BRAÇO FORTE MÃO AMIGA

sábado, 21 de janeiro de 2012

Pedro Américo Leal A GRANDE CRISE

A GRANDE CRISE                                               

                                                 Pedro Américo Leal.

“O mundo vive época de excessos e de escassez.
Aponta-se os desequilíbrios sociais como os grandes responsáveis pelos rumos da humanidade e, sem pesquisar causas, conclui-se sobre remédios heróicos a serem adotados.
Há quem atribua aos desequilíbrios sociais os fatores de desenvolvimento, como os rompedores da inércia, levando os subdesenvolvidos ao oásis do desenvolvimento.
Diante dos excessos, onde a subversão e o terrorismo constroem  os painéis do anti-humanismo, surgem as cartas-bombas, enviadas a domicílio, recebidas por crianças e donas de casa.
O maior das crises não é de  alimentação, educação, saúde pública, energia elétrica, não! O grande ausente atual é o CHEFE.
Aquele que, devendo ser pago para ser, não é!
Devendo decidir, fica no muro, acertando mais por não falar do que por preferir ou negar.
Poucos dão ordens, quase todos evitam intelectualmente a decisão. A responsabilidade cada vez mais  é dividida pelos trabalhos de equipe e o líder se encobre na cômoda sombra do colegiado.
Em todo mundo, há falta destes  símbolos, sem os quais  a humanidade se atrofia, muito embora a tenham conduzido a melancólicos momentos de impasse, quase desastres.
Em 1971, a revista Parlamento publicava nosso trabalho  sobre o assunto, quando falávamos para 50 líderes jovens, na Vila Medianeira, onde afirmávamos, desagradando a alguns, que as massas, numa dinâmica psicológica um tanto complexa, jamais dispensarão os líderes.
Carregados de defeitos, mas aureolados por fascinantes luminosidade pessoal, transmitindo sempre uma mensagem à coletividade, eles são acima de tudo obstinados, mas  necessários.
Os meios de comunicação social, em sua constante evolução, aumentaram seu campo de ação, poupando-os fisicamente e aumentando seu poder.
Em nosso trabalho, esmiuçamos tudo o que a Psicologia, mormente a social e a profunda, fornece-nos como informações para estudar o fenômeno. Não há  como evitá-los. Há, sim, como contê-los, mas, acima de tudo, oportunizá-los e até patrociná-los.
Vivemos a grande escassez de suas presenças e o império da ilusória e producente era tecnocrática, onde as decisões são, quando muito, despachos que, às vezes, mesmo resolvendo, não arrebatam.
Em Estrela, Geisel, levantando-se num churrasco, deu ao povo uma estrada que pediam e de âmbito estadual, fora de sua programação.
HÁ ESCASSEZ DE DECISÕES!
Campeiam as reformulações, revisões, reflexões e expectativas, apagando no povo a imagem do líder, mas não eliminando-a; ela é latente.
A cautela vestiu-se de tanto exagero que os espermatozóides das decisões, acomodados, buscam ferir os óvulos ociosos da oportunidade, gerando um novo, produto de um computador programado diferente daquele que o povo deseja ver e apertar a mão do HOMEM!
Esses senhores, outrora eram segundo escalão, hoje chamados de indispensáveis, são os preferidos pelos que, no poder temem a concorrência de uma presença magnética.
E, com ares doutorais, barbudos, cabeludos, carecas sem paletó ou sem gravata, invadiram o universo do povo, mas não ocupam lugar. Essa é a grande realidade, um tanto inconveniente.
O povo, função de seu nível cultural,  sempre há de exigir o seu líder. Cabe-nos trabalhar para que ele seja o melhor exemplar do nosso elenco de valores e nunca impedir o seu surgimento.
Essa criaturas têm suas personalidades a dinâmica, embora superficial, mas a mais convidativa, da capacidade de enamorar os liderados. E, por dentro, a força magnética de se comunicar com espontaniedade e tranqüila naturalidade.
Líder é o que decide! SEMPRE! E, hoje em todos os escalões, são produtos de estimação; e como estão fazendo FALTA!!!!!!

                                          Este artigo foi escrito já tem bastante tempo(século 20) mas, ainda está fazendo bastante falta em pleno século 21!!!!!!!!!!!

                                                                                             J.P.Ribeiro
                           

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