BRAÇO FORTE MÃO AMIGA

quinta-feira, 31 de março de 2011

EU FIZ DA MINHA MANEIRA

                          MY WAY
                   Eu fiz da minha maneira


E agora o fim está próximo
E agora eu encerro a última cortina.

Meu amigo, vou dizer claramente,
Vou expor minha situação,
Da qual eu tenho certeza.

Eu vivi uma vida que está completa.
Eu viajei por cada uma e por todas as estradas.
E mais muito mais de que isso!

EU FIZ DA MINHA MANEIRA...

Remorsos, tive poucos,
Mas por outro lado, poucos demais
Para mencionar.

Eu fiz o que tinha de fazer
E perseverei até o fim sem exceção
Eu planejei cada percurso delineado

Eu planejei cada passo.
Cada passo cuidadoso ao lado do caminho
E mais muito mais do que isso

EU FIZ DA MINHA MENEIRA...

Sim, houve ocasiões
Tenho certeza que você soube
Quando mordi mais que podia mastigar

Mas, em meio a tudo isso,
Quando havia dúvida
Eu engolia e cuspia fora
Eu enfrentei tudo e mantive de pé

EU FIZ DA MINHA MANEIRA...

Eu amei, eu ri, eu chorei
Tive minha parte, minha porção de perdas
E agora à medida que as lágrimas diminuem
Eu acho tudo isso muito divertido 

Ao pensar que fiz tudo aquilo
E posso dizer – não de uma maneira tímida

Oh não, oh não, não eu.

EU FIZ DA MINHA MANEIRA...

Pois, o que é um homem?
O que ele possui?

Se não for A SÍ MESMO
Então ele NÃO TEM NADA

Para dizer as coisas
Que ele sente sinceramente
E não as palavras
De alguém que se ajoelha 

O registro mostra
Eu suportei os golpes

E EU FIZ DA MINHA MANEIRA...

SIM, EU FIZ DA MINHA MANEIRA...


                                                    JOSSYL PEIXOTO RIBEIRO
                                                                      São Paulo, 31 de Março de 2011.

quarta-feira, 30 de março de 2011

"O PSDB tem se preparado muito mal para as eleições" diz Edson Aparecido

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), lança nesta quarta-feira, 30, sua maior ofensiva para reverter o quadro de derrotas eleitorais para o PT nas regiões metropolitanas do Estado. Em evento no Palácio dos Bandeirantes, ele criará a Câmara de Desenvolvimento Metropolitano, órgão que vai coordenar ações cirúrgicas nessas áreas.
Para o secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, que tem a missão de planejar as ações, essa é a principal estratégia para a vitória em 2012. Ontem, ele conversou com o Estado.
O PSDB governa São Paulo há 16 anos. Essa iniciativa não poderia ter sido levada a cabo antes?É um processo de evolução. Nós criamos as regiões Metropolitana de Campinas e da Baixada Santista. Alckmin enviou projeto criando a Região Metropolitana de São Paulo em 2005. Agora, efetivamente, a imposição dos desafios e a necessidade de planejamento integrado foi amadurecida.
Ao mesmo tempo é sintomático que PSDB tenha sofrido tantas derrotas nessas regiões.Faltaram nossas marcas. Intervenções nas regiões metropolitanas nós fizemos, como metrô, saneamento, Rodoanel. Mas o partido é outra coisa.
O desafio do partido se mistura às ações da secretaria?O mais importante é que a secretaria tenha papel institucional, suprapartidário. O governador insistiu nisso. Mas o PSDB precisa ter a capacidade, a sensibilidade de capitalizar as ações governo nas regiões metropolitanas - e isso tem faltado. É uma deficiência mais do partido do que do governo.
O PSDB terá candidatos competitivos nessas regiões em 2012?O partido está preocupado com isso. Nós vamos investir nas regiões metropolitanas e em municípios que são administrados por outros partidos como a gente sempre fez. Agora, outra coisa é o partido se preparar para os embates que vai ter. E aí é evidente que dos maiores municípios do Estado, 99% estão nas regiões metropolitanas.
Como vê Lula e sua popularidade na eleição do ano que vem?Essa é uma correção que o PSDB precisa fazer, porque tem se preparado muito mal para as eleições. Precisa se preparar não só com candidatos do PSDB, mas em alianças, porque ninguém ganha mais eleição sozinho. O PSDB andou em um período na contramão ao querer disputar eleições sozinho.
Prefeitos do PT já estão dispostos a entrar em uma queda de braço com o governo. É evidente que cada um vai tentar capitalizar seu trabalho, mas isso não vai atrapalhar e nós teremos ações comuns, em parceria com prefeitos de qualquer partido. Não vamos deixar que uma eventual disputa política prejudique a sociedade.
A criação da Câmara de Desenvolvimento Metropolitano é um reforço da imagem do governador para 2014, para a disputa da reeleição dele?De jeito nenhum. A Câmara é um instrumento do governo para servir à sociedade.
Vê o Kassab e o PSD ao lado do governo nessa iniciativa?Vejo o prefeito Gilberto Kassab colaborando. Discutimos com ele o bilhete metropolitano. No primeiro mês de governo, Kassab e o governador anunciaram uma série de medidas importantes em São Paulo de combate às enchentes, creches e transportes.
                                                                  Roberto Almeida de O Estado de S.Paulo

quinta-feira, 24 de março de 2011

NANOCRACIA

"NANOCRACIA"
Aileda de Mattos Oliveira* (22/03/2011)

Os ocupantes de cargos nos governos petistas sequer se aproximam da sombra do modelo político que se deseja para o comando deste país e de suas instituições. Faltam-lhes seriedade, competência, probidade, brasilidade.

Se o Brasil tem uma nova fisionomia, isto se deve ao trabalho da parte laboriosa da sociedade, incansável, responsável, que contribui para o fortalecimento de sua economia, como uma máquina bem-azeitada, em perfeito funcionamento.

Poderia o Brasil estar em melhor situação, se os ávidos que assumiram o poder não transformassem o tesouro nacional em patrimônio particular e não liberassem gastos orgíacos aos favorecidos e não os consumissem, também, na fecunda criação de ministérios. Os tais cortes no orçamento são “tesouradas” certeiras nas instituições que incomodam o poder, por estarem, obedientes à Constituição, a serviço, unicamente, do Estado e não do governo, independente da cor política que o sustenta.

Se o país tem uma voz mais atuante, geopoliticamente, e isto é reconhecido até mesmo pelo farsesco presidente americano, mantém-se, no entanto, a tendência ao nanismo político, a pequenez empresarial, a servil dependência jornalística diante de presença estrangeira.

Deve-se à “nanocracia” (“governo de anões”) a voz do Brasil ter silenciado diante das manifestações de superioridade política e tecnológica dos cães de guarda de Obama, pondo em plano inferior, dentro de seu próprio limite territorial, as instituições de um país que se supunha soberano. Haja neologismos para qualificar o inqualificável!

Policiais, figuras decorativas, relegados a segundo plano no trabalho de segurança, entregue em mãos estrangeiras; ruas fechadas, estações do metrô interditadas, o Theatro Municipal considerado território americano, enquanto o demagogo do Norte fazia um tropical discurso ao gosto dos carnavalescos e alienados dirigentes do Estado e do Município do Rio de Janeiro; a imprensa revistada, mas quietinha, mudinha, silenciosamente complexada. Não berrou os seus direitos e não desobedeceu às ordens, como ocorre quando estas são emanadas de autoridades brasileiras.

Lembremo-nos do Morro do Alemão, quando o helicóptero daquele canal de televisão o sobrevoou antes de a polícia autorizar, alertando, com o seu pretenso “furo” de reportagem, os marginais que se escafederam.

Mas, a Brasília, centro do nanismo político, coube a maior representação do servilismo petista. Quem diria que D. Dilma se submetesse aos caprichos do símbolo do capitalismo, um dos adversários ideológicos de sua torpe doutrina marxista!

Se não chegaram ao cúmulo de tirar o chapéu para o Barack, fizeram melhor: tiraram os sapatos para os seguranças e para a segurança do afro-americano. É preciso, de imediato, dizer aos hóspedes que quem manda na casa que os hospeda, é o anfitrião. Faltou-lhe coragem para levantar aquele arrogante e insuportável dedo a quem fala língua estranha.

Que seja breve a fase nanocrática petista, antes que retrocedamos ao tempo da Sinhá Rousseff, já que os entraves do arcaísmo de esquerda atrofiarão o natural processo de desenvolvimento do país, impedindo-o de prosseguir na sua marcha em direção ao progresso real, sem manipulação estatística, sem deturpação de dados, sem manobras de baixa política. Que este último parágrafo surta o efeito de uma prece e seja ouvida e atendida.

(*) Professora universitária e membro da Academia Brasileira de Defesa. A opinião expressa é particular da autora.