faces enchem - se de orgulho. Nós somos os caras.
De fato, somos honoris em causa própria, em patifarias, em malandrices; o que trocando em miúdos, nos eleva aos píncaros do gênero cafajeste de ser dos vivaldinos.
Brasília, DF, 02 de dezembro de 2011
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira